29 de abril de 2026

[ENTREVISTA] Destaque no cenário do rock goiano, a banda Violins traz a essência do rock nacional no álbum A ERA DO VACILO

 

A banda Violins já havia gravado 8 álbuns. Seguindo todo esse material próprio, o grupo de rock goiano decidiu “dar uma parada”. Mas, agora em 2018, a Violins volta ao mercado fonográfico com o lançamento do disco A ERA DO VACILO, um ótimo aperitivo para quem achava que o rock nacional estava perdido.

“Naquele momento nos pareceu que já tínhamos feito discos suficientes e resolvemos parar”, explica o vocalista Beto Cupertino. “Passados esses anos, deu vontade, de forma bem natural, de juntar a banda e realizar algo novo para matar saudade”.

A produção do álbum é de Gustavo Vazquez, que também assumiu o cargo de baterista da banda, entrando no lugar vago de Thiago Ricco (hoje na Branda).

Para Beto, o nome do disco sugere algo “cômico, mas ao mesmo tempo realista. Diante dos últimos tempos, das relações das pessoas na internet, da situação política no Brasil, acho que realmente estamos na A ERA DO VACILO. É um nome bem simbólico sobre a era em que o disco será lançado”.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com Beto Cupertino, vocalista e guitarrista da banda.

 

 

Vocês ficaram seis anos sem gravar nada. Como está sendo para vocês voltar ao mercado fonográfico? Por que voltaram a gravar?
Quando gravamos o disco de 2012, pareceu natural passar um momento sem gravar algo novo, foi um distanciamento natural de uma banda que já tinha gravado 8 discos. A volta se deu da mesma forma natural que a parada. Em certo momento, deu vontade de fazer músicas novas e lançar algo novo com a banda e todos estavam na mesma sintonia de fazer o disco. E assim foi.

 

Tem algum conceito por trás do nome do álbum e do próprio álbum?

O disco foi feito e concebido numa época em que as coisas estão meio irracionais, muita gente perdendo a cabeça, caindo em provação, fazendo provocações, então o nome faz referência a esse momento em que estamos vacilando na tarefa de ir para algum lugar melhor.

 

Fale um pouco sobre a questão rítmica e poética do álbum.

A parte de ‘cozinha’ da banda, o baixo e a bateria, está modificado pela entrada do Gustavo Vazquez no lugar do Thiago Ricco. Então temos um novo baixista, que fez um belíssimo trabalho em conjunto com o Fred. As músicas têm uma levada mais fácil, de apelo mais para o pop, e as letras falam do momento que descrevi na última resposta, tentando ser bastante simples na forma de se expor também, bem diretas e sem muito rodeio.

 

Como foram os momentos de criação das faixas?

As músicas foram compostas por mim em casa, e depois, num segundo momento, a composição das partes instrumentais foi feita de forma individualizada a partir do estúdio. Nós nunca ensaiamos como banda completa as músicas antes da gravação, foram montadas parte a parte no estúdio. Esse processo foi novo para gente. Antes, nós ensaiávamos bastante as músicas como banda, tocando juntos, e depois gravávamos. Às vezas, fazíamos até muitos shows antes da gravação tocando as músicas. Dessa vez, o primeiro show do disco foi a primeira vez que tocamos as músicas como banda também.

 

E a produção e gravação, como foram?

A produção ficou a cargo do nosso novo baixista, o Gustavo, que tem o estúdio Rocklab em Goiânia, responsável pela gravação de centenas de bandas, então é um lugar já tradicional de bandas de rock na região. Nós sempre gravamos com o Gustavo desde o segundo disco, então é como gravar em casa, um processo muito tranquilo e prazeroso.

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o trabalho?
Acho que o ponto mais diferenciado dessa gravação foi a própria presença de um novo integrante na banda, mas um novo integrante que na verdade sempre esteve participando da banda como produtor. Então foi uma experiência legal ter uma pessoa que toca na banda também produzindo e gravando o disco.

 

 

 

 

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