24 de agosto de 2026

Na vibe dos litorais e da criação artistica, banda Velejante está em financiamento coletivo para lançamento de novo álbum [ENTREVISTA]

 

Velejante é uma banda criada em 2016, por jovens sonhadores que queriam fazer algo de diferente. E foi exatamente isso que acabou saindo do processo criativo do grupo. Mas tudo viria a mudar, a partir de quando a banda foi divulgar seu som no litoral da Bahia, lugar ideal e que fez com que as canções da Velejante alcançasse algo fora do comum. O reconhecimento veio também quando o grupo foi convidado para participar do carnaval BH 2017, no Bloco do Marley.

“Hoje o grupo está em processo de financiamento coletivo, em busca de apoio do público para a arcar com os gastos de gravação e realização do lançamento completo. Alto Mar já contabiliza 30 mil plays e o Velejante está mais firme do que nunca para realizar o sonho do lançamento do show e do CD em todos os meios de mídia.”, comentou Gustavo Sanna, baixista.

 

Abaixo, você confere na íntegra uma entrevista que fizemos com Gustavo Sanna.

 

 

A banda foi formada em 2016. De alguma maneira, esse período influenciou na criação do grupo e de suas respectivas músicas?

Analisando nossa trajetória, nesse período a gente vê claramente que a nossa ligação se deu pela música, pelo desejo de criar e inovar e pela paixão de se apresentar ao vivo. Uma conexão profissional, porém, com todo aprendizado e convivência que uma banda precisa ter. Devido a nossas viagens, nos tornamos amigos e hoje nossa relação é ótima.

 

Vocês fazem músicas autorais. Qual temática vocês abordam em suas canções?

Vivemos hoje em uma sociedade acelerada, onde as questões naturais são atropeladas pelas necessidades que o sistema implanta na nossa rotina. Contra toda essa corrente de manipulação, nós tentamos passar uma ideia diferente pra quem ouve o nosso som,  buscando abordar temas como a desigualdade social e a preservação da natureza, porém com uma roupagem mais tranquila.

 

E mais: como vocês definem o estilo musical da banda?

A gente costuma dizer que o nosso som é uma mistura de ritmos. Certamente ele não se encaixa em um estilo só, mas percebe-se claramente a influência do reggae, da música popular brasileira e do rock internacional (sobretudo nos solos de guitarra). Experimentamos várias texturas e formatos, mas a brincadeira de ser uma banda de música litorânea vem da nossa paixão pelo mar e as menções e metáforas com o oceano que as nossas letras carregam.

 

A primeira viagem de vocês foi em destino para a Bahia. Por que tiveram essa escolha?

Como bom Velejante, levar a mensagem pra outro lugar é parte do nosso objetivo. Por termos músicas de caráter litorâneo, escolhemos passar o verão no sul Bahia pelo desejo de estar em contato com a energia positiva oriunda dos habitantes, dos turistas e das praias de lá, assim como procuramos transparecer em nossas letras e melodias. Além disso, por também ser um local que possui diversos estabelecimentos para tocar e um fluxo grande de pessoas de várias regiões, o que garante maior divulgação do nosso trabalho.

 

 

E como foi essa experiência?

O contato com costumes diferentes dos nossos é uma fonte inesgotável de novas experiências. E nesses momentos, ver a reação positiva das pessoas com nossas músicas é renovador. Muitos foram os aprendizados pessoais e musicais que contribuiram para a evolução do grupo como um todo. Voltamos ricos! De novos conhecimentos, de amizades, de confiança e de respeito e entusiasmo pelo nosso trabalho.

 

Quando retornaram a Belo Horizonte, vocês foram convidados para o carnaval BH 2017, no Bloco do Marley. Conte para nós como foi fazer parte desse evento e o que ele trouxe de bom para a banda.

A repercussão positiva da nossa viagem para Bahia abriu portas para participarmos ativamente do carnaval de Belo Horizonte, reconhecido por ser um dos maiores do país. E foi incrível! Ainda mais por ter sido no viaduto Santa Tereza, local de grande relevância cultural para a cidade. Compartilhar nosso som e nossa energia em uma época tão calorosa com milhares de foliões foi uma experiência única e que corroborou nossas intenções de gravar um disco.

 

De volta à Bahia, como foi fazer 25 shows em 30 dias?

Voltamos ao sul da Bahia pelo sucesso obtido na primeira viagem. Com maior maturidade e experiência procuramos ficar mais dias no intuito de divulgar nossa música novamente. Logo, todo dia era dia de procurar marcar shows e de fazer shows, já que esse sempre foi nosso objetivo e era o que viabilizava nossa permanência na região. Muitas foram as dificuldades, mas os aprendizados, a união dos laços, a diversão e sobretudo o retorno positivo a respeito do nosso som e da nossa mensagem fez tudo valer a pena. Inclusive quando retornamos procuramos fazer um clipe que contemplasse tudo isso com as imagens que fizemos durante a viagem. A música escolhida para tal foi a NAVIO, o vídeo foi editado e finalizado pela produtora audiovisual conterrânea chamada Telazul e pode ser encontrado no nosso canal do YouTube.

 

E o projeto de financiamento coletivo? Como está? Se conseguirem arrecadar o dinheiro total, vão lançar um álbum? Como será esse álbum?

Na verdade, o álbum foi gravado ano passado. Em junho 2017 nosso o som foi apresentado ao engenheiro de som do estúdio Minério de Ferro, Rodrigo Aires, mais conhecido como Grilo, que gostou muito das músicas e decidiu entrar como parceiro na gravação do primeiro disco do Velejante: ALTO MAR. As gravações terminaram em Novembro e o disco foi lançado nas plataformas de streaming no dia 18 de Dezembro.

Para apoiar o financiamento coletivo entre aqui: catarse.me/velejante
Para escutar nosso som acesse Spotify: https://goo.gl/AGbXKb

 

 

 

 

 

 

Newsletter

Pietro desce às regiões pelágicas do ser

Apesar dos sete mares e outros tantos matizes somos um. Henriqueta Lisboa 1. Malgrado as secas periódicas e as terras nem.

LEIA MAIS

Uma breve leitura dos festivais de ontem e de hoje

Nesta manhã de quinta-feira, dia 22 de março de 2017, acabei de ler o livro “Tropicália – A história de.

LEIA MAIS

CONTO: O Desengano do Rock Star Paulistano (Gil Silva Freires)

Tinha uma guitarra elétrica, canções e sonhos na cabeça. A paixão de Alécio pelo rock and roll era coisa herdada.

LEIA MAIS

Filme nacional que arrecadou mais de R$ 19 milhões, “Lisbela e o Prisioneiro” foi lançado

No dia 22 de agosto de 2003, ia aos cinemas “Lisbela e o Prisioneiro”. Aposto que não sabiam, mas estavam.

LEIA MAIS

Vida em letras:  A jornada literária de Clarisse da Costa

O começo de tudo Na infância eu rabiscava mundos através de desenhos. Quando aprendi a desenhar palavras comecei a construir.

LEIA MAIS

Autor publica livro de fantasia sobre a 3ª Guerra Mundial na América do Sul

O autor brasileiro Pedro Reis, publicou ano passado, um livro de fantasia e ficção científica, onde a ideia de uma.

LEIA MAIS

Heavy metal, juventude e interior paulista; conheça a banda Savage

Porks, um clássico bar de rock n roll em Araçatuba, interior de São Paulo, ousou em convidar uma banda quase.

LEIA MAIS

Rodrigo Tardelli, um dos destaques das webséries nacionais

Divulgação Por mais que nossa arte seja, muitas vezes marginalizada e esquecida por seus próprios conterrâneos, há artistas que preferem.

LEIA MAIS

Lupa na Canção #edição19

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas.

LEIA MAIS

Entre a sinestesia e a sistematização, Zé Ibarra se consolida como voz de sua geração

PERFIL ⭐️ Em meio a exuberante flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Zé Ibarra comenta com fluidez e.

LEIA MAIS