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Álbum

Novo disco do duo Canzone pode iluminar o seu dia!

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Capa do lançamento – Arte de Everton Radaell.

O duo Canzone, que é formado pelo vocalista e guitarrista Luas Arruda e pelo baterista Otávio Dutra, lançou, recentemente, o álbum “Luz”. Integrado por oito faixas, sendo a primeira uma introdução assertiva do que se pode esperar das demais canções. Segundo Lucas, esse conceito de iluminação surgiu após o início de uma construção civil próxima a sua casa.

“Há uns anos atrás, construíram um prédio do lado da minha casa, dificultando a entrada do sol durante boa parte do dia e um desses dias eu saí pra rua e fiquei chocado com a claridade da rua, eu estava acostumado a ficar no ‘escuro’, depois disso foi quando eu escrevi um texto que dizia ‘os olhos necessitam da luz’, essa frase acabou virando um refrão na música ‘Naufrágio’ e a partir dessa canção começou a ser desenvolvido o conceito do álbum.”, explicou3 ele.

No entanto, ao falar em “luz”, a ideia vai muito além do que se pode aguardar. Para ambos os artistas, essa luminosidade também se refere a inúmeras pautas, mas sempre entonando a felicidade, esperança, bem-estar e liberdade. “A mensagem é: todos nós passamos por momentos turbulentos e difíceis na vida, e temos sempre que nos apegar à esperança e a tudo que nos faz bem para buscar a nossa paz e felicidade.”, frisou lucas.

Toda essa bagagem poética é apresentada por meio de uma sonoridade que busca no emocore e no indie a inspiração para reformular o rock alternativo já característicos do duo. Lucas ainda define melhor as referências: “As bandas que nos influenciaram para esse trabalho na época foram, Fresno, Scalene, The 1975, American Football, The Japanese House, entre outras.”

FAIXA-A-FAIXA, sob encomenda para a Arte Brasileira

“Intro” – Primeiramente ela foi uma música “inteira”, que ensaiamos algumas vezes mas não vingou, mas ela tinha uma beleza nos acordes e na frase “deixa a luz entrar”, mantivemos e no dia da gravação do vocal convidamos os mais próximos da banda a escolherem uma frase da letra das músicas para falarem e cantarem em coro a frase importante da música.

“Verde” – Inspirada em uma espécie de power pop, a música é essa mistura sonora das nossas referencias do emo, indie e rock alternativo, e ela fala sobre estar a fim de alguém, estando disposto de se jogar de cabeça nisso, mesmo não tendo controle da situação, mas querendo que essa relação dê certo.

“Fantasista” – Otimista e motivacional, ela me soa como uma música para ouvir em uma viagem de carro, de fone de ouvido, olhando a paisagem pela janela, refletindo sobre a vida, ela é uma música bem calma, e acontece sem uma guitarra, tem teclado presente. Liricamente ela fala sobre a luta dos dias “escuros” da nossa vida, para mantermos nossos sonhos vivos, mantermos o que há de bom em nós e esquecer de nunca perder isso dentro da gente.

“Aposta” – Ela é uma música enérgica, bem indie/rock alternativo. Quem faz arte sabe bem como é ouvir aquelas frases que dizem “mas isso é hobby, tem que levar em segundo plano”, “Aposta” é uma música que fala sobre acreditar incessantemente e teimosamente no plano A da vida, naquilo que a gente gosta e nos faz feliz.

“Naufrágio” – Entramos no “lado b” do álbum, mais melancólico. Essa é a canção que deu o surgimento do conceito da obra completa, por esse fato acaba lembrando sonoramente o primeiro álbum da banda, o “Labirinto”. E ela é uma espécie de prece, pedido de ajuda, desejo de empatia pelos outros.

“Ir” – Outra canção que retrata uma paixão, só que dessa vez de forma mais melancólica, pesada e arrastada na música. Essa canção o eu lírico percebe que há um alguém que lhe desperta sorriso, que faz ele se sentir bem com muita facilidade. Porém há uma grande dúvida nisso tudo, o personagem da música quer fazer parte da vida da outra pessoa, mas a situação é mais complexa que o esperado. É uma música que gostamos bastante de tocar nos shows, ela é forte e catártica.

“Interferências” – Resume bem essa luta contra os períodos de desanimo e turbulentos da vida, são essas “interferências” que tentam nos tirar do nosso “trilho” é o que não podemos deixar nos vencer. Pois se nos mantermos de pé, isso tudo uma hora passa.

“Claridade” – É a última música do álbum, é um pedido de ver a “luz” de estar bem, fazendo o que faz feliz e com as pessoas que gosta, basicamente é isso.

FICHA TÉCNICA

Produção musical: Lucas Arruda, Otávio Dutra, Roger Dutra, Augusto Dutra e Marcos Pereira

Gravações aconteceram no Studio Digital, em Bagé (RS)

Guitarra: Augusto Dutra / Baixo: Marcos Pereira / Teclado: Igor Sousa /

Mixagem e masterização: Elias Sodré

Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.

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