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Artes Plásticas

“O Brasil é o céu”

Matheus Luzi

Publicado

em

O imigrante Haitiano, Daguison Roc, chora ao contar as experiências que vivenciou em seu país de origem

 

Matéria especial com depoimentos e fotos de dois imigrantes, um haitiano e um ganês, radicados em São Paulo

João Antônio Benz

 

“Eu gostaria de agradecer a todos os brasileiros por serem tão prestativos e por me ajudarem tanto. […] Até mesmo os que me roubaram. Pelo menos, eles só me roubaram e não me mataram.”  disse Daniel Okyei, imigrante ganês de 36 anos que veio para o Brasil em 2017 à procura de trabalho para sustentar a sua família na África.

“Comparado ao Haiti, o Brasil é o céu! Aqui é o céu, entende?” declarou Daguison Roc, haitiano de 29 anos, que saiu do seu país de origem em 2013 para fugir da tristeza que sentia vivendo rodeado de miséria e fome.“Eu chorava quase todos os dias.[…] A pobreza sempre estava ao meu lado. Eu não conseguia viver assim. […]Quando vim para o Brasil eu senti uma libertação”.

Daniel e Daguison estão atualmente hospedados no Brás em um espaço de acolhimento para homens chamado Arsenal da Esperança. Localizado nas instalações da extinta Hospedaria dos Imigrantes, o Arsenal abriga, diariamente, cerca de 1200 pessoas em condição de rua, o que inclui uma minoria não quantificada de imigrantes.

 

Daniel indo para sua cama no dormitório do Arsenal da Esperança

 

Segundo o Padre Simone Bernardi, missionário da SERMIG (instituição responsável pelo Arsenal da Esperança), quem ingressa lá encontra uma resposta concreta: “ a possibilidade de descansar, de tomar banho e  de frequentar cursos profissionalizantes em diversas áreas”.

 

Daguison durante o curso profissionalizante de confeitaria do Arsenal da Esperança

 

Além disso, nas noites de terça e quinta-feira, são oferecidas aulas de português para estrangeiros como Daguison e Daniel.

Ambos frequentam assiduamente as aulas das professoras Sônia Maria de Freitas, Beatriz Lipski e Beatriz Vargas, mas possuem níveis muito distintos de domínio da língua portuguesa. Daniel a considera dificílima por ser muito distante do seu idioma nativo,o inglês, e, também, por estar no Brasil há apenas um ano. Já Daguisson fala muito bem português, pois já está no país há mais de cinco anos e tem familiaridade com o francês, outra língua latina.

 

Lousa da aula de português para estrangeiros

 

As origens de cada um, assim como as suas trajetórias e motivações para estarem no Brasil são bastante diferentes.

Daniel nasceu na cidade de Berekum, no oeste de Gana, em 1982. Ele é o mais velho de quatro irmãos e teve uma criação bastante religiosa. Seu pai, assim como ele, era cristão batista e sua mãe é católica.

Ainda criança, ele jogou futebol à nível profissional e participou de ligas mirins que o levaram a competir em países europeus como Alemanha e Portugal. Contudo, aos 14 anos, ele teve um ferimento no joelho e foi aconselhado pelos médicos a dar um fim precoce na sua promissora carreira como futebolista. Ele seguiu estudando em casa com o seu pai e, aos 19 anos, começou a trabalhar em uma empresa de cacau na qual ficaria por vários anos.

 

Retrato de Daniel Okyei

 

Segundo ele, a empresa pagava muito mal e o dinheiro que ele recebia “não dava para nada”. Por conta disso, houve uma série de protestos dos trabalhadores que, muitas vezes, terminaram de forma violenta. No fim, a empresa faliu e ele ficou um bom tempo desempregado.

Para agravar ainda mais a situação, seu pai faleceu e a sua mãe ficou paralisada da cintura para baixo, o que a impedia de trabalhar. Com isso, sua família começou a enfrentar grandes dificuldades. Com a morte de seu pai, seus tios paternos reivindicaram para eles a casa em que sua família morava e conseguiram, pelas vias legais de Gana, garantir a posse do imóvel. Em seguida, Daniel e a sua família foram despejados e ficaram sem um lar por alguns anos.

Durante esse período, eles viveram com o que a Daniel diria que chamamos de “bico”, ou seja, se virando. Apesar da contra-indicação dos médico, ele jogava futebol em times regionais para juntar algum dinheiro, chegando a participar de torneios em outros países como Cabo Verde e Angola. Enquanto isso, a sua família vivia de favores de amigos que lhes emprestavam a casa para passarem alguns dias.

 

Daniel no vestiário do Arsenal da Esperança

 

Por muito tempo, moraram na casa do padre da igreja que sua mãe frequentava. Daniel se lembra desse homem como uma pessoa bastante gentil, mas reconhece que era muito difícil para o padre ceder lugar para as famílias dos dois. Um dia, esse mesmo homem lhe sugeriu que fosse para o Brasil para poder sustentar a sua família. Ele lhe disse que aqui era mais fácil de se regularizar como imigrante do que em outros países e que ele iria conseguir um emprego com um salário bom para poder ajudar sua mãe e irmãos. Daniel conta que a igreja já ajudava vários africanos a migrar para o Brasil e assim, foi com a ajuda do padre que ele veio para cá.

No dia primeiro de outubro de 2017, ele desembarcou em Fortaleza, onde ficou por uma semana, antes de se mudar para São Paulo. Ele optou por fazer a viagem de ônibus. Assim, pode conhecer algumas paisagens brasileiras, as suas fazendas e suas estradas.

 

Daniel tomando chamyto depois de comer um grande prato de arroz com feijão no Arsenal da Esperança

 

Até esse momento, ele não havia tido nenhum contato com a língua portuguesa e, por conta disso, sofreu muito ao chegar aqui. Não conseguia se comunicar com ninguém, e pedir comida era um grande desafio. Nos seus primeiros três dias na capital paulista, ele dormiu na rua, nos arredores da Praça da Sé, e não comeu nada. Certo dia, roubaram o seu o celular e outros pertences e ele ficou apenas com: os seus sapatos, um cobertor, uma mochila vazia e as roupas que tinha no corpo.   

 Por meio de  gestos, ele seguia pedindo comida e água até que um dia conseguiu se comunicar com uma pessoa que o sugeriu que ele fosse para o Arsenal da Esperança pedir abrigo. Foi o que ele fez e está lá até hoje.

 

Daniel na aula de português

 

No Arsenal, ele começou a frequentar as missas católicas, apesar de ser cristão batista. Certo dia, o padre de lá, que falava muito bem inglês, lhe indicou uma igreja batista para ele ir. Lá, ele conheceu o pastor que gostou muito dele lhe indicou para o homem que viria a ser o seu futuro chefe.

Daniel tinha muita dificuldade para arrumar um emprego por conta da língua, por isso ele  começou a frequentar o curso de português para estrangeiros do Arsenal duas vezes por semana. Atualmente, ele está trabalhando transportando roupas no stock de uma loja de jeans do Brás. Com esse emprego, Daniel consegue sustentar a sua família. Ele paga a escola de seus irmãos mais novos, os remédios de sua mãe e as despesas do lar. “Eu virei o pai da família” conta ele orgulhoso.

Daniel é uma pessoa muito grata por tudo que ele tem na vida. Ele mostrou as suas roupas e pertences e disse que todos foram doações. Em um momento, ele segurou o seu iphone e disse“Tá vendo esse celular? Eu não posso pagar por ele [risos]. Ganhei de um amigo americano. Até tentaram me roubar aí eu saí correndo, por isso ele tá meio rachado, mas ele tá aqui pelo menos”. É com esse celular que ele se comunica com a sua família. Ele diz que tem saudades deles, mas voltar para Gana é impensável, porque ele perderia tudo o que conquistou aqui se fosse e não tem dinheiro para ir.  

 

“Tá vendo esse celular? Eu não posso pagar por ele [risos]. Ganhei de um amigo americano. Até tentaram me roubar aí eu saí correndo, por isso ele tá meio rachado, mas ele tá aqui pelo menos”

 

Por fim, ele diz que gostaria de agradecer a todos os brasileiros por serem tão prestativos e por terem lhe ajudado tanto, especialmente as suas professoras de português. Quando questionado  sobre se ele agradeceria até mesmo os brasileiros que lhe roubaram ele respondeu com bom humor “Até mesmo os que me roubaram. Pelo menos, eles só me roubaram e não me mataram.[risos]”

 

Na frente: Daniel e Sônia Maria de Freitas, sua professora; no fundo: Daguison e se despedindo da estagiária Paula.

 

Os motivos que levaram Daguison Roc a vir para o Brasil são muito distintos dos de Daniel.

 

Na esquerda Daniel e à direita Daguison

 

Em termos materiais, Daguison vivia uma vida de classe média bastante confortável na capital de seu país, Porto Príncipe. Seu pai é um engenheiro formado ,de ascendência francesa, que fazia dinheiro com o comércio e administrando um restaurante de sucesso. Sua mãe também trabalhava com o comércio e conheceu seu pai quando era funcionária do seu avô paterno. Ele é o mais novo de nove filhos, dos quais três seu pai teve com uma outra esposa. Graças ao pai, Daguison pode estudar em uma escola particular e frequentou a melhor faculdade de seu país, onde se formou em hotelaria em 2012.

 

Em cima, uma foto de Daguison trabalhando no restaurante localizado na Avenida Paulista. Na esquerda, em baixo, uma foto da sua formatura na faculdade de hotelaria em 2012. Na direita, também em baixo, uma foto dele em São Paulo.

 

No entanto, a sua relação com o seu pai nunca foi muito boa e piorou ainda mais depois que ele sofreu rejeição por se assumir como bissexual. Atualmente, seus pais estão divorciados e sua mãe vive nos EUA assim como todos os seus irmãos que estão espalhados em diversos estados do país. O seu pai permanece no Haiti.

Daguison se mudou do Haiti em 2013. Ele conta que o motivo da partida é porque ele sentia muito medo. Medo do seu país,da miséria, da violência e da homofobia. “Eu chorava quase todos os dias” diz ele.

 

Daguison chora ao lembrar de como era no Haiti

 

Segundo ele, em 2004, anos antes do terremoto, o Haiti já “era um inferno”. Durante o terceiro governo do presidente Jean-Bertrand Aristide, o país enfrentava uma gravíssima crise de segurança. A calamidade chegou a tal ponto que jornalistas estavam sendo mortos, turistas eram assassinados em hotéis por traficantes, as crianças não iam para a escola e poucos ousavam sair na rua.

Anos depois, no início de 2010, essa situação estava sendo resolvida e tudo indicava que as coisas fossem continuar a melhorar cada vez mais. Até que, ás 16h de uma terça-feira, no dia 12 de janeiro de 2010, o terremoto atingiu o país. “Foi o dia mais triste da história do país desde a escravidão. Dizem que durou apenas alguns segundo, mas para mim foram vários minutos” relata Daguison que estava na casa de seu pai quando isso ocorreu. No seu bairro, praticamente todas as casas, com exceção da do seu pai, que tinha boa estrutura, foram destruídas em apenas alguns instantes.

“Eu tinha uma vizinha que tinha apenas uma filha e ela morreu no terremoto. Agora ficou só a mãe”. Ao sair de casa,  Daguison se deparou com o tamanho da tragédia. Por todos os lados, via dezenas de mulheres com as mãos na cabeça gritando por ajuda.

Algum tempo depois do terremoto, ele passou por uma faculdade de seis andares que havia desabado. Era possível ver apenas o que restou do último andar e todos os estudantes estavam debaixo dele pedindo água sob os destroços.

 

Daguison rememorando como as mulheres gritavam por ajuda

 

Entre eles estava a irmã do noivo de sua irmã. Daguison relata: “Disseram que teria que cortar um pé para sair dali. “Não vai ter problema” disseram. Levantaram uma pedra para a cabeça sair. Iam cortar uma mão. Começaram a cortar, ela chorou e falou “não”. Aí o irmão dela falou “não” e ela falou “sim, corta. Eu quero sair daqui”. Isso é muito triste. Ela morreu. Mesmo assim, ela morreu.” Daguison complementou dizendo que ela era muito inteligente, tinha apenas 20 anos e já estava há um ano de se formar como pediatra.  

Daguison contou que apesar de ter tido uma série de privilégios em comparação a maioria da população haitiana, ele se sentia muito mal em ver a situação das pessoas ao seu redor.

“Tem coisa que eu não sofri no Haiti, mas eu sofri. Têm pessoas que tem a mesma situação que eu, mas não sofrem porque elas têm um coração duro. Eu não. […] Vou falar a verdade: meus amigos sofrem, meus vizinhos sofrem. Eu acho que se você passar um dia aqui você nunca mais volta para o Haiti. Tem pessoas que só bebem água da chuva. Quando chove eles ficam guardando para beber”

“Imagina um país que tem problema. Não tem eletricidade, não tem escola, não tem onde a pessoa pode ir para comer de graça. Quando sair daqui pensa nisso. […] Não tem lei no país, não tem segurança, não tem nada. Só tem praia. O que a praia vai fazer para a população? Ela trabalha para o turista e não para a população. O Haiti tem sim coisas boas, mas para os ricos. Para turista que vem e não sabe nada da verdade do Haiti.[…] Se tem 100 pessoas no Haiti, uma come bem.[…] Não é que nem aqui que o jovem é feliz e se beija no metrô e tal. Lá eles choram, pedem comida, se prostituem por comida e dinheiro.[…] Haiti dá muito sofrimento.”

 

Daguison desenha um mapa para mostrar a sua situação no Haiti. O “J” é onde ele estava, ao lado da casa de seu pai (P) . O “H” corresponde aos hotéis de luxo que ficam nas praias e só recebem estrangeiros. Por fim, o “M” representa a miséria.

 

“Eu falei que tinha que deixar o Haiti para vir até o Brasil. Porque não conseguia ver tudo isso e, também, porque a minha situação iria piorar, porque eu vi que as pessoas que eu gostava pioraram. Então, era melhor eu ficar longe.”

Assim, Daguison resolveu ir para o Brasil em 2013, poucos meses após obter o diploma de hotelaria. Primeiramente, ele passou pela República Dominicana depois foi para Acre por alguns dias até ser transferido para São Paulo onde começou a trabalhar em um hotel. Por ele não falar a língua, seu primeiro patrão não sabia de sua formação e o designou para a tarefa de limpar o chão, como costumavam a fazer com os demais estrangeiros contratados. Depois, ele conseguiu emprego na sua área e trabalhou, por breve períodos de contratação, em Porto Alegre e no Rio de Janeiro. Em 2016, enquanto trabalhava no bairro Lapa, no Rio, ele conheceu seu namorado, um veterinário baiano com quem, apesar da distância, namora até hoje.

 

Daguison durante o curso profissionalizante de confeitaria do Arsenal da Esperança

 

Depois de seis meses na capital fluminense, seu contrato expirou e ele foi voltou São Paulo à procura de emprego. Ao chegar na cidade, Daguison passou por dificuldades e teve de morar algum tempo dormindo na rua até que encontrou Arsenal da Esperança. Uma de suas irmãs, que mora nos EUA, ficou preocupada com ele lhe disse para voltar para o Haiti. Ele conta que respondeu “ É melhor morrer na rua no Brasil do que voltar para o Haiti. Não. Nunca!” Ele comentou que o Brasil tem muitos problemas, mas que aqui não se morre de fome, pois há lugares que dão comida de graça, enquanto no Haiti não tem isso.

“O Brasil, comparado ao Haiti, é o Céu. O Brasil é o céu! Quando não tenho comida eu tomo café aqui [no Arsenal] ou no São Matheus. Aqui é o céu entende o que eu tô falando? No Haiti você levanta e não sabe o que vai comer. ”

Após esse período difícil, a vida de Daguison se estabilizou. Ele começou a trabalhar no Ibis e foi morar no bairro da Bela Vista. Ele gostava do seu chefe e do seu trabalho, mas era sempre muito difícil quando, no fim dia, era forçado a jogar a comida que sobrava fora. Pois, ele se lembrava de uma pessoa muito querida para ele: a sua babá. “Eu lembro muito dela porque não sei se ela está comendo.”

 

Tatuagem no peito de Daguison escrito “ Sempre positivo*Objetivo*Nunca desistir” “Deus”

 

Ainda no colégio particular, Daguison teve um choque de realidade quando descobriu as condições em que a doméstica, que ele chama de mãe, vivia. Depois de anos trabalhando em sua casa, seu pai resolveu demitir a empregada que havia cuidado dele desde o nascimento. Ele começou a vê-la vagando pelas ruas da cidade várias vezes dentro do carro do seu pai e, certo dia, resolveu pegar um ônibus para visitá-la.

“ Quando eu cheguei eu não pensava que era tão ruim assim.[…] Ela tem três filhos e mora em um lugar tão precário que não chove eles não conseguem dormir.

Eu falei “mãe eu quero ter dinheiro para te ajudar”.”

“ Depois, eu vi um colega que morava ali e perguntei como ele conseguia estudar comigo. Ele  me disse que era porque os pais dele vendiam tudo para ele estudar ali. Um dia eu estava na cafeteria, comendo comida cara, e esse colega me disse “sua mãe veio me pedir comida hoje e você tá aqui?””

“Eu sempre sonho com ela no caixão. Semana passada, sonhei que comprava uma passagem aérea e falava no caixão e chorava. Eu falei “Meu Deus, você deixa a minha mãe morrer sem fazer nada. Ela sofre a vida toda e não faz nada!”[…]Eu agora estou no Arsenal e não posso fazer nada. O que eu vou fazer? “

“Imagina uma pessoa que tem três filhos e você gosta muito dela. Aí um dia eu falei com ela e ela me disse que tomou um copo de água salgada. Onde ela vai comer? Pede para vizinha e ela não vai dar comida. Ela não tem e, se tem, não vai dar. Entende? Ela tem três filhos sem pai. Não tem lei no Haiti […] Não tem Arsenal, nem Albergue nem essas coisas no Haiti”

Recentemente, ele pediu demissão para poder se dedicar integralmente ao curso profissionalizante de confeitaria, que é oferecido no Arsenal e certificado pelo SENAI. E para cortar gastos, voltou a morar  também no Arsenal provisóriamente. Ele comentou que é muito grato pelo que o Brasil lhe deu nesses anos todos.

 

Reflexo de Daguison no vidro durante o curso de confeitaria

 

“ Meu irmão, o Brasil é tudoo para mim. Se o Brasil não me ajudasse, eu já estaria morto. Você quer que eu fale mal do Brasil? Nunca, nunca. O Brasil descobriu que eu tenho TOC. Eu faço acompanhamento médico de graça. Eu quero que o Brasil cresça mais. Eu sei onde eu estava. Eu estava na parada inglesa com três moradores de rua. O carro de cachorro quente dá comida. Eu quero isso para o meu país. Que quando a pessoa esteja mal deem um empurrãozinho.”

 

Daguison e Sônia Maria de Freitas, sua professora de português.

 

 

 

 

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