19 de agosto de 2026

Rock de peso, é a cartada certeira da banda OUDN em novo álbum [ENTREVISTA]

Foto de Dimas Martins

 

Vindo de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, a banda OUDN já está lançando seu álbum de estreia, depois de dois longos anos em meio a produções, criações e gravações, o que pode ser explicado pela questão de que os músicos tem trabalhos paralelos a carreira artística.  Com 10 faixas autorais e em idioma inglês, o grupo anuncia que cada música apresenta sua própria identidade, mas ao mesmo tempo, também fazem sentido como se fossem de um mesmo universo.

 

Abaixo, veja na íntegra uma entrevista especial que fizemos com Caio Pimentel, vocalista da banda.

 

 

O álbum levou dois anos para ser lançado. Por que houve essa demora?
Porque todos nós temos que nos dedicar a nossos outros trabalhos e família. Também houve todo um planejamento logístico para que o Adair Daufembach conseguisse supervisionar tudo dos Estados Unidos. Esses fatores aliados a uma pré-produção minuciosa geraram a demora.

 

Vocês trabalham em paralelo à música. Como foi esse “rolê” de ter que dividir o tempo entre as atividades?
Foi pesadíssimo. Uma rotina excruciante de composições, alterações e gravações que por vezes se estendiam das 18 as 03 da manhã. O processo de gravação de guitarra é absurdamente demorado e detalhado.  Em algumas faixas eu gravei mais de oito dobras de voz para selecionarmos apenas as melhores.
Foi um trabalho muito, muito cansativo.

 

As 10 faixas criadas por vocês contém histórias peculiares para cada uma, porém acaba fazendo sentido como um todo. Pode nos falar mais sobre isso?
As dez faixas fazem parte do mesmo universo e se você não se ater a ordem das músicas elas contam uma história. É algo que queremos que o ouvinte capte por si só, mas essa última afirmação já é uma excelente dica.

 

As músicas do CD falam sobre a decadência do mundo. Como chegaram a essa temática, e como vocês trabalham com ela?
Foi um consenso como todo na banda que o álbum tinha de falar sobre o fim do mundo. É um tema que sempre nos chamou atenção e como o combinado desde o começo do grupo foi nunca falar de amor ou sentimentos românticos, optamos por levar esse conceito ao Time toDecay. Criamos um universo distópico no qual o mundo vai acabar, está acabando ou já acabou.

 

Por que optaram pela língua inglesa nas letras das músicas?
É uma mera questão estética. Não gosto de como vocais extremos soam em português, principalmente na minha voz. Então optei por compor em inglês e tive o apoio de toda banda para fazê-lo.
Amamos o Brasil e a língua portuguesa, foi apenas uma questão de encaixe e sonoridade

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o álbum?
1) Ficamos muito preocupados a princípio sobre as edições que o Adair iria gostar de fazer nas músicas, mas quando ele nos chamou para a reunião disse que não ia alterar nada.
Foi um alívio gigantesco e a confirmação de que estávamos no caminho certo.
2) A faixa NIGHTFALL foi inspirada no game de ps4 Bloodborne, no qual eu (Caio) sou viciado.
3) WASTELAND era originalmente chamada de BAIÃO por sua estrutura musical que em alguns momentos lembra esse ritmo tipicamente brasileiro.
4)As faixas se interligam mas não estão em ordem. Será que vocês conseguem adivinhar qual é a cronologia do álbum?

  Fique à vontade para falar o que quiser sobre o álbum.
É a obra artística de nossas vidas. Tratamos cada faixa com um enorme carinho e respeito.
Fizemos pensando em nós e no público e ver o projeto como um todo nos enche de felicidade.

 

Vocês são de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Nesse sentido, como está sendo a repercussão do álbum na cidade?
Grande. Vamos fazer o show de lançamento no Vila Dionísio, que é o maior bar daqui e que já foi eleito pela crítica especializada o melhor pub do Brasil alguns anos atrás.
A cena musical daqui é maravilhosa e recebemos feedbacks positivos da maioria dos músicos e do público.

 

 

 

 

 

 

 

 

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