8 de setembro de 2026

LITERATURA – A crise que a área enfrenta!

Tiago Iorc disse em sua música ”A gente queima todo dia mil bibliotecas de Alexandria”, agora leve isso como algo atual; Saraiva fechou todas as portas na cidade de Salvador. Uma das livrarias mais famosas do país e da região baiana. Fora que, já fechou em outros estados várias unidades. 

A crise literária

O mundo virtual, da tecnologia, causou um impacto enorme até nas bancas de revistas; antes o que era muito vendido, passou a ser deixado de lado para ser visto com mais facilidade nas telas dos smartphones. Isso possibilitou no fechamento de bancas de revistas, livrarias e até prejudicando escritores que estão começando a sua carreira ou já começaram a muito tempo. 

Com isto, a população começou a fixar os olhos para telas, para os toque screen com o arrastar do dedo. Toda informação do mundo com facilidade, porém, sem muito detalhe, apenas um monte de informação mastigada e pouco conhecimento.

Há uma crise estabelecida e trazendo prejuízos enormes para o mundo da literatura e sim, as crianças deixarão de sonhar, de pensar, de imaginar e a falta de imaginação terá consequências graves. A literatura define um futuro para uma criança, se ela conhecer a leitura desde cedo, será amante dela. Senão, pouco saberá a respeito de grandes pessoas que viveram neste mundo e a história, e o romance, o drama, o suspense, o terror, de todas as sensações e temas oferecidos pelos livros.

A falta de interesse da sociedade

Estamos queimando informações, conhecimentos, futuros, amores pela leitura. Deixamos de lado esse cantinho confortável e gostoso de conhecer — As bibliotecas vazias, as livrarias cheias de pessoas que pegam um livro para tirar foto e depois deixam na mesma prateleira — Pouco sabem sobre Clarice Lispector, pouco sabem sobre Fernando Pessoa, Carlos Drummond Andrade, Charles Bukowski, Jorge Amado, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Cecília Meireles, Mário de Andrade, entre outros. 

A tecnologia está avançando mais rápido do que imaginávamos, e este não é uma boa coisa, e sim um grande problema. Assim, as salas de aulas não terão mais cadernos, livros e canetas e tampouco quadros; os professores darão aulas com notebook’s para cada aluno, com slide para acompanhar a fala de quem ensina. 

Tudo isso prejudica, pois, cada vez mais achamos pessoas ligadas ao celular, é tão intenso e tão comum que quando vemos alguém lendo em um ônibus, ficamos admirados querendo tirar até foto para pôr em status, stories de suas redes sociais. A tecnologia não formou inteligentes, e sim, pessoas alienadas, burras. Estamos queimando bibliotecas, livrarias, estamos abandonando os livros a troco de nada. 

Conclusão

Chegará um momento, um ano, em que a sociedade deixará a última livraria morrer, a última biblioteca fechar por causa de ausência de público. E assim, viverão vidas sem livros, e quem é apaixonado por livros, lutará por eles em suas casas. Receberá críticas a ponto até de ser odiado(a). A leitura de livros físicos será igual entregar flores, cartas, chocolates; coisas antigas, a moda antiga. 

E cada vez mais esquecido dos colégios, pois, nas salas de aulas será ensinado as evoluções tecnológicas — Perderá o costume de se falar de história; João Cândido, Revolta da Chibata. Revolta da Vacina. Tempo do cangaço; Seca no Nordeste. Fim da escravidão; Zumbi dos Palmares. Colonização. Guerra de Canudos. Independência da Bahia e do Brasil, entre outras marcantes e emocionantes passagens da história brasileira e do povo sofrido.

Toda história do Brasil será esquecida, na verdade, do mundo. Passarão a valorizar o futuro, as novas obras, os novos avanços e o ser humano, em si, ficará preguiçoso e reclamão. Mal humorado e sem empatia. A burrice tomará conta porque viverão de informações, muitas informações e pouquíssimo conhecimento. 

Salvem os livros, salvem a leitura!

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