5 de setembro de 2026

[ENTREVISTA] Júnior Almeida se joga em “Nu”, novo álbum que tem participação de Zeca Baleiro e Mart’nália

(Foto/divulgação)

 

No quinto álbum solo de Júnior Almeida, intitulado “Nu”, o músico mostra sua face, sua musicalidade e poesia, tendo sido o álbum sua própria expressão. “Gravar o disco foi um trabalho de muito afeto. São coisas do coração, sem excessos, apenas o que precisa ser falado. Meu trabalho nele foi editar, só tirar o que não precisava”, comenta.

O trabalho também é inspirado na grandiosa MPB, e no sertão, não só no quesito geográfico, mas no da “alma”, como o próprio Júnior explica. Para isso, Almeida fez algumas viagens ao interior de Alagoas, onde nasceu e cresceu. “A contemplação é um jeito de ver a vida que a gente encontra muito nessas regiões áridas, onde as pessoas param e deixam a existência tomar forma”, explica.

Júnior Almeida contou com a participação de Zeca Baleiro, na faixa “Trela”, e de Mart’nália, que canta em “Quarto Sem Porta”. O poeta poeta Fernando Fiúza, escreveu a poesia de seis das onze faixas do álbum. “Nu” tem lançamento pelo selo Dubas.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com Júnior Alemida, sobre o álbum “Nu”.

 

 

O quanto há de você no álbum?
Muito.

Ainda nessa pergunta, por que você acredita que o álbum seja também uma expressão pessoal sua?

Talvez porque foi o primeiro disco que gravei sem absolutamente nenhuma preocupação com um possível projeto de mercado. A ideia era gravar músicas que expressassem completamente os sentimentos que me acompanhavam naquele momento, como também, evitar ao máximo excessos de sons e instrumentos nos arranjos. Criar uma ligação básica entre letra, melodia e canto, extraindo o essencial de cada canção e deixando a alma falar.

Você considera “NU”, um disco de MPB? Por que?
Sim, porque a MPB sempre foi uma referência enorme na construção da minha música. Inevitável que, ao tentar construir um disco tão interior, essa forte referência não se destacasse.

O que você fala nas faixas do álbum? 
As faixas falam de sentimentos como saudade, perda, amor, esperança… de como reagimos à vida, nem sempre prática e simples.

Qual a mensagem que você pretende passar? 
Despir-se das aparências e dos excessos revela o que há de genuíno em nós. A força também está na simplicidade e numa certa doçura diante das questões que a vida nos coloca.

Você tem alguma história ou curiosidade interessante que queira nos contar referente ao álbum?
“Nu” foi um álbum trabalhado exclusivamente no campo do afeto. Gravei com amigos. Tudo trabalhado dentro de um conceito tão pessoal que só amigos de longas caminhadas (trinta anos como base) conseguiriam entender e tornar sonoros aqueles sentimentos.

 

 

 

 

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