1 de maio de 2026

[RESENHA] Rodrigo Amarante, seu disco solo e sua voz bêbada

 

Rodrigo Amarante de Castro Neves, nasceu no Rio de Janeiro, em 6 de setembro de 1976, é um musico brasileiro, integrante da banda carioca Los Hermanos. Após o recesso da banda, passou a dedicar-se também à Orquestra Imperial e, posteriormente, à banda Little Joy.

Atualmente, se apresenta em carreira solo, depois de lançar seu primeiro álbum solo, “Cavalo”, em setembro de 2013. Rodrigo Amarante também escreveu, performou e cantou “Tuyo”, o tema introdutório da série Narcos (2015) e “Narcos: México” (2018), ambas produções originais da Netflix.  

 

 

RESENHA DO COLUNISTA 

Eu comecei a ouvir o Rodrigo em 2016, logo após começar a me interessar mais pelos álbuns dos Los Hermanos. Eu sempre notei mais o Marcelo por causa dos meus amigos, eles viviam dizendo que o Camelo era mais interessante, só que quanto mais me aprofundava nos álbuns, notava a voz bêbada do Amarante, e após assistir o documentário ”Esse é só o começo do fim das nossas vidas”, foi então que tive a certeza da minha paixão pelo artista. Amarante sempre vai ser a minha referência em algum texto. Eu adoro citar o nome dele como se fosse um personagem no qual pudesse conversar as minhas loucuras mais profundas… 

Assisti o documentário e via sua simplicidade, no ano que estavam gravando com eles, Amarante já estava começando a compôr “Irene” e chegou a cantar o refrão com o cinegrafista ali, meio que gravando disfarçadamente; no fundo estava o Camelo, ouvindo de relance e elogiando ”Porra, você que escreveu?’‘. Acredito eu que não é sobre o jornalismo falho do Brasil, é o interesse mesmo, quando se trata de artistas como Rodrigo Amarante, a gente tem que se aprofundar no álbum, ouvir e assistir documentários, entrevistas para poder falar e ter uma opinião própria.

 

 

Infelizmente não sou formado em jornalismo, só que me interessei tanto pelo talento desse Homem, mas tanto a ponto de saber de tretas, sentir falta do mesmo pelas redes sociais, querer vê-lo anunciando shows pelo Brasil. E a turnê do Los Hermanos em 2019 foi o motivo essencial para acreditar que quanto mais o Amarante envelhece, mais maduro, rouco e elegante ele fica — A simplicidade em pessoa, o afeto, o carinho com o público, a inteligência, as próprias referências colocadas em suas letras, tudo isso encanta de uma forma gigante — O cara é culto até falando. 

O álbum “Cavalo” pra mim é mais para o lado espiritual das coisas, por exemplo: Comunicação, transporte. Você percebe em diversas vezes em suas letras, que tudo faz um sentido literário, é só fechar os olhos e abrir o coração, o arrepio virá em breve. É uma forma que o cantor tem de passar ao ouvinte, e quem é ouve com a alma, sente na pele tudo que foi colocado para transmitir. Não é fácil achar artistas como o Rodrigo, ainda mais nos tempos atuais, todo mundo tem sua maneira de trabalhar, todo mundo tem sua arte, mas o Amarante encanta com sua sensatez e intelectualidade… 

”Ê maná, hoje o ponto é pra cura de amor”, trecho da música ”Maná”, faixa 5 do álbum. 

Tudo percebe, tudo sente, tudo admira, tudo vira inspiração e referência. Há uma afago, simpatia em mim por todo trabalho feito por ele e não estou aqui apontar defeito, mas para apresentar qualidades; e quem gosta de barba, olha a famosinha frase que gosto de ouvir, ler e levar para a vida ”A barba não é de hipster, é de pajé”, mostrando mais uma vez que tudo que for tocado pelo Amarante, ou vira música ou vira poesia escrita, de alguma forma vira algo bonito. Tudo tem significado para o mesmo e é encantador. 

Li um comentário uma vez, que dizia que ”O Rodrigo tem uma voz bêbada, parece que ele sempre bebe e fica chapado antes de fazer um show”, talvez ele considere isso como algo negativo, só que vejo isso como algo mais profundo, entende? Não o tiro de ser profissional, ele dá um duro muito grande e sério, quem nunca admirou sinceridade em um artista? Um cara que não foge de si, mostra quem é e foda-se o resto do mundo! 

Ele não é qualquer um, tenha certeza. Se for ouvir o Amarante, então entenda o Rodrigo, os ouvidos da alma não podem ser olvido de jeito nenhum. 

 


ENTREVISTA DE LUAN FH – 20 anos, escritor e colunista, gosta do indie brasileiro e coisas antigas

 

 

 

 

 

CONTO: O Grande Herdeiro e o Confuso Caminhoneiro (Gil Silva Freires)

Gregório era o único herdeiro de um tio milionário, seu único parente. Não tinha irmãos, perdera os pais muito cedo.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: Como era trabalhar na MTV? (com Perdido)

Nos anos 1990 e 2000, a MTV Brasil, emissora aberta de radiodifusão, não era nada comum para o padrão da.

LEIA MAIS

Dione Caldas: transversais no tempo e no espaço

Olhos acesos sobre o mundoo que não dorme desconhecea sua própria efígie. Henriqueta Lisboa 1.Dione Caldas nasceu em Natal (15.05.1964)..

LEIA MAIS

As “Dancinhas de Tik Tok” são inimigas da dança profissional?

Os avanços tecnológicos e suas devidas popularizações presenciadas desde o final dos anos 1990 e início dos anos 2000 se.

LEIA MAIS

Vá e Veja ou Mate Hitler

Falas do filme: Homem #1: “Você é um otimista desesperado.” Homem #2: “Ele deveria ser curado disso.” Eu particularmente considero.

LEIA MAIS

CONTO: Aqueles Cães Que Latiam e Os Visitantes Que Não Batiam (Gil Silva Freires)

Desde que se mudara, Leonardo não conseguia dormir direito. E sua insônia não era causada por problemas financeiros ou sentimentais..

LEIA MAIS

Streaming gratuitos: filmes, séries, novelas, jornalismo, entretenimento e educação

Com o crescimento do acesso à internet e a popularização das smart TVs, inclusive com modelos mais robustos, como uma TV.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: A história do samba por meio dos seus subgêneros (com Luís Filipe de

Em 2022, o violonista, arranjador, produtor, pesquisador e escritor Luís Filipe de Lima lançou o livro “Para Ouvir o Samba:.

LEIA MAIS

“Minha jornada musical entre o Brasil e a Alemanha” – Um relato de Juliana Blumenschein

Sou Juliana Blumenschein, cantautora alemã-brasileira, nascida em 1992 em Freiburg, no sul da Alemanha. Filha de brasileiros de Goiânia, meus pais migraram.

LEIA MAIS

Andinho de Bulhões: ausência de lume na justaposição e na aglutinação

O sol novifluentetransfigura a vivência:outra figura nascee subsiste, plena Orides Fontela 1. Andinho de Bulhões nasceu em um povoado pertencente.

LEIA MAIS