25 de outubro de 2026

O PODER DE QUEM RIMA (Matheus Luzi sobre o ato de rimar)

Dia-Nacional-da-Poesia-2

 

O poder de quem rima – de Matheus Luzi

 

Um velho poema para uma velha rima. Afinal, qual é a importância dessa ferramenta tão usada pelos poetas? É bem provável que a ligação entre as rimas e os poemas seja totalmente subjetivas. É claro também que as rimas dão ritmo a poesia, no entanto, escrever livremente pode ser a saída mais interessante para aquele que quer usufruir de sua bagagem criativa.

Como já dito anteriormente, as rimas são capazes de dar ritmo ao poema, e mais do que isso, podem tornar a leitura mais agradável, assim que exista o uso das rimas com moderação; abusar delas pode ser uma péssima escolha, e é lógico que a poesia/poema fica estranha quando está totalmente rimada.

Outro ponto importante nessa discussão é a questão da rima utilizada oralmente, ou seja, quando o poeta declama seu poema usando as rimas. Muitos músicos de rap usam isso, fazendo rimas para todos os lados e para todos os assuntos. A rima oral é muito agradável aos ouvidos, e trás uma sutileza única. Um poeta que declama, é um poeta que dá voz ao seu poema e suas rimas embutidas.

O poema, quando não é feito obrigatoriamente cheio de rimas, pode ser capaz de ser enquadrado com mais criatividade e espontaneidade, por uma questão lógica: a falta de preocupação em rimar. E muitas vezes, a busca pela rima pode tornar a criação de um poema algo robótico.

Muitos poetas ainda usam rimas batidas, como rimar dor com amor. Isso acontece, não somente hoje, como desde o começo dos escritos. É fato que a rima “óbvia” vem sendo ainda muito utilizada e que pode concretizar em grandes poesias.

O interessante, tanto para alguns poetas, quanto para o leitor, é que as rimas fujam do que já é “certo e batido”.

No entanto, não é a rima que definirá a qualidade de uma poesia/poema, mas sim aquela que dirá a personalidade do poeta, usando aquele velho jogo entre as palavras. Quem rima, sempre irá rimar o céu com o mel.

 

 

 

 

Newsletter

RESENHA: Curta “Os Filmes Que Eu Não Fiz” (parte 1)

Este artigo é dividido em três partes. Esta é a primeira, intitulada por seu resenhista Tiago Santos Souza como “EU”,.

LEIA MAIS

Alguns livros que você precisa ler antes de morrer

A morte dá alusão ao fim do mundo, o Apocalipse e até mesmo o fim da vida de uma pessoa,.

LEIA MAIS

Por que Sid teima em não menosprezar o seu título de MC?

Sobre seu primeiro single de 2022, ele disse que “quis trazer outra veia musical, explorar outros lados, brincar com outros.

LEIA MAIS

Iaponi: a invenção de uma permanente festa de existir

As formar bruscas, a cada brusco movimento, inauguram belas imagens insólitas. Henriqueta Lisboa   1.   Iaponi (São Vicente, 1942-1994),.

LEIA MAIS

Tim Maia em 294 palavras

Ícone do pop nacional, Tim Maia nasceu no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, em 1942. Antes do sucesso,.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: O funcionamento de um cineclube (com Cadu Modesto e Tiago Santos Souza)

Neste episódio, Matheus Luzi investiga os cineclube, casas de cinema independentes cujo o viés comercial é, na prática e teoria,.

LEIA MAIS

Bethânia só sabe amar direito e Almério também (Crítica de Fernanda Lucena sobre o single

O mundo acaba de ser presenteado com uma obra que, sem dúvidas, nasceu para ser eterna na história da música.

LEIA MAIS

Se eu gritar, ninguém vai me ouvir – lançando música em 2024

A Revista Arte Brasileira me convidou para compartilhar a experiência de lançar meu primeiro álbum, o independente “Falha Luz”, que.

LEIA MAIS

Pacífico Medeiros: ressignificando a fotografia

No fundo, a fotografia é subversiva, não quando aterroriza, perturba ou mesmo estigmatiza, mas quando é pensativa.                                                              Roland Barthes Pacífico.

LEIA MAIS

CONTO: Os Bicos de Gás e o Cigarro King Size (Gil Silva Freires)

Maldita família. Malditos papai-mamãe-titia, como diziam os Titãs. Kleber era fã incondicional dos Titãs e a proibição paterna de assistir.

LEIA MAIS