20 de outubro de 2026

[RESENHA] Chorão e a saudade que causa vazio

 

Alexandre Magno Abrão (São Paulo, 9 de abril de 1970 — São Paulo, 6 de março de 2013), mais conhecido pelo seu nome artístico Chorão, foi um cantor, compositor, skatista, cineasta, roteirista e empresário brasileiro. Foi o vocalista, principal letrista e co-fundador da banda santista Charlie Brown Jr.  

 

RESENHA DO COLUNISTA LUAN FH

Antes de ler, entenda: Não irei falar dele aos olhos da mídia e todo aquele clichê que todo mundo tem noção ou já ouviu falar. A matéria é conduzida de forma autoral, ou seja, toda minha opinião será colocada aqui e contada. 

O moleque que lutou para crescer na vida, correria, skatista, suas músicas que motivam a viver uma loucura sabendo que a maior loucura é não viver. Foi um poeta para jovens da época, lembro-me de 2009 ouvindo Charlie Brown Jr, curtindo, apaixonado e revoltado; e só os loucos sabem.

 

 

Grande parte dos adolescentes que andavam de skates o ouviam nos encontros e até cheguei a ir em alguns com os amigos, era então servido o vinho, alguns fumavam cigarros, todo mundo mostrando alguma poesia ou falando besteira e ninguém ligava para nada. Era apenas viver e viver, dane-se o resto. A amizade era bem valorizada e um aperto de irmão tinha que ser dado de forma sincera.

Não é só nos familiares que a saudade traz um vazio profundo, mas também em mim e grande parte dos fãs da banda; e a curiosidade maior foi a morte do Champignon e a então triste fim de uma história inteirinha. Os dois brigavam muito, só que um apoiou o outro quando ambos estavam na pior merda, eles eram grandes amigos, melhores, viveram grandes momentos e suas famílias eram bem próximas — sentiram na pele a dor da saudade, começou com o Chorão, que veio a falecer vítima de uma overdose de cocaína, depois veio o Champignon, que cometeu suicídio — Ele tentou assumir um tempo antes a banda Charlie Brown Jr, foi duramente crítica e causou um alvoroço e sinceramente, na minha opinião, foi uma das causas possíveis para que ele desistisse.

 

“Não busco a perfeição em ninguém, porque não quero que busquem em mim”, Chorão.

 

 

Acho que no fundo ele só queria tirar a dor do peito, poder lembrar um pouco dos tempos bons, o que devia ter passado na cabeça dele? Vocês já sentiram saudade? dor é insuportável, a gente olha pro lado e vê que a pessoa realmente não volta. Porra, Chorão não foi embora sozinho, tinham pessoas que o amavam muito, velho. MUITO! 

Chorão tinha um motorista chamado Kleber Atalla, o mesmo era um grande amigo, e junto como segurança, tinha visto o chorão deitado no chão, já morto. O Kleber passou a fazer vídeos para o Youtube, o famoso MotoVlog, e tem alguns no qual ele chora pilotando e cortando de giro, gritando o nome do chorão, o xingando e perguntando o porquê ele partiu, como eu disse, saudade é um bicho que come teu coração aos poucos. Nesse caso, o xingamento vai mais pela intimidade que eles tinham, a afinidade, a amizade, e então seria mais um desabafo, um grito para aliviar a dor. 

Shows lotados, fãs e com vocabulário amplo, o poeta maluco e marginal, o vagabundo nato e a forma de conduzir a vida, Chorão passou de pessoa para um gênio. Até as músicas causam nostalgias, quer dizer, ele falava para viver a loucura, mas não incentivava drogas ou para assaltar, fazer coisas erradas, entende? Tem palavras que confortam, outras que destroem, e ele tentava motivar o público a sair da tristeza, a olhar mais à frente, e sério, quantas vezes a gente ouviu “Céu azul” ou “Lugar ao Sol”. 

 

Algumas frases do artista:

 

”O amor é assim, a paz de Deus em sua casa”, ‘

 

‘Eu descobri que azul é a cor da parede da casa de Deus”,

 

”Só o amor constrói pontes indestrutíveis”

 

”O dia passa, horas se estende, as pessoas ao meu redor nunca me entendem” 

 


ENTREVISTA DE LUAN FH – 20 anos, escritor e colunista, gosta do indie brasileiro e coisas antigas

 

 

 

 

CONHEÇA BELZINHA DO ACORDEON

Por Fernanda Lucena – Diretamente da cidade de Buritirama, no interior da Bahia, Belzinha do Acordeon é uma menina de.

LEIA MAIS

Djalma Paixão: de quando a arte busca sua marca e seu número

Os domínios da luz, onde as potênciasse integram no equilíbrio de uma formaos domínios da luz, parque tranquilosobrevoado de aspiração.

LEIA MAIS

Por que Sid teima em não menosprezar o seu título de MC?

Sobre seu primeiro single de 2022, ele disse que “quis trazer outra veia musical, explorar outros lados, brincar com outros.

LEIA MAIS

[RESENHA] “Machado de Assis, Capitu e Bentinho”, de Kaique Kelvin

Que Machado de Assis se tornou um clássico escritor da literatura brasileira todos sabemos, mas uma dúvida que segue sem.

LEIA MAIS

Pietro desce às regiões pelágicas do ser

Apesar dos sete mares e outros tantos matizes somos um. Henriqueta Lisboa 1. Malgrado as secas periódicas e as terras nem.

LEIA MAIS

Pedro Blanc estreia na Netflix e revela bastidores à colunista Fernanda Lucena

“Isso pra mim representa uma confirmação de tudo que eu planejei pra minha vida e ver que tudo com o.

LEIA MAIS

Cuba, a Ilha da Utopia

Artigo escrito em maio de 2024 pelo maestro Kleber Mazziero sob encomenda para a Arte Brasileira Em fevereiro de 2023,.

LEIA MAIS

CONTO: O Operário Dedicado e O Regozijo do Aposentado (Gil Silva Freires)

Seo Leocádio era o tipo de homem totalmente estável e mantivera o mesmo emprego durante toda a vida. Se haviam.

LEIA MAIS

CONTO: Os Bicos de Gás e o Cigarro King Size (Gil Silva Freires)

Maldita família. Malditos papai-mamãe-titia, como diziam os Titãs. Kleber era fã incondicional dos Titãs e a proibição paterna de assistir.

LEIA MAIS

A resistência do povo negro nas mãos do escritor Samuel da Costa

A nossa literatura brasileira vem de uma hierarquia branca, desde escritores renomados a diplomatas e nesse meio poucos escritores negros.

LEIA MAIS