8 de outubro de 2026

Peça sobre vida e obra de Cora Coralina retorna ao Rio de Janeiro nos dias 16, 17 e 18

O elogiado monólogo “Cora do Rio Vermelho”, com a atriz Raquel Penner, está de volta ao Rio de Janeiro, para três únicas apresentações, nos dias 16, 17 e 18 de junho, no Centro Cultural Justiça Federal, no Centro. A peça, sucesso de crítica em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, retorna à cidade após esgotar ingressos em Belo Horizonte, levar mais de 1.200 pessoas ao teatro em Uberlândia e encantar o público em Tiradentes e Juiz de Fora. Com dramaturgia de Leonardo Simões e direção de Isaac Bernat, o espetáculo faz um passeio pela vida e a obra da poeta, contista e doceira Cora Coralina, com textos e poemas que falam sobre a força feminina e a alma da mulher brasileira. A montagem propõe uma relação de cumplicidade entre a atriz e a plateia, com momentos intimistas e divertidos.

 “Cora do Rio Vermelho” nasceu da vontade da atriz Raquel Penner montar o seu primeiro monólogo. Para ter ideias, ela começou a anotar frases, desejos e pensamentos soltos que, frequentemente, falavam sobre o universo da mulher brasileira. Ao reler a obra de Cora Coralina, percebeu que a poesia e os contos da escritora e doceira goiana iam justamente de encontro à sua inquietação artística.

A atriz diz que esse se trata de um trabalho “forte e delicado”, assim como a escrita da poeta. “Cora Coralina foi uma mulher múltipla e libertária. Removeu pedras e abriu caminhos para outras mulheres. Há pouco mais de 10 anos, tive meu primeiro encontro com ela, em uma exposição no CCBB-RJ. Fiquei encantada por aquela senhora do interior do Brasil que falava firme e cantado, fazia doces e escrevia poesia, celebrava a vida e a simplicidade. Quando a reencontrei, a partir de um livro do Drummond, percebi que tudo o que eu queria dizer no palco estava ali”, lembra Raquel.

Pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, Cora Coralina (1889 – 1985) é considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras. Nascida na cidade de Goiás, ela viveu mais de quatro décadas em São Paulo. Apesar de escrever seus versos desde a adolescência, ganhava a vida como doceira, e seu primeiro livro só foi publicado em junho de 1965, quando tinha quase 76 anos de idade. Escreveu sobre os lugares onde viveu, as pessoas com as quais se relacionou e a natureza que observava.

“Quando Raquel me convidou para dirigir “Cora”, meu coração se encheu de alegria. Há anos, uma das célebres frases da poeta conduz o meu comportamento artístico e profissional: ‘Todo trabalho é digno de ser bem-feito.’ E esta mesma frase também orienta o que espero e procuro oferecer às pessoas. Como bem disse Carlos Drummond de Andrade: ‘Na estrada que é Cora Coralina passam o Brasil Velho e o atual, passam as crianças e os miseráveis de hoje. O verso é simples, mas abrange a realidade vária’”, celebra o diretor Isaac Bernat.

A dramaturgia reúne passagens de sua vida e diversos poemas retirados dos livros “Vintém de cobre – meias confissões de Aninha”; “Meu Livro de Cordel”; “Villa Boa de Goyaz”; e “Poemas dos becos de Goiás e estórias mais”. “A partir de um recorte sensível de obras feito pela Raquel e com a toada poética de Cora, busquei nessa abordagem teatral uma geografia de sensibilidade e memórias, uma paisagem sonora que a atriz observa e traduz a partir do simbólico quarto de escrita, mesclada aos seus fazeres de doçura”, explica o autor Leonardo Simões.

Ao longo da encenação, aparecem algumas músicas populares, unindo vozes femininas de cantoras-atrizes do cenário teatral brasileiro: Aline Peixoto, Chiara Santoro, Clara Santhana, Cyda Moreno e Soraya Ravenle. Em “Cora do Rio Vermelho” (o título se refere ao rio que banha Goiás), a atriz se torna uma contadora de histórias atravessada pelo amor e pela entrega que Cora dedicou a sua tradição e a sua gente.

Ficha Técnica

Idealização e atuação: Raquel Penner

Direção: Isaac Bernat

Dramaturgia: Leonardo Simões

Produção executiva: Clarissa Menezes

Cenografia, Figurino e Produção de objetos: Dani Vidal e Ney Madeira – Ney Madeira Produções Artísticas

Cenotécnico: André Salles

Tingimento, Bordado e Tratamento de objeto: Dani Vidal e Ney Madeira

Costureira: Aureci da Cunha Rocha

Costureira de cenário: Alessandra Valle

Pintura de arte: Paulo Campos

Carpinteiro: Paulo Sá

Montagem de cenário e luz: Wellington Fox

Iluminação: Ana Luzia de Simoni

Montagem e operação de luz: Bruno Henrique Caverninha

Direção Musical e Trilha Sonora: Aline Peixoto

Percussão: Fabiano Salek

Vozes: Aline Peixoto, Chiara Santoro, Clara Santhana, Cyda Moreno e Soraya Ravenle

Operação de som: Rafa Barcelos

Músicas:

“Aponte” (Lan Lanh/Nanda Costa/ Sambê)

“Maria, Maria” (Milton Nascimento)

“Simplicidade” (Jaime Alem)

Visagismo: Mona Magalhães

Direção de movimento: Luiza Vieira (cenas “Mãos” e “Todas as vidas dentro de mim”)

Fotografias e Designer gráfico: Bianca Oliveira – Estúdio da Bica

Mídias sociais e Planejamento de divulgação: Bianca Carril

Filmagem: Ricardo Lyra Jr.

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Realização: Núcleo de Ensino e Pesquisa de Artes Cênicas – NEPAC

Serviço

Datas: 16, 17 e 18 de junho

Teatro do Centro Cultural Justiça Federal, Centro

Endereço: AV. Rio Branco. 241 – Centro – Rio de Janeiro.

Horário: 19h.

Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)

Duração: 55 minutos

Lotação: 127 lugares

Link para ingressos:

Link 1 – Link 2 – Link 3

Classificação Etária: 12 anos

Redes: Instagram: @coradoriovermelho

Crédito / Foto de capa: Bianca Oliveira

Autoria do texto: Rachel Almeida – Racca Comunicação (assessoria de imprensa)

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