9 de maio de 2026

Banda HEY! faz um som inusitado, trilhando os caminhos do rock nacional e autoral [ENTREVISTA]

Créditos: Matheus Pedroti

 

Um fato: está cada vez mais difícil fazer música autoral no Brasil, ainda mais quando os artistas caminham entre as vertentes do rock nacional. Pensando nisso, a banda Hey! passou a fazer suas próprias canções, indo do punk rock ao borogodó, do country/rockabilly. Assim, o Cacá toca bateira e guitarra ao mesmo tempo, enquanto Alyne investe nos vocais e no instrumento pouco usual, o kazoo. E ainda para fugir do convencional, o EP de estreia do Duo ainda conta com a participação do baixo de Gabriel.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com a Hey!

 

 

Vocês tomaram a decisão de fazer rock nacional autoral. Como isso aconteceu?

Alyne – Tanto eu quanto Cacá compomos desde crianças. Todos os projetos musicais em que estivemos envolvidos, embora a gente tocasse cover, sempre tinha músicas próprias. A gente até tentou se manter como banda cover, mas mesmo com a cena autoral enfraquecida, a vontade de criar é mais forte que a gente. (risos)

 

E o processo criativo de vocês, como foi?

Cacá – Nosso EP fala sobre empoderamento e liberdade. Por isso a gente reuniu várias composições que vimos fazendo ao longo dos últimos anos que tratam do tema. O fato de sermos um casal (eu e Alyne) ajuda muito, porque sempre que um tem uma ideia o outro está por perto pra ajudar a desenvolver – ou pra entreter as crianças enquanto a ideia é desenvolvida.

 

 

Dentro de quais vertentes do rock vocês caminham no EP? Falem mais sobre isso.

Cacá – Nós sempre procuramos não seguir uma única vertente. Apesar de sermos crias do punk rock, procuramos passear por caminhos pré e pós punk, como o Folk, o rockabilly, o blues, o pop… O CD é bem diverso nesse sentido.

 

Do que as faixas do EP falam?

Alyne – Como já foi dito, as músicas falam sobre empoderamento e liberdade, sob vários pontos de vista diferentes. Por exemplo, SUA PRIMEIRA fala sobre o amor entre duas mulheres. CHATOS é quase um desabafo, fala sobre a falta de interesse do público por trabalhos originais. DEGOSTO é uma crítica debochada aos fiscais da vida alheia. LOUCURA questiona o que é sanidade nesse mundo de incongruências. É por aí.

 

 

Como vocês dividem os instrumentos e vocais dentro do EP?

Alyne – vocal e kazoo

Gabriel – Baixo

Cacá – Guitarra e bateria (ao mesmo tempo)

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o álbum?

O disco foi gravado no estúdio I9, em Alegre-Es, pelo produtor Danyel Sueth e teve a participação de Chuck Hipólitho (Forgotten Boys, Vespas Mandarinas) como consultor de pós-produção.

A direção de arte ficou por conta de Juarez Tanure, mesmo designer responsável pelos trabalhos mais recentes de Pitty, Supercombo, Far From Alaska e etc.

Algo que SEMPRE desperta a curiosidade das pessoas é como o Cacá dá conta de tocar guitarra e bateria ao mesmo tempo. Isso faz com que a gente seja uma banda considerada diferente, até menor, mas jamais indiferente.

 

 

Fiquem à vontade para falarem o que quiserem. 

Nossa turnê de lançamento começa nesta sexta-feira dia 22 e passará por várias cidades de ES e MG. Na mesma data, lançaremos o clipe oficial de Desgosto em nossas redes sociais.

No sábado 23, tocamos em Vila Velha-ES ao lado de Supercombo, André Prando e vários outros artistas relevantes da cena capixaba.

 

 

 

 

 

 

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