13 de janeiro de 2026

E que sejam todos bem-vindos à verdadeira essência do rock do novo disco da banda La Raza

laraza1

 

Som de peso e crítica social define muito bem o novo álbum da banda La Raza, que já conquistou vários adeptos depois do lançamento do single CAOS DA PAZ. Além disso, La Raza é muito conhecida pelas suas estratégias de marketing, que também é assunto na entrevista que você verá a seguir. É certo que esse novo trabalho da banda irá render bons frutos, não somente no Brasil, mas como no mundo todo, até porque apesar das letras serem em português, os arranjos, voz e melodias lembram muito o som feito lá fora!

BEM-VINDOS A LA RAZA foi gravado no Family Mob, QG Hoffman e Wah Wah Estúdio, conceituado estúdios da megalópole São Paulo. Já a mixagem e masterização foram feitas na famosa “Sala B” do NRG Recording Studios em Los Angeles.

 

Abaixo veja uma entrevista na íntegra com o vocalista Alex Panda, sobre o novo álbum da banda BEM-VINDOS A LA RAZA.

 

 

“É rock com DJ, hip-hop com guitarra, funk com peso”. Gostaria que você comentasse um pouco sobre essa passagem relacionando com as músicas novas do novo álbum.

Como você mesmo mencionou, “É rock com DJ, hip-hop com guitarra, funk com peso”, tem melodia, tem grito, tem rima, tudo junto e misturado na medida certa. Acho que a expressão “raprocknrollpsicodeliahardcore&ragga” do Planet Hemp se aplica bem na definição sonora do disco, a gente realmente ouve muita coisa de diferentes estilos e vertentes musicais e tentamos fazer essa mix na produção de forma equilibrada com a ajuda dos produtores que nos guiaram durante as gravações.

 

Vocês usaram muito o marketing para chegar ao reconhecimento da banda, sem deixar claro, o talento de suas músicas. Vocês estiveram nas rádios, nos jornais e também na TV. Como aconteceu essa ideia de marketing e o quanto esses veículos de comunicação contribuíram na formação musical do grupo e no reconhecimento popular?

Se você quer fazer com que as pessoas conheçam seu trabalho, tem que ir atrás né? E nós fomos o máximo possível dentro das nossas possibilidades, disparamos nosso release pra geral com o single da “/Barra Quem?” e os convites foram surgindo a medida que a galera foi correspondendo positivamente com a música. Quem não é visto, não é lembrado e como diria o grande Chacrinha: “Quem não se comunica, se trumbica”!

 

Quanto tempo tem a banda? E porque o álbum será lançado agora em 2017? Aconteceu algo em especial que tenha influenciado diretamente ou indiretamente nessa decisão?

O La Raza se formou em 2007 em São Paulo entre amigos de rolês diferentes que se juntaram pra fazer um som pra se divertir e entre algumas mudanças de formação até a banda parar em 2009, a banda era composta pelo Thiago Matricardi na batera que está até hoje, Rafael Bombeck no baixo que quando voltamos ano passado ficou um tempo como guitarra, Gui Steiner na guitarra que participou ativamente na pré-produção do nosso disco e Carlos Nunez como dj que hoje está com o Jaloo e se tornou um grande produtor musical trabalhando com uma galera pesada. Hoje o La Raza além de mim e do Thiago Matricardi, é formado também pelo Ticana na guitarra que veio pra banda por indicação do Gui, Juninho no baixo e dj Daimon que já tinha tocado com o Thiago em outros projetos e que o Gui também já conhecia. Então pode se dizer que independente de formações o La Raza sempre foi e é uma grande irmandade de amigos. O disco sair esse ano foi uma consequência natural.

 

Em CAOS DA PAZ, vocês fazem uma forte crítica a sociedade. Em QUEM, a ideia muda um pouco. No caso do álbum todo, quais são as temáticas trabalhadas nele? E os arranjos e melodias continuam na pegada das duas músicas já lançadas?

Os temas das músicas variam de uma pra outra, cada música expressa um sentimento diferente. Uma música que nem a “Barra Quem?” que tem uma vibe mais pra cima naturalmente ganhou uma letra com uma pegada mais sagaz e bem humorada, mas sem perder a ideia central que apesar de roupagem mais leve tem uma temática que eu pelo menos acho séria, que é a desumanização da galera com a bitolagem internética! Mas no geralzão a intenção é passar uma mensagem positiva, de superação, fazer a galera acreditar que é possível conquistar objetivos e alcançar sonhos se elas acreditarem que é possível mesmo nesse mundo doido que a gente vive, de conscientização. A gente vive um momento que a galera tá conectada com o mundo e desligada da vida.

 

Quem são os compositores da banda? E como funcionou o processo criativo das músicas do álbum?

Basicamente alguém da banda vem com uma base ou uma ideia, nós vamos pro estúdio e começamos a explorar isso até que entendamos que aquela brisa começou a tomar corpo e forma de música. À partir daí gravamos umas demos e depois eu faço as letras com base nas sensações que eu sinto quando escuto as músicas prontas e acho que isso se reflete no resultado final. Eu brinco que costumo compor as letras ao contrário.

 

 

 

 

 

Newsletter

ENTREVISTA – Literatura de Renan Wangler reforça ancestralidade e luta da população negra

A população negra precisa estar conectada com a literatura, cultura e arte, dessa forma podemos estar conectados com a nossa.

LEIA MAIS

A vida em vinil: uma reflexão filosófica sobre a jornada da existência

A vida, assim como um disco de vinil, é uma espiral contínua de experiências e aprendizados, em que cada fase.

LEIA MAIS

CONTO: O Grande Herdeiro e o Confuso Caminhoneiro (Gil Silva Freires)

Gregório era o único herdeiro de um tio milionário, seu único parente. Não tinha irmãos, perdera os pais muito cedo.

LEIA MAIS

A nossa relação com os livros 

Como diz um autor anônimo, “a leitura nos traz amigos desconhecidos”, e de alguma forma inesperada constrói essa relação “leitor.

LEIA MAIS

Edilson Araújo: verde que te quero verde

Verde que te quiero verde.Verde Viento. Verdes ramas.El barco sobre la mar y el caballo em la montãna. Federico García.

LEIA MAIS

“Fiz da arte um motivo para viver” – por Pedro Antônio

Quadro “Cinco Girassóis” de Pedro Antônio   Meu nome é Pedro Antônio, tenho 23 anos, e hoje eu posso afirmar que.

LEIA MAIS

Goreth Caldas: um sistema de metáforas (das tantas esperas)

Entre os escaravelhos e o arbustodo peito frágil existemsegredos buscando alívioatravés de sussurros. Henriqueta Lisboa 1. Goreth Caldas (Caicó, 1958), embora.

LEIA MAIS

Entre a sinestesia e a sistematização, Zé Ibarra se consolida como voz de sua geração

PERFIL ⭐️ Em meio a exuberante flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Zé Ibarra comenta com fluidez e.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: As artes quilombolas (com Nino Xambá)

Este episódio tem como finalidade desbravar as artes quilombolas. São mais de 35 minutos de conversa entre o jornalista Matheus.

LEIA MAIS

FAROL DE HISTÓRIAS – Projeto audiovisual que aproxima crianças da leitura

Para Michelle Peixoto e Vinícius Mazzon, a literatura tem seu jeito mágico, prático e divertido de chegar às crianças brasileiras..

LEIA MAIS