16 de janeiro de 2026

Clássico dos Mutantes, GLÓRIA AO REI DOS CONFINS DO ALÉM, é regravada em homenagem pelo próprio compositor, Paulo Girão

 

Ainda adolescente, aos 16 anos, na época da eferverscência do tropicalismo em 1968, Paulo Girão compôs GLÓRIA AO REI DOS CONFINS DO ALÉM, especialmente para o “II Festival Estudantil da Música Popular Brasileira”, que depois, viria a ser um dos clássicos dos Mutantes.

A música, que na época, causou “drama” nos conversadores, tanto da música quanto de outros setores da sociedade, é regravada, 50 anos depois, pelo próprio compositor, ao lado da banda Bandalém, cujo músicos se reuniram especialmente para esta regravação. 

Na época, Paulo era um virtuoso participante de festivais e de grupos de compositores, na qual participavam, por exemplo, Belchior e Gonzaguinha, Geraldo Azevedo, entre outros. Quando Paulo viu sua música sendo gravada pelos Mutantes, a emoção foi gigante, tendo Paulo até dito que “Imagine um compositor adolescente inglês sendo gravado pelos Beatles… foi o que aconteceu comigo em relação aos Mutantes!”.

 

 

A música que marcou a vida de Girão, voltou a sua mente quando ouviu uma versão de GLORIA AOS REIS DOS CONFINS DO ALÉM, de Andreia Dias para o álbum PRISIONEIRA DO AMOR, que tem como foco regravar canções de Rita Lee. O músico também chegou a conhecer a versão intimista de Tim Bernardes (O Terno), e notou que havia uma grande possibilidade de regrava-la.

“Descobri que a canção continua atual. A letra fala: ‘se vocês soubessem quanta falsidade que havia ali… Povo de coitados!’. O povo, em geral,  já sabe das falsidades políticas todas, mas elas continuam a fazê-lo de coitado! Só falta acabar com as falsidades, democraticamente e com muita Educação! Fora isso, eu redescobri a grande teatralidade desta canção, uma coisa que muito me interessa, atualmente”, explica ele.

 

 

Abaixo, confira a versão original gravada pelos Mutantes.

 

 

 

 

 

 

[RESENHA] A literatura brasileira é seca, é úmida, é árida, é caudalosa.

            Desde a civilização mais antiga, a vida humana é orquestrada pelas estações do ano.  No poético livro “bíblico de.

LEIA MAIS

Iaponi: a invenção de uma permanente festa de existir

As formar bruscas, a cada brusco movimento, inauguram belas imagens insólitas. Henriqueta Lisboa   1.   Iaponi (São Vicente, 1942-1994),.

LEIA MAIS

Entre a sinestesia e a sistematização, Zé Ibarra se consolida como voz de sua geração

PERFIL ⭐️ Em meio a exuberante flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Zé Ibarra comenta com fluidez e.

LEIA MAIS

“Fiz da arte um motivo para viver” – por Pedro Antônio

Quadro “Cinco Girassóis” de Pedro Antônio   Meu nome é Pedro Antônio, tenho 23 anos, e hoje eu posso afirmar que.

LEIA MAIS

O disco que lançou Zé Ramalho

Zé Ramalho sempre foi esse mistério todo. Este misticismo começou a fazer sucesso no primeiro disco solo do compositor nordestino,.

LEIA MAIS

Com a IA, o que sobrará da literatura?

Dá para fazer livros razoáveis com Inteligência Artificial. Há casos de autores com centenas de livros já publicados com a.

LEIA MAIS

Historiadora lança minicurso gratuito sobre a história da arte, com vídeos curtos e descomplicados

(Divulgação) Aline Pascholati é artista visual e historiadora da arte diplomada pela Sorbonne (Paris, França) e trabalha há mais de.

LEIA MAIS

CONTO: O Medo do Mar e O Risco de Se Banhar (Gil Silva Freires)

Adalberto morria de medo do mar, ou melhor, mantinha-se distante do mar exatamente pra não morrer. Se há quem não.

LEIA MAIS

[RESENHA] “Machado de Assis, Capitu e Bentinho”, de Kaique Kelvin

Que Machado de Assis se tornou um clássico escritor da literatura brasileira todos sabemos, mas uma dúvida que segue sem.

LEIA MAIS

Jardel: o silêncio que sopra sussurros do longe

Os humanos são sozinhos.Por mais que haja amizade, amor,companhia, a solidão é da essência. Clarice Lispector  1. Jardel (João Pessoa,.

LEIA MAIS