16 de junho de 2026

[ENTREVISTA] Carregando várias influências, Bi Santana mostra sua personalidade em novo EP

 

Bi Santana é cearense, viajou por vários lugares do mundo, e até mesmo morou na Coréia do Sul. Tudo isso, misturado a sua curiosidade musical, trouxe para sua bagagem um vasto campo de influências, o que se percebe claramente no novo EP da cantora e compositora. Com o trabalho, Bi também mostra quem é e sua personalidade.

O ukulele, dirianos que é um dos principais fatores do EP, pela intimidade em que Bi tem com o instrumento havaiano, na qual conheceu em 2015 na Coréia do Sul. Aliás, foi com esse pequeno instrumento de cordas que a cantora compôs as 6 faixas do trabalho.

O ukulele também trouxe mais e mais reconhecimentos a história de Bi Santana. Uma de suas canções CARTA AO MAR, composta em parceria com Diego Silvestre foi premiada com a 1ª colocação, como canção original, em um concurso nacional de ukulele, em 2017.

BI SANTANA é um trabalho totalmente autoral que só foi possível de ser realizado por meio de uma campanha de financiamento coletivo na internet, com a colaboração de fãs da cantora por todo o mundo.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com Bi Santana.

 

Para ouvir as músicas completas, clique no botão branco no quadro abaixo.

 

O fato de você ser cearense, ter viajado por vários lugares e viver na Coréia do Sul influenciou quanto no EP?

Acredito que somos a soma das experiências que tivemos e o que aprendemos com elas. O Ukulele, por exemplo, o conheci e aprendi a tocá-lo enquanto vivia na Coréia do Sul onde, de fato, ele é bastante popular. Quanto a ser cearense, isso é algo que carregarei em mim para sempre. Mesmo assim, considero a linguagem que utilizo, e as histórias que conto, de essência universal. Falo de amor, de dor e de vitória. Todas as pessoas passam por isso independentemente de onde estejam.  

 

Você diz ter tentado inovar a música no EP, não é?

Ao misturar todas as referências musicais que levei para dentro do estúdio, acredito que tenha tentado reinventar com elementos ainda não utilizados em grande escala pelos grupos musicais encontrados aqui no Ceará. A tentativa de inovar a música de uma maneira geral pode ser bastante frustrante e temos que ser cuidadosos com o termo. Confesso que não carrego esse tipo de ambição. Espero, contudo, conseguir me reinventar a cada disco com um olho no cenário atual e outro no que está por vir.

 

Você toca e compõe no Ukulele. Qual a importância desse instrumento para o EP e seu processo criativo?

Apesar de atualmente estudar violão, o ukulele é único instrumento que faz parte do meu cotidiano. Seja para relaxar ou trabalhar, estou com ele. Sempre carrego um dos meus ukuleles em viagens, passeios e, sim, é a primeira coisa que vejo ao levantar e a última ao dormir.

 

Foto de David Felício

 

O EP surgiu de um financiamento coletivo na internet. Fale mais sobre isso.

Com o meu canal do Youtube ganhando visibilidade, senti muito amor por parte de quem o acompanha. Ao postar canções autorais, e sentir uma resposta positiva por parte do público, resolvi investir na ideia do financiamento coletivo. Por muitos anos ouvi as pessoas dizerem que gostariam de contribuir com o meu trabalho, então, apostei na ideia e o resultado vimos agora! 

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o EP?

As coisas realmente aconteceram de forma fluida, como se estivesse predestinado. Cada pessoa que trabalhou no disco tem uma história comigo, e talvez por isso tenha sido mais fácil, ou menos complicado, de entender o som que eu gostaria de alcançar. Fizemos acontecer com um baixo orçamento sem interferir na integridade da nossa arte, e isso é uma recompensa sem igual.

 

Fique à vontade para falar o que quiser.

Cresci em um ambiente que me proporcionou diversas experiências musicais. Passei por vários estilos até encontrar a cor do meu som: do rock ao pop, do jazz ao samba. O meu encontro com o Ukulele foi mesmo determinante. Me parece que a doçura e leveza do seu som se harmonizou bem com a minha voz e com o que eu tinha pra dizer.

 

 

Capa do álbum

 

 

 

 

 

Newsletter

Analice Uchôa: o vinco da arte nas dobras da realidade

Se acaso me tivessem dado o jugo e o poder de apontar a obra de um pintor naïf como um.

LEIA MAIS

Resenha do filme “O Dia em que Dorival Encarou o Guarda”, de 1986 (por Tiago

Olá a todos! Feliz ano novo! Vida longa e prospera! Bom, a primeira obra do ano se chama “O Dia.

LEIA MAIS

CONTO: O Medo do Mar e O Risco de Se Banhar (Gil Silva Freires)

Adalberto morria de medo do mar, ou melhor, mantinha-se distante do mar exatamente pra não morrer. Se há quem não.

LEIA MAIS

Certamente, esse filme é um dos mais atrapalhados que eu já vi (Crítica de Matheus

Ontem fui dormir cedo, e não sei porque acabei perdendo totalmente o sono quando acordei as 2 horas da madrugada..

LEIA MAIS

Como nasce uma produção musical? O caso de “Lord Have Mercy” diz que vai além

O cantor e compositor norte-americano Michael On Fire tem em “Lord Have Mercy” um de seus hinos mais potentes. Michael.

LEIA MAIS

CONTO: Os Bicos de Gás e o Cigarro King Size (Gil Silva Freires)

Maldita família. Malditos papai-mamãe-titia, como diziam os Titãs. Kleber era fã incondicional dos Titãs e a proibição paterna de assistir.

LEIA MAIS

Dos livros às telas de cinema

Não é de hoje que muitas histórias de livros despertam desejos cinematográficos, algumas dessas histórias ao pararem nos cinemas até.

LEIA MAIS

Nilson dos Santos: uma dimensão lúdica da vida

1. Há artistas cuja obra não nasce apenas da técnica, nem do aprendizado formal das escolas de belas-artes, nem muitos.

LEIA MAIS

Gabriel O Pensador, sempre insatisfeito em “Matei o Presidente”

Reportagem escrita por Nathália Pandeló em outubro de 2018 e editada por Matheus Luzi   Há quem diga que o.

LEIA MAIS

Ana Canan: metáforas da solidão extraídas da natureza

Clique aquiClique aquiClique aqui Perfil Ana Canan FlickrClique aqui Previous Next Suave é viver sóGrande e nobre é sempreviver simplesmente.Deixa.

LEIA MAIS