26 de agosto de 2026

[ENTREVISTA] Capitão Nemo renova o compromisso com a essência do rock nacional em novo EP

(Capa do EP)

 

Em 2017, a banda Capitão Nemo lançava o álbum de estreia “Bon Voyage”, que foi assunto de outra entrevista aqui na Arte Brasileira (Confira). Agora, o grupo que traz muito forte a essência do rcok nacional, lança o EP “Não Nasci Para Ser o Mesmo”, com quatro faixas. São elas: “Ser o Mesmo”, “Carta”, “Aqui Se Faz, Aqui Se Paga”, e “Princípio, Meio e Fim”.

Este primeiro álbum do grupo, chamou atenção de, nada mais, nada menos do que Rick Bonadio (produtor musical que já trabalhou com Charlie Brown Jr., Tihuana, CPM22, Los Hermanos, Ultraje a Rigor, Planta & Raiz, Luiza Possi, Rouge, Br’oz, IRA!, NX Zero, Fresno, Titãs, entre tantos outros, e que assumiu a direção artística desse novo EP da Capitão.

“O Giu Daga [produtor do EP] e o Rick desde o primeiro momento compraram a ideia. Eles falaram que esse rock de verdade estava fazendo falta, então quando chegamos com as músicas eles só acrescentaram”, diz o vocalista Bruno Razera.

O EP “Não Nasci Para Ser o Mesmo” é um lançamento da Midas Music.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com o guitarrista Denis Floriano da banda Capitão Nemo, a respeito do EP “Não Nasci Para Ser o Mesmo”.

 

 

Acho que a frase “Rock de Verdade” e “liberdade” traduzem muito as quatro faixas do EP.

Denis Floriano: É a nossa essência! Desde que nos reunimos para formar a Capitão Nemo encontramos diferenças entre nós, em estilos, músicas e às vezes até opiniões, mas a amizade e o Rock sempre nos uniu e sempre tivemos a necessidade de falar sobre coisas que de alguma forma fizessem a diferença em nossas vidas e que pudesse fazer na de outras pessoas também. Creio que principalmente isso faça “nosso Rock” ser de verdade. Em nossas músicas tentamos deixar isso claro com temas que vão desde corrupções éticas do ser humano até superações de relacionamentos e reflexões sobre a vida por uma visão de que temos que aceitar as coisas de maneira natural e aprender a lidar com elas da melhor maneira possível buscando sempre uma evolução como ser humano.

 

Em “Ser o Mesmo”, faixa que abre o EP, se inicia com o verso “Eu Não Nasci Pra Ser o Mesmo”. O que querem dizer com isso?

Denis Floriano: [O verso] “Eu não nasci para ser o mesmo” tenta traduzir atitudes como o não conformismo com as mais diversas coisas que podem acontecer em nossas vidas e as escolhas que temos que fazer sobre o que é mais fácil ou o que é o certo, nos encorajando a agir de alguma forma.

 

Os instrumentais estão perfeitos. Como foi o processo de produção dos instrumentos?

Denis Floriano: Temos buscado uma identidade sonora de um Rock mais setentista com uma pitada de elementos modernos, então toda a concepção de timbres dos instrumentos, os riffs de guitarra com oitavadores, o baixo bem marcado com o uso do fuzz e o peso da bateria com bastante reverb, conseguimos aliar a elementos eletrônicos para trazer nas músicas uma roupagem mais atual. Nosso produtor Giu Daga nos ajudou muito nesse processo nos dando a liberdade para expor o que tínhamos em mente e através da direção dele conseguimos chegar exatamente no som que queríamos.

 

E as composições, são assinadas por quem? Qual foi o “plano de fundo” para a criação dessas quatro faixas do EP?

Denis Floriano: Tínhamos mandado cerca de 20 músicas para nossa gravadora (Midas Music) para que eles escolhessem as melhores, então eles vieram com “Carta” e “Princípio, Meio e Fim” escritas por mim, “Aqui Se Faz, Aqui Se Paga” escritas pelo Bruno Razera (Vocalista) e Matheus Fagionato (Guitarrista) e o single “Ser o mesmo” escrita por Otávio Bacchin (Baterista), mas muita coisa nelas mudou desde que mandamos, inclusive seus nomes. Tivemos auxílio do Digão Bessa (Vocalista do Dnaipes) e do Rodrigo Koala (Vocalista do Hateen) num processo de lapidar as músicas, acabou que a assinatura delas ficou por conta da banda toda (incluindo nosso Baixista Caio Mendes que ajudou a escrever e finalizar muitas coisas) mais o Digão e o Koala.

 

Muito legal e intimista a letra de “Aqui Se Faz, Aqui Se Paga”. Fale um pouco sobre.

Denis Floriano: É uma música para que as pessoas possam refletir as suas ações, acho que atualmente estamos vivendo um momento delicado em nosso país, mas não se trata apenas do indivíduo com maior evidência, poder econômico ou constitucional, mas sim de todos. Claro que algumas atitudes têm maiores consequências e nós da banda acreditamos muito que “você colhe aquilo que você planta”, se escolher “plantar” coisas ruins é isso que vai colher isso um dia, afinal “a vida tarda mas não falha”.

 

Vocês fecham o EP com a calma canção “Princípio, Meio e Fim”, o que traz um ar poético, e ao mesmo tempo, tranquilizante. Comente.

Denis Floriano: “Princípio, Meio e Fim” é aquela música pra você cantar junto e abraçar alguém vendo um pôr-do-sol (Risos). Ela fecha nosso EP com uma mensagem de aproveitar a vida e desfrutar dos momentos.

 

Vocês tem alguma história ou curiosidade interessante que queiram nos contar?

Denis Floriano: A “Carta” é quase uma descrição exata de uma experiência vivida, a música “Ser o Mesmo” chamava “Trabalho Sujo” antes de mexermos nela com o Digão e com o Koala e “Aqui Se Faz, Aqui Se Paga” era bem mais lenta, mas preferimos ela muito mais do jeito que é hoje.

 

Fiquem à vontade para falarem algo que eu não perguntei e que vocês gostariam de ter dito.

Denis Floriano: Pessoal, nosso EP está em todas as plataformas (Spotfy, Deezer, Apple Music, YouTube) e o clipe de “Ser o Mesmo” será lançado dia 04/02!

Assistam, escutem e compartilhem!

Recadinho da Capitão…

O Botão de Repeat está liberado! escutem quantas vezes quiserem!

 

 

 

 

 

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