5 de outubro de 2026

[ENTREVISTA] Banda Catavento embarca várias influências em novo álbum ANSIEDADE NA CIDADE

Por Rodolfo Cemin

 

A banda Cataventa, patrocinada pelo projeto Natura Musical, está lançando seu novo álbum, ANSIEDADE NA CIDADE, que segundo eles mesmos, tem um sentido bem literal, busca fugir dos rótulos e traz uma sonoridade diferente entre as dez faixas autorais e inéditas compostas pelos integrantes do grupo.

A Catavento, ainda que tentando fugir dos rótulos, trouxe, como já de costume, ares de psicodelia, principalmente nos vocais, quesito muito bem trabalhado pela produção (Francisco Maffei, integrante da banda que também assina a mixagem e masterização), e pelos próprios músicos da banda.

“Nosso principal foco com esse disco é ser sincero com a gente mesmo, falando realmente da nossa vida, dos nossos corres. A música é o nosso remédio nesses tempos confusos que estamos vivendo, é redução de danos pra gente e esperamos que seja pra quem ouvir também.”.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com o pessoal da banda.

 

 

Já que vocês são um dos representantes da música psicodélica no Brasil da atualidade, seria legal se nos falassem o quanto ANSIEDADE NA CIDADE é psicodélica, tanto nas letras quanto na música em si.

De uma forma meio inconsciente a gente buscou sair um pouco desse e de outros rótulos carregados com os dois primeiros trabalhos da banda. Nada contra, mas as vezes eles acabam nos limitando e nos prendendo em um lugar que barra a criatividade. Dito isto, a psicodelia segue presente nas estruturas das músicas, nas transições que não fazem muito sentido, no timbre das vozes também, nos reverbs, etc. Mas agora ela divide espaço com outras influencias.

 

Vocês trabalham muito bem e sincronizado as partes dos vocais em ANSIEDADE NA CIDADE. Comente.

São muitos cantores na banda, então essa sincronia tem que funcionar muito bem, se não acaba ficando muito ruim. Sempre tivemos essas linhas vocais bem trabalhadas, mas dessa vez realmente rolara coisas diferentes. Acho que as linhas de metais e sopros do Cleo ajudaram um pouco nessa criação.

 

E a parte instrumental, como foi produzida e gravada?

Algumas músicas surgiram de uma maneira bem individual e outras mais coletivamente. Mas todas acabaram passando por um processo de experimentação em jams e se transformando. Essa criação e pré-produção aconteceu no Porão Honey Bomb em vários ensaios e pra gravar fomos para o Áudio Porto, em Porto Alegre. Gravamos tocando todos juntos, ao vivo – estava tudo bem redondinho graças aos ensaios do porão.

 

O que o Natura Musical tem acrescentado neste álbum, e na carreira da banda como um todo?

Os dois primeiros discos tiveram uma produção muito parecida, foi um processo parecido, com aquilo que a gente tinha em mãos. Curtimos muito os resultados mas de certa forma atingimos um limite, um teto, e precisávamos oxigenar. A Natura ajudou nisso, nos proporcionou os recursos para buscar novas formas de criar música.  E no real acaba sendo bem mais confortável contar com esse tipo de estrutura para fazer arte. Todos merecem essa estrutura.

 

Falem um pouco também das influências da banda. Parece que esse é um ponto muito interessante em relação a criação de ANSIEDADE NA CIDADE.

Abrimos nossa cabeça e ouvimos muita coisa nova nesse espaço entre o lançamento do CHA em 2016 e o do ANSIEDADE NA CIDADE agora em 2018. Ouvimos músicas menos barulhentas e mais groovadas, menos sujas e mais claras, brilhantes. Então na hora de criar música, saiu assim.

 

O que quer dizer o nome do álbum? Tem algum conceito?

Faz parte da letra de ALERGIA ALERGIA, soou bem como nome de disco e representa algo que acreditamos ser um sentimento de todos. O conceito acaba sendo bem literal mesmo.

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o álbum?

Foi o primeiro álbum que gravamos com metronomo.

 

 

 

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