11 de setembro de 2026

Novo álbum de Thiago Amud leva o ouvinte a uma hora de aventura [ENTREVISTA]

Crédito: Karla Pessoa

 

Já fazia 5 anos que Thiago Amud não se lançava algo novo. Essa situação mudou com mais novo trabalho de Thiago, intitulado O CINEMA QUE O SOL NÃO APAGA, terceiro na carreira solo do artista e que traz questões que vem rodeando Thaigo há mais de uma década.

As 16 faixas foram compostas por Amud, 14 sozinho, e duas em parceria, uma com Guinga, uma com Edu Kneip. O álbum leva o ouvinte a uma aventura de uma hora, enquanto que as gravações duraram mais de 350 horas, e contou com a participação de de 73 músicos.

A produção musical é de Ivo Senra. 

 

 

O que quer dizer o nome do álbum? Tem algum contexto/história por trás disso?

É uma metáfora; portanto, aberta. O significado de uma metáfora é sempre menor que seu sentido. 

Isto posto, o cinema que o sol não apaga pode ser outro modo de dizer memória ou imaginário ou arte (que é a outra natureza do homem). 

 

Os cinco anos que você ficou sem lançar trabalhos solos, de alguma maneira, influenciou no álbum?

Inevitavelmente sim. 

Nesse tempo, por exemplo, conheci a fundo a cena criativa da música popular contemporânea de Belo Horizonte. E essa influência aparece. 

 

Ainda nessa pergunta, esse álbum vem sendo idealizado há algum tempo, não é?

Sim. Desde que terminei o anterior. 

 

Você assinou os arranjos e produção musical das 16 faixas. Como foram esses momentos para você?

Criar música é o sentido da minha vida. Poder trabalhar nas condições que pude nesse disco é o que sempre pedi, peço e seguirei pedindo a Deus. 

Apenas uma ressalva: fui o arranjador e diretor musical. O produtor musical foi Ivo Senra.  

 

Capa do álbum

 

 

É verdade que a gravação durou mais de 350 horas de estúdio e contou com 73 músicos?

Foram 363 horas. 

E foram 73 músicos sim, sem contar os engenheiros de som, que são também, a seu modo, músicos.   

 

Você fala do que no álbum?

Igrejas, minaretes, pianos, sonhos, as moças bonitas, as feias, o ouro da alquimia, o vento buliçoso no canavial, o bote das sucuris, os braços de Shiva, da Vênus de Milo, a brisa que o Brasil beija e balança, o rio da minha aldeia, o grande sertão: veredas… 

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o álbum?

Ele é dedicado ao compositor Nelson Angelo. 

E é, para meu orgulho, o primeiro lançamento da gravadora Rocinante. 

 

Fique à vontade para falar o que quiser.

Ouçam o cinema.

 

 

 

 

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