15 de abril de 2024
Notícia

Banda Canto Cego se posiciona social e politicamente em novo álbum homônimo

A banda Canto Cego faz de seu aguardado novo álbum de estúdio uma impactante autoafirmação e um marco de uma maturidade artística e criativa. Não por acaso, o trabalho é homônimo, embora seja o terceiro disco da carreira do quarteto carioca. O lançamento multifacetado e repleto de significados celebra não apenas a evolução musical do grupo, mas também sua união e comprometimento ao longo de uma década.

“Neste álbum homônimo, estamos fazendo um exercício muito especial de autoafirmação, colocando o nosso nome em destaque, reafirmando a nossa presença, sem medo de deixar uma marca” 

Vocalista Roberta Dittz

Além dela, a banda é formada por Rodrigo Solidade (guitarras), Ruth Rosa (bateria) e Magrão (baixo). Em um mundo onde as individualidades ganham cada vez mais destaque, o fato de a banda se manter com a mesma formação por 10 anos é por si só uma mensagem de afeto, tolerância e amor. O álbum é um símbolo do comprometimento, dedicação e paixão pela música que permeiam a trajetória da Canto Cego.  

A mensagem do disco serve como guia para o posicionamento crítico, social e político do grupo, uma veia que pulsa desde seus primeiros lançamentos. “Canto Cego” apresenta uma seleção de faixas que percorrem todas as potencialidades da banda, desde momentos mais poéticos com ambientações imersivas, até explosões mais roqueiras e barulhentas, com distorções que expressam a essência visceral da Canto Cego. 

O processo de criação do álbum começou em dezembro de 2022, logo após a aprovação do projeto pelo FOCA (Fomento à Cultura Carioca), mas algumas músicas, como “Fogo” e “Fica Comigo” – esta última, lançada como single -, já estavam sendo elaboradas há algum tempo. Com apenas um mês de estúdio localizado no berço de Canto Cego, no Complexo da Maré, a banda finalizou o conceito e os arranjos do álbum em janeiro deste ano, dando início a uma maratona que culmina em um de seus trabalhos mais pessoais até o momento. Por isso, foi importante que a banda assinasse pela primeira vez a produção musical e estabelecesse seu caráter autoral por excelência. 

A faixa de abertura, “Farsa (Alvorada)”, escolhida como o single que anunciou o álbum, expressa a esperança por um novo tempo e foi uma das primeiras composições criadas durante o processo. A participação de Pedro Guinu, com seus sintetizadores e samples modernos, trouxe um ar contemporâneo à música.

“Urgentes”, a faixa mais animada do álbum, incorpora elementos de metais, com a participação de Bruno Danton no trompete e Pedro Garcia no trombone, para transmitir a sensação de buzinas de carros, evocando uma atmosfera de euforia e caos. A música explora as sensações urbanas de ansiedade e velocidade, abordando os paradoxos da produtividade e de uma civilização que corre sem saber se é para alcançar ou escapar. “Urgentes” mescla de forma harmoniosa rock, MPB, punk rock e música latina, evidenciando a natureza experimental da Canto Cego. A adição dos instrumentos de metais e da percussão de Rodrigo Maré confere uma dimensão sonora distinta à faixa.

A já citada “Fica Comigo” é uma balada emocionante, que encapsula o desejo da banda de estar ao lado das pessoas amadas, seja em um relacionamento romântico ou não, enfrentando desafios e superando obstáculos, reconhecendo o potencial de crescimento que há em estar juntos. Já “Quem é você” é uma reflexão sobre relações e sentimentos, com participação de Gugu Peixoto na voz e composição. “Luto” é um interlúdio marcado por timbres pesados e ritmados, que incita o levante popular e a luta por causas essenciais para uma sociedade justa. Encerrando a primeira metade do disco surge a faixa destaque do álbum, “Fogo”. Ela é uma poderosa ode ao empoderamento feminino, às contradições da sexualidade e à repressão religiosa, com letras intensas e uma melodia arrebatadora. 

“O Invisível (Encruzilhada)” é uma faixa mística que aborda a conexão com um mundo invisível, com influências de Elza Soares e Metá Metá, e destaca a busca da intuição como guia. “Rio” é uma parceria com Morgado, e retrata o amor e o ódio pela Cidade Maravilhosa, enquanto “Inventados” é uma poesia densa e impactante que representa a história da banda ao longo dos anos. Ela é seguida por “Parque das Imagens”, contando a história de um encontro marcante, e “Fábula de uma granada”, crítica aos governantes do ódio em uma faixa de rock agressiva e sonoridade sombria. Por fim, “Ratos de Metal” encerra o álbum com um mantra de resistência, representando a superação de momentos sombrios.

Essa pluralidade de sons e ritmos está em sintonia com a história da própria banda, que tem passagens por palcos e festivais importantes como o Rock in Rio, Montreux Jazz Festival (Suíça), Porão do Rock, Circo Voador e Imperator.

Em seu primeiro álbum, “Valente” (2016), a Canto Cego trouxe faixas compostas em parceria com o saudoso Marcelo Yuka e uma versão roqueira de “Zé do Caroço”, de Leci Brandão e que se tornou trilha sonora da novela “Malhação”. Em seu segundo álbum, “Karma” (2019), a banda integrou elementos de percussão com músicas que convergem ritmos afro-brasileiros a letras sociais e existencialistas. Entre os lançamentos mais recentes estão “Vida Rendeira” com participação de LAZÚLI (Francisco El Hombre), uma releitura do samba “Tô voltando” de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós com a cantora CARU e o single “Bate Panela” com participação do rapper Marcão Baixada.

O novo álbum oferece um olhar novo da banda, amadurecido e afetado pelos últimos anos do Brasil, em um lançamento pelo selo Machinna. “Canto Cego” torna-se, portanto, uma demonstração inegável da habilidade, versatilidade e potência de um grupo que não esmorece e segue evoluindo a cada novo trabalho. Com o lançamento, a Canto Cego reafirma sua relevância no cenário musical brasileiro. O álbum já está disponível em todas as plataformas digitais, e uma turnê será anunciada em breve.

Algumas faixas estão disponíveis temporariamente em duas de nossas playlists

Ficha técnica

Compositores: Roberta Dittz, Magrão, Rodrigo Solidade, Ruth Rosa, Gugu Peixoto (Quem é você) e Morgado (Rio)

Intérpretes: Canto Cego, Gugu Peixoto (Quem é você) e Morgado (Rio)

Vozes: Roberta Dittz, Ruth Rosa, Rodrigo Solidade, Magrão, Gugu Peixoto (Quem é você) e Morgado (Rio)

Guitarras e efeitos: Rodrigo Solidade

Guitarra solo: Rafael Garrafa em “Quem é você”

Violão: Rodrigo Solidade em “Farsa (Alvorada)”, “Urgentes”, “Quem é você”, “Fica Comigo” e “Parque das Imagens”

Trompete: Bruno Danton em “Urgentes”

Trombone: Pedro Garcia em “Urgentes”

Percussão: Rodrigo Maré em “Urgentes”, “Fogo” e “O Invisível (Encruzilhada)”

Piano Elétrico: Gugu Peixoto em “Quem é você”

Pandeirola: Rodrigo Solidade “Fica Comigo e Quem é você” e Ruth Rosa em “Quem é você”

Synths: Pedro Guinu em “Farsa (Alvorada)” e “Fica Comigo”, e Nelsinho Freitas em “Rio”

Produção Musical: Canto Cego e Rodrigo Solidade

Gravação: Pedro Garcia (estúdio Cantos do Trilho) e Rodrigo Solidade (estúdios Kora Lab e Ópera 3)

Edição: Rodrigo Solidade e Iuri Nascimento em “Fábula de uma granada”

Mixagem: Pedro Garcia (Estúdio Chinelada)

Masterização: Carlos Freitas (Classic Master USA)

Selo: Machinna

Editora: Shake Music

Distribuidora: Shake Music

Divulgação: Build Up Media

Conceito Gráfico: Vinícius Tibuna

Fotografia: Paulo Barros

Produção Executiva: Verama Filmes

Manager: Camila Mira

Este projeto foi contemplado pelo Fomento à Cultura Carioca (FOCA) da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura.

CRÉDITOS

Capa da publicação | Capa do álbum “Canto Cego”, com Conceito Gráfico de Vinícius Tibuna e Fotografia de Paulo Barros

Texto da assessoria de imprensa (Daniel Pandeló)