9 de agosto de 2026

Como um bom remédio para a alma, apresentamos o duo Sagrada Medicina

Divulgação

Na contra maré do que estamos acostumados a ouvir por aí, chegou ao Brasil (e ao mundo), o duo Sagrada Medicina, integrada pelo casal Talles e Isa Montenegro. O projeto surgiu em 2017, com o despretensioso disco “Os Versos Astrais”, que, no entanto, despertou os artistas para esse caminho musical.

O som do duo é autoral, e fruto das próprias experiências transcendentais com a Ayahuasca, assim como a ligação com a cultura do Xamanismo, tendo obras artísticas e pensadores do ramo como norte para muitas de suas composições.

“Em geral, procuramos escrever sobre autoconhecimento e expansão da consciência. Se para isso precisarmos contar uma lenda indiana (como por exemplo a música “O amor de Krishna”), a gente conta. Gostamos da possibilidade que os mantras nos dão também. Principalmente quando a gente toca ao vivo que dá pra sentir mais a interação com o público.”, explica Talles.

Apesar desse contato lírico (talvez não muito comum no Brasil), o duo se considera brasileiríssimo. “Somos bastante influenciados pela música brasileira dos anos 60 e 70, em especial aquela galera mais da MPB experimental (ricos em sons e temas). Mas gostamos muito de trazer alguns elementos de outras culturas como alguns instrumentos usados na música tradicional da Índia.”, pontua Talles.

Como bons artistas, Talles e Isa também querem o seu querido lugar ao sol dentro da nossa música brasileira. No entanto, algo fala muito mais alto que isso: a grande vontade de que suas músicas sejam remédios para a alma, uma verdadeira medicina. “Queremos criar um trabalho consistente de expansão da consciência através da música e alinhado com uma cultura de paz que a gente acha que o mundo precisa.”, conta Isa.

Toda essa história conceitual do duo acaba, algumas vezes, “assustando” aqueles que conhecem suas músicas. “Em geral, sempre que alguém tem um primeiro contato com nossa música, é normal nos taxar de música ‘espiritual’ ou até mesmo religiosa. Mas o fato é que a gente apresenta um repertorio que já foi muito celebrado na música popular brasileira.”, diz Talles.

Talles continua sua explicação: “Crescemos ouvindo grandes artistas como Clara Nunes, Ronnie Von, até mesmo Roberto Carlos e o pessoal da Bahia que sempre cantaram em seus repertórios o folclore místico de nosso país. Portanto, de certa forma, tematicamente, a gente ta dando apenas uma atualizada numa proposta temática que já foi muito trabalhada no passado. Somos parte deste resgate, como outros artistas e grupos atuais também são e somos felizes com isso.”

O duo atualmente tem um álbum e seis singles lançados, todos disponíveis nas plataformas digitais. O mais recente lançamento é “O amor de Krishna”, canção que retrata muito do que estes artistas tem a entregar ao mundo. Confira!

Pedro Pereira: azul que te quero azul

Comer muito mel não é bom; assim,a investigação da própria glórianão é glória. Provérbios 25:27 A pintura de Pedro Pereira.

LEIA MAIS

Bethânia só sabe amar direito e Almério também (Crítica de Fernanda Lucena sobre o single

O mundo acaba de ser presenteado com uma obra que, sem dúvidas, nasceu para ser eterna na história da música.

LEIA MAIS

“O único assassinato de Cazuza” (Conto de Lima Barreto)

HILDEGARDO BRANDÂO, conhecido familiarmente por Cazuza, tinha chegado aos seus cinqüenta anos e poucos, desesperançado; mas não desesperado. Depois de.

LEIA MAIS

Vá e Veja ou Mate Hitler

Falas do filme: Homem #1: “Você é um otimista desesperado.” Homem #2: “Ele deveria ser curado disso.” Eu particularmente considero.

LEIA MAIS

“Fiz da arte um motivo para viver” – por Pedro Antônio

Quadro “Cinco Girassóis” de Pedro Antônio   Meu nome é Pedro Antônio, tenho 23 anos, e hoje eu posso afirmar que.

LEIA MAIS

 Artur Rosa: prelúdio para um só artista

Quem há de completar a obra reguei com meu pranto e suor. Henriqueta Lisboa 1. Arthur Rosa (25.06.1984) nasceu em.

LEIA MAIS

Celebrações pelo mundo: eventos culturais que transformam qualquer viagem

Viajar é mais do que conhecer paisagens ou tirar fotos em pontos turísticos. É também mergulhar de cabeça na alma.

LEIA MAIS

Iaponi: a invenção de uma permanente festa de existir

As formar bruscas, a cada brusco movimento, inauguram belas imagens insólitas. Henriqueta Lisboa   1.   Iaponi (São Vicente, 1942-1994),.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: Como era trabalhar na MTV? (com Perdido)

Nos anos 1990 e 2000, a MTV Brasil, emissora aberta de radiodifusão, não era nada comum para o padrão da.

LEIA MAIS

O folk voz e violão de Diego Schaun no EP “Durante Este Tempo

Quatro canções formam o novo EP do baiano Diego Schaun, cantor e compositor de música folk que estreou nas plataformas.

LEIA MAIS