11 de setembro de 2026

Clássico do Clube da Esquina ganha versão rock pela banda Unabomber

 

“Canoa Canoa” é uma música com mais de 40 anos de história, mas que poderia ter sido lançada hoje. Imortalizada na voz de Milton Nascimento, a composição de Fernando Brant e Nelson Ângelo falava sobre a preservação do meio ambiente e a luta dos povos originários.  É essa a mensagem que a banda Unabomber quer passar com uma pesada versão disponível nos principais serviços de streaming e que chega também com um lyric video, com direção, edição e pós-produção assinadas por Gabby Vessoni sobre arte de Jhon Bermond.

“Os discos ‘Clube da Esquina’ e ‘Clube da Esquina 2’ são marcos da música brasileira e referência para a gente. A escolha de ‘Canoa Canoa’ veio da vontade de fazer um tributo à música mineira, aos povos indígenas e ao meio ambiente, estes últimos atacados, desta vez, por uma política governamental orquestrada para acabar com as florestas e as comunidades que sobrevivem dela”, conta o guitarrista Sandro Luz.

O olhar crítico é um elemento que sempre esteve presente no trabalho da Unabomber. E o texto da banda foi amadurecendo sob ou sobre uma base sonora pesada de rock alternativo, com elementos implícitos do punk, postpunk e metal industrial. Com produção musical de Celo Oliveira, “Canoa Canoa” está disponível nas principais plataformas de streaming de música e no YouTube.

 

SOBRE A BANDA

Crédito: Marcos Hermes

Originária da Baixada Fluminense (Rio), e formada por André Luz (voz), Sandro Luz (guitarra), Alan Vieira (baixo) e Paulo Stocco (bateria), estrearam em 1996 com uma demotape homônima e produção a cargo da própria banda. Já a segunda fita, intitulada “R” e lançada no ano seguinte, contou com a produção do então iniciante Rafael Ramos (DeckDisc, Dead Fish, Pitty, Titãs). Após mais três anos de muitos shows pelo sudeste e participação em festivais, abrindo para nomes como Titãs, Raimundos, Charlie Brown Jr., Paralamas do Sucesso, Lemonheads e outras, o grupo encerrou as atividades.

Quase 18 anos depois, eles retornam à cena com o EP “Massas & Manobras S/A” (2017), onde fazem uma releitura de faixas das duas demos dos anos 90. O EP, lançado exclusivamente nas redes de streaming, contou com a produção musical de Celo Oliveira (Fleesh, Hydrya), além de projeto visual do fotógrafo Marcos Hermes. Na sequência, em meio ao xadrez sociopolítico contemporâneo, compõem e lançam o single inédito “Silêncio”, sempre com a produção de Celo Oliveira. Já em 2018, apresentam a primeira versão gravada pela banda. Trata-se de “Pesadelo”, de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós, gravada originalmente pelo MPB4, em 1972. No ano seguinte, incorporaram à sua discografia o EP “O Mal da Máquina Morre”, que traz o hit “Guanabara”.

 

  • Textos da assessoria de imprensa

 

Lupa na Canção #edição21

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: Como era trabalhar na MTV? (com Perdido)

Nos anos 1990 e 2000, a MTV Brasil, emissora aberta de radiodifusão, não era nada comum para o padrão da.

LEIA MAIS

Livro de Autoajuda

Nem todas as pessoas que escrevem livros de Autoajuda conseguiram resolver seus próprios problemas, mas sempre tem a fórmula mágica.

LEIA MAIS

“Minha jornada musical entre o Brasil e a Alemanha” – Um relato de Juliana Blumenschein

Sou Juliana Blumenschein, cantautora alemã-brasileira, nascida em 1992 em Freiburg, no sul da Alemanha. Filha de brasileiros de Goiânia, meus pais migraram.

LEIA MAIS

Diante do novo, “O que Pe Lu faz?”

Sucesso teen da década passada com a Restart e referência no eletrônico nacional com o duo Selva, Pe Lu agora.

LEIA MAIS

A Via Dolorosa de Iaperi Araújo

A Via Dolorosa de Iaperi Araujo Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.E nasce.

LEIA MAIS

Quem é Ariano Suassuna? (por Marcelo Romagnoli, diretor e dramaturgo da peça “Mundo Suassuna”)

Ariano Suassuna (1927-2014) nasceu na capital da Parahyba e sempre defendeu o Brasil profundo. Poderia ser em Macondo, mas foi.

LEIA MAIS

Damião Costa: a pintura como morada do instante

O artista Damião Costa (São Vicente, RN, 1987), desde a infância, quando os olhos se detinham nos leilões televisivos de.

LEIA MAIS

Zé Alexanddre, o antes e o depois do The Voice+

Em tempos de queda de audiências na mídia tradicional, o The Voice permanece intacto. Os participantes saem do amadorismo, conquistam.

LEIA MAIS

CONTO: Os Bicos de Gás e o Cigarro King Size (Gil Silva Freires)

Maldita família. Malditos papai-mamãe-titia, como diziam os Titãs. Kleber era fã incondicional dos Titãs e a proibição paterna de assistir.

LEIA MAIS