17 de maio de 2026

[ENTREVISTA] Rapper Yoga representando o cenário do Rap Baiano

 

Na Bahia há muita cultura, de fato, o estado é a terra mãe do Brasil. Entre tanto apreço, considero o Rap Baiano cenário surpreendente dos dias atuais. Até alguns anos atrás não se falava de um rapper que vinha da Bahia, hoje em dia podemos enxergar vários, e vários.

Entre eles, está o Felipe Santana, nascido e criado em Salvador, ele é mais conhecido como Yoga, tem apenas 19 anos e conquistou admiração daqueles que ouvem Rap e conhecem as batalhas de Mc’s. 

 

A HISTÓRIA DO ARTISTA

Yoga teve seu primeiro contato desde muito novo, ouvindo rock em casa, e tinha 6 anos de idade quando ouviu pela primeira vez um Rap ”Soldado do Morro” de Mv BillO tio dele ficava ouvindo. E por conta deste fato, ele passou a querer ouvir mais.

Anos depois, com 15 anos, ele batalhava na rua com alguns amigos, depois no colégio e passou a ir em alguns eventos, no pelourinho, no parque da cidade. Somente para batalhar e conhecer a rapaziada do Rap. Foi pela primeira vez na Batalha da Torre em 2017 que acontecia toda semana, enfim, ele ia toda edição. 

O APOIO DA FAMÍLIA E AMIGOS!

Existiram pessoas que o incentivou muito, o inspirando para permanecer no cenário, dando a cara a tapa e colocando fé para vencer. A Dona Fernanda, mãe dele, foi fundamental nesta função, dando apoio e força. O Danilo, irmão dele, acolheu a ideia e abraçou a causa junto com o Yoga. Para completar o time temos o Davi Reis, mostrou as batalhas de rimas em 2015 e por conta disso, o Yoga não desistiu. 

A CONQUISTA DA ADMIRAÇÃO DO PÚBLICO

Yoga passou a ser reconhecido após os vídeos das batalhas que ele participava começar a bombar e rodar a internet inteira. Não demorou muito para surgir convites de outros organizadores das batalhas de outros estados. E ele passou a ir, óbvio. Toda ação tem uma reação, e em pouco tempo Yoga vem recebendo mensagens de admiradores: ”Mano, você é brabo, me inspiro em você”. 

O AMADURECIMENTO DURANTE, ANTES E DEPOIS

Antes de se jogar no mundo do Rap, ele ouvia muito, muito, vários Mc’s, porém não estava apto a falar de vivência. E quando passou a batalhar ele percebeu o amadurecimento rápido, a mudança de perspectiva, responsabilidade batendo na porta. A forma de pensar mudou, ficou muito mais politizado, aprendendo também a se expressar mais facilmente na hora do improviso. 

 

Luan FH – Em algum momento da sua vida, desde a sua chegada ao cenário do Rap, alguém te desmotivou disparando frases negativas?

Yoga – Já sim, sempre tem, na real. Sempre tem esse tipo de pessoa, tanto que na época não ligava muito e tampouco ligo em hoje.

 

Luan FH – Se você pudesse acrescentar algo cultural na Bahia, você acrescentaria? E se sim, o que seria?

Yoga – Acrescentaria sim; melhorar a estrutura das batalhas no geral, câmera para mostrar o Mc destaque indo para toda a cena do Rap do Brasil, a premiação. 

 

Luan FH – O Rap é fundamental para nas periferias do Brasil, principalmente as da Bahia e de Salvador, pensando nisso, você acredita que o Rap mudou o destino da tua vida?

Yoga – Com certeza mudou, deu um foco novo, uma coisa para sonhar mesmo, um bagulho para dar mais gás pra ir atrás. Antes do Rap eu era uma pessoa, depois do Rap sou outra. 

 

Luan FH – Em algum momento alguma pessoa chegou para você e elogiou seu trabalho?

Yoga – Já sim, mano. Recebi mensagens de pessoas que me elogiaram, disseram que se inspiram em mim. Pessoas também me viram na rua e vieram falar comigo, elogiar meu trampo… Eu acho isso gratificante, é muito bom!

 

Luan FH – Você batalhou em alguma Batalha de fora? 

Yoga – Sim! Batalhei nessas: Batalha da Leste, Batalha da Santa Cruz, Batalha do Villa, Batalha da Aldeia, Batalha da Atlântica e a Batalha do Coliseu

 

Luan FH – Espaço livre para você deixar mensagem. 

Yoga – Viva o agora, corra atrás dos seus sonhos, sonhem, não desistam. Não é fácil, pois não é para qualquer um. Então conquiste!

 

Historiadora lança minicurso gratuito sobre a história da arte, com vídeos curtos e descomplicados

(Divulgação) Aline Pascholati é artista visual e historiadora da arte diplomada pela Sorbonne (Paris, França) e trabalha há mais de.

LEIA MAIS

Celebrações pelo mundo: eventos culturais que transformam qualquer viagem

Viajar é mais do que conhecer paisagens ou tirar fotos em pontos turísticos. É também mergulhar de cabeça na alma.

LEIA MAIS

Entre a sinestesia e a sistematização, Zé Ibarra se consolida como voz de sua geração

PERFIL ⭐️ Em meio a exuberante flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Zé Ibarra comenta com fluidez e.

LEIA MAIS

Medicina amazônica é a oração de SHAMURI, artista folk do Reino Unido

EXCLUSIVO: Artigo escrito por Shamuri em julho de 2025 sob encomenda para a ARTE BRASILEIRA

LEIA MAIS

Por que Sid teima em não menosprezar o seu título de MC?

Sobre seu primeiro single de 2022, ele disse que “quis trazer outra veia musical, explorar outros lados, brincar com outros.

LEIA MAIS

Nilson dos Santos: o registro da etnografia de um tempo extinto++++++++++++++++++++++++3

Há pouco se apagou de vezno reduto dos dicionárioscerta palavra-chave. Henriqueta Lisboa 1. Nilson dos Santos (17.06.1970) nasceu em Currais.

LEIA MAIS

Lupa na Canção #edição21

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas.

LEIA MAIS

Dione Caldas: transversais no tempo e no espaço

Olhos acesos sobre o mundoo que não dorme desconhecea sua própria efígie. Henriqueta Lisboa 1.Dione Caldas nasceu em Natal (15.05.1964)..

LEIA MAIS

A invisibilidade da mulher com deficiência física (por Clarisse da Costa)

Eu amei o tema da redação da prova do ENEM de 2023: Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: Quem foi o poeta Roberto Piva (com Jhonata Lucena)

O 10º episódio do Investiga se debruça sobre vida e obra de Roberto Piva, poeta experimental que viveu intensamente a.

LEIA MAIS