9 de maio de 2026

ENTREVISTA – Novo single da banda Fleeting Circus deixa rastro de como será o próximo álbum do grupo

O terceiro álbum da banda carioca Fleeting Circus está próximo de ser lançado. Mas a banda acaba de lançar um aperitivo do que vem por aí. O grupo de roqueiros lançou o single THE ALTRUIST, cantada ao piano pelo vocalista Taynã Frota.

— Restless Noise é um disco que trouxe uma mudança de cor para a Fleeting, um colorido novo e uma leveza para a banda. O processo de gravação que escolhemos nos deu muito mais liberdade e deixou tudo mais divertido. Patrick Laplan é experiente e ja assinou trabalhos marcantes do rock nacional e trouxe um foco importante para todo mundo ao assinar a produção do disco. O álbum foi criado, produzido e realizado no nosso estúdio, o que nos deixou à vontade para tentar coisas novas. Ficamos muito empolgados com o resultado e durante o processo. — comentou o vocalista.

 

Abaixo veja uma entrevista na íntegra com o vocalista da banda Taynã Frota:

 

 

Vocês são uma banda brasileira. Porém usam as letras em inglês. Por que tomaram essa decisão? Isso acabou dando certo nos disco anteriores?

Nunca foi uma decisão, aconteceu naturalmente. Nos primeiros discos ainda éramos muito jovens e a vontade era aquela, de fazer o que nossos ídolos faziam. Todos da banda cresceram ouvindo o rock inglês e americano, o que influenciou inicialmene, mas não é uma regra. Aliás, tem novidade vindo por aí…

 

O arranjo do piano para a música The Altruist, foi surgindo durante as gravações. Comente.

O piano de “The Altruist surgiu como complemento na cama sonora da música. Só depois percebemos o potencial para fazer uma versão só piano e voz.

 

Nesse mesmo single, parece que vocês tentam fazer um som mais leve que o comum. Como surgiu essa ideia? Foi unanime da banda?

O disco que lançamos em 2014 veio carregado, com guitarras pesadas, músicas de 7 minutos, muitas camadas de sintetizador, bateria forte e vozes com efeitos. Para o novo disco pensamos em ser mais objetivos. Passar a ideia nos primeiros segundos das músicas, com refrão forte e simples. Arrisco dizer que é um álbum em que prestamos mais atenção uns nos outros.

 

E o restante do álbum, vai seguir esse caminho?

Cada música tem a sua onda. Mas no geral, a Fleeting vem com um som mais pra cima, feliz mesmo, para ser curtido, dançado e gritado, claro rsrs…

 

Vocês foram considerados pelo Spotify como uma das promessas para este ano de 2017. Comente.

Veio como uma ótima surpresa. No mundo de hoje é muito importante buscar destaque nas plataformas de streaming. E o Spotify tem sido o principal meio para a galera conhecer o nosso som. A busca agora é fazer a promessa se tornar realidade.

 

Vocês levaram um tempo pra decidir quais múiscas entrariam para o álbum. Comente.

Não somos a banda que faz 50 músicas e vai decidindo. Como criamos as músicas juntos, nos empenhamos bastante em cada criação até sair alguma coisa. Acho que só umas 3 músicas ficaram fora do disco, e elas têm tudo para aparecer mais na frente.

 

O que a produção de Patrick Laplan acrescentou no resultado final do disco?

O Laplan teve uma participação importante no processo de composição e nos ensaios, o que ajudou a deixar todos mais imersos no projeto. Foi o principal catalisador dessa nova sonoridade. Trouxe, além de uma identidade musical ainda mais forte, as próprias baquetas, tocando bateria nas faixas.

Algo diferente do que fazíamos antes, criando um ritmo que soa fresco e empolgante.

 

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Matheus Luzi é idealizador e fundador da Revista Arte Brasileira. Está cursando o último ano de jornalismo pela AEMS (Três Lagoas-MS) e é apaixonado por música brasileira.

 

 

 

 

 

 

 

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