23 de outubro de 2026

Novo álbum da banda Eixo Nacional traz 10 músicas inéditas [ENTREVISTA]

 

Nesses quase 11 anos de existência, a banda tem em seu currículo, além de muitos shows na região do Rio de Janeiro e alguns fora do estado, um EP intitula­do É PRECISO MUITO MAIS, gravado no Estúdio Superfuzz (Rio de Janeiro/RJ), produzido por Gabriel Zander e lançado em 2013. Em 2014 a banda gravou um single chamado SEJA VOCÊ, no Midas Studio (São Paulo/SP).

E agora, no fim de 2017 a banda lançou o seu primeiro disco “full”. Gravado no Estúdio Costella (São Paulo/SP), também com a produção de Gabriel Zander, o “Nossas Verdades”, um álbum com 10 músicas inéditas, é o mais novo trabalho da banda. A primeira música de trabalho deste CD é a música “Dez”, que foi apresentada ao público com um clipe produzido por Rodrigo Sobrosa.

 — É um álbum que fala de histórias vividas por nós, histórias comuns a muita gente, em especial aos que pensam de forma positiva e desejam fazer o bem. Ao mesmo tempo é um disco que está aberto para qualquer pessoa. NOSSAS VERDADES a partir do momento que são ouvidas mostram que não são só nossas e provavelmente também são suas. — comentou Betinho Bastos, vocalista da banda.

 

Abaixo, veja na íntegra uma entrevista especial com Betinho.

 

 

O fato de vocês serem do estado do Rio de Janeiro, influenciou de alguma forma no álbum?

Não houve uma influencia direta entre sermos do estado do Rio de Janeiro e o conteúdo presente no álbum. Não acredito que tenha sido um ponto determinante para explicar o álbum. Seja no que diz respeito a sonoridade ou as mensagens. Acredito que a maior influência para o surgimento do disco foram os acontecimentos dos últimos anos, nossas vivências etc., independente da região que tenha ocorrido qualquer um dos fatos.

 

Parece que houve um amadurecimento do EP É PRECISO MUITO MIAS para o álbum NOSSAS VERDADES. Qual a relação de um para o outro?

Com certeza houve. Acredito que o tempo é um dos principais fatores para o amadurecimento. O intervalo entre o EP e o início do processo de criação do disco novo, foi bastante considerável. Além disso, a formação da banda mudou logo após o lançamento do EP. Então a entrada de novos músicos traz consigo nossas possibilidades sobre sonoridade, mais referências, uma nova vivência etc.

A relação entre um e outro é que em ambos conseguimos externar a nossa vontade de buscar algo melhor; para nós e para quem nos cerca. Sem contar que nos dois projetos contamos com a produção do queridíssimo e mestre Gabriel Zander; que entendeu a sonoridade que gostaríamos de passar de acordo com cada momento da banda.

 

O álbum NOSSAS VERDADES conta com 10 faixas autorais. Como funcionou o processo de criação?

O processo de criação é sempre algo muito prazeroso pra nós e no caso do disco NOSSAS VERDADES, se deu da seguinte forma: sabíamos que seriam 10 músicas. Com isso, a cada ideia que surgia, de qualquer um de nós, construíamos juntos uma música, ou pelo menos tentávamos construir, a fim de chegar a um resultado que nos convencesse, que nos agradasse, que nos fizesse sentir tesão em seguir tocando aquele som.

Algumas músicas quando surgiram já tínhamos a certeza de que fariam parte do disco. Como se fosse amor à primeira vista. Outras músicas nos empolgaram muito no início e após um ou dois ensaios caíram por terra¹. Apelidávamos todas as músicas² e anotávamos em uma folha gigante cada música que surgia. As que tínhamos certeza que estariam no álbum passávamos um visto e as eliminadas riscávamos. Assim foi até definirmos as 10 que estão no álbum.

  1. “A Paz”, faixa 09 do disco, chegou a ser descartada no processo de composição, porém retornou com uma nova versão que falou muito alto com a gente e entrou no disco com direito a estar entre as nossas preferidas. Sua letra surgiu às vésperas de irmos para São Paulo gravar;
  2. Quando fomos para o estúdio gravar as músicas ainda eram chamadas tão somente pelos apelidos, pois não se tinha nem ideia de nome oficial.

  

E a gravação e produção, como foram?

Gravamos o NOSSAS VERDADES no Estúdio Costella em São Paulo-SP. Foi um período muito especial e relevante na história da banda. Foram duas semanas de trabalho árduo, correria e felicidade. A produção como foi dito lá em cima, ficou por conta do nosso querido amigo e mestre, Gabriel Zander (Bil). Que mais uma vez nos ajudou na obtenção de um resultado final que nós julgamos incrível. Somos muito gratos a ele. Gratos também a rapeiza do estúdio que nos recebeu muito bem naquele período em São Paulo, abrindo as portas da casa deles para que pudéssemos enfrentar aqueles dias longe da nossa. Gratidão também aos apoiadores da campanha de financiamento coletivo que também nos ajudaram bastante.

 

Quais são as expectativas para esse álbum?

As expectativas são as melhores. Perceber o público abraçando as músicas novas, a sonoridade do álbum etc. tem sido animal! O primeiro clipe já saiu e logo menos vem o próximo e mais alguns trabalhos / novidades durante o ano de 2018. Mas além da produção de material novo relacionado ao disco, esperamos tocá-lo bastante. Isso é o que buscamos. Temos datas abertas e estamos em busca de fechar algumas turnês.

 

Tem alguma história interessante que envolva o álbum?

Acredito que o fato de TODAS as letras serem baseadas em fatos reais vividos por nós. Desde o mais simples ao mais relevante acontecimento, uma palavra que tenha sido dita, tudo teve influência para que as letras fossem escritas¹, o que tem relação direta com o nome do disco.

  1. Faremos um faixa a faixa. E nesse trabalho que vocês poderão conferir em breve em nossas redes sociais, vamos fazer comentários sobre cada música do disco.

 

 

 

 

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