24 de junho de 2026

[ENTREVISTA] Destaque no cenário do rock goiano, a banda Violins traz a essência do rock nacional no álbum A ERA DO VACILO

 

A banda Violins já havia gravado 8 álbuns. Seguindo todo esse material próprio, o grupo de rock goiano decidiu “dar uma parada”. Mas, agora em 2018, a Violins volta ao mercado fonográfico com o lançamento do disco A ERA DO VACILO, um ótimo aperitivo para quem achava que o rock nacional estava perdido.

“Naquele momento nos pareceu que já tínhamos feito discos suficientes e resolvemos parar”, explica o vocalista Beto Cupertino. “Passados esses anos, deu vontade, de forma bem natural, de juntar a banda e realizar algo novo para matar saudade”.

A produção do álbum é de Gustavo Vazquez, que também assumiu o cargo de baterista da banda, entrando no lugar vago de Thiago Ricco (hoje na Branda).

Para Beto, o nome do disco sugere algo “cômico, mas ao mesmo tempo realista. Diante dos últimos tempos, das relações das pessoas na internet, da situação política no Brasil, acho que realmente estamos na A ERA DO VACILO. É um nome bem simbólico sobre a era em que o disco será lançado”.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com Beto Cupertino, vocalista e guitarrista da banda.

 

 

Vocês ficaram seis anos sem gravar nada. Como está sendo para vocês voltar ao mercado fonográfico? Por que voltaram a gravar?
Quando gravamos o disco de 2012, pareceu natural passar um momento sem gravar algo novo, foi um distanciamento natural de uma banda que já tinha gravado 8 discos. A volta se deu da mesma forma natural que a parada. Em certo momento, deu vontade de fazer músicas novas e lançar algo novo com a banda e todos estavam na mesma sintonia de fazer o disco. E assim foi.

 

Tem algum conceito por trás do nome do álbum e do próprio álbum?

O disco foi feito e concebido numa época em que as coisas estão meio irracionais, muita gente perdendo a cabeça, caindo em provação, fazendo provocações, então o nome faz referência a esse momento em que estamos vacilando na tarefa de ir para algum lugar melhor.

 

Fale um pouco sobre a questão rítmica e poética do álbum.

A parte de ‘cozinha’ da banda, o baixo e a bateria, está modificado pela entrada do Gustavo Vazquez no lugar do Thiago Ricco. Então temos um novo baixista, que fez um belíssimo trabalho em conjunto com o Fred. As músicas têm uma levada mais fácil, de apelo mais para o pop, e as letras falam do momento que descrevi na última resposta, tentando ser bastante simples na forma de se expor também, bem diretas e sem muito rodeio.

 

Como foram os momentos de criação das faixas?

As músicas foram compostas por mim em casa, e depois, num segundo momento, a composição das partes instrumentais foi feita de forma individualizada a partir do estúdio. Nós nunca ensaiamos como banda completa as músicas antes da gravação, foram montadas parte a parte no estúdio. Esse processo foi novo para gente. Antes, nós ensaiávamos bastante as músicas como banda, tocando juntos, e depois gravávamos. Às vezas, fazíamos até muitos shows antes da gravação tocando as músicas. Dessa vez, o primeiro show do disco foi a primeira vez que tocamos as músicas como banda também.

 

E a produção e gravação, como foram?

A produção ficou a cargo do nosso novo baixista, o Gustavo, que tem o estúdio Rocklab em Goiânia, responsável pela gravação de centenas de bandas, então é um lugar já tradicional de bandas de rock na região. Nós sempre gravamos com o Gustavo desde o segundo disco, então é como gravar em casa, um processo muito tranquilo e prazeroso.

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o trabalho?
Acho que o ponto mais diferenciado dessa gravação foi a própria presença de um novo integrante na banda, mas um novo integrante que na verdade sempre esteve participando da banda como produtor. Então foi uma experiência legal ter uma pessoa que toca na banda também produzindo e gravando o disco.

 

 

 

 

Newsletter

Kelline Lima: linhas sinuosas e orgânicas como arquétipos do feminino

O  coração alegre aformoseia o rosto, mas, pela dor do coração, o espírito se abate. Provérbios, 15:13 1. Kelline Lima.

LEIA MAIS

As várias versões da “Balada do Louco”

No documentário “Loki – Arnaldo Baptista” (2008), o ex-mutantes Arnaldo Baptista é definido como “a própria personificação” do eu lírico.

LEIA MAIS

O Som do Passado: Como os Equipamentos Vintage Estão Reconectando Gerações

Mais pessoas, a cada dia, vão além de um breve lazer em ambientes que fazem da viagem no tempo sua.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: O funcionamento de um cineclube (com Cadu Modesto e Tiago Santos Souza)

Neste episódio, Matheus Luzi investiga os cineclube, casas de cinema independentes cujo o viés comercial é, na prática e teoria,.

LEIA MAIS

“Fiz da arte um motivo para viver” – por Pedro Antônio

Quadro “Cinco Girassóis” de Pedro Antônio   Meu nome é Pedro Antônio, tenho 23 anos, e hoje eu posso afirmar que.

LEIA MAIS

EUA, a esperança do mundo? Artista português diz que sim em depoimento sobre sua música

Fritz Kahn and The Miracles é um projeto musical de um artista português. Sua discografia é extensa, embora tenha sido.

LEIA MAIS

Lupa na Canção #edição19

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas.

LEIA MAIS

Tropicalismo: o movimento que revolucionou a arte brasileira

  A designação de Tropicália para o movimento que mudou os rumos da cultura brasileira em meados e fim dos.

LEIA MAIS

A Via Dolorosa de Iaperi Araújo

A Via Dolorosa de Iaperi Araujo Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.E nasce.

LEIA MAIS

Quem é Priscilla Pugliese, protagonista da premiada websérie “A Melhor Amiga da Noiva”?

Créditos: Lukkas Marques Formado em Cinema pela Faculdade Nu Espaço, Priscilla Pugliese é atriz, empresária e produtora, funções que exerce.

LEIA MAIS