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Música

O novo Indie antigo da banda LeBruce

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Recentemente me peguei refletindo sobre a mudança no estilo da música popular brasileira. Os avanços, o amadurecimento, novas melodias e letras… tudo, claro, devido a como a sociedade tem se comportado nos últimos anos. Esses dias, lembrando da época depois da escola em que a rodinha de amigos sentava para ouvir um “Charlie Brown Jr.” e vivenciar os devaneios adolescentes, quase morri de saudade. Por coincidência, enquanto procurava por novas bandas pela internet, uma delas despertou em mim uma sincera nostalgia. Hoje, falarei para vocês sobre a banda LeBruce:

LeBruce foi fundada no ano passado (2020) na cidade de Pacajus – CE, por Henrique Giacomini (vocalista, guitarrista e compositor da banda) e também conta com a presença de William Silva e Elisson Inácio. Observo na banda um estilo musical puxado para um “Indie” muito forte e singularmente parecido com o rock gaúcho, contando com aquela clássica mexida no sentido das frases e causando a incrível reação de surpresa que todos nós gostamos.

As músicas do seu primeiro EP “Dance seu Tango”, possuem títulos interessantes e chamativos, como “Lágrimas de Nescafé” e “Clássico Grenal” onde as letras e o instrumental não ficam por baixo também. Pra ser sincero, ao ouvir “Lágrimas de Nescafé” pela primeira vez, o que mais passou pela minha cabeça foi a sensação das antigas reuniões pós aula que aconteciam na adolescência. Eu facilmente poderia imaginar ouvir LeBruce na abertura de uma futura edição da novela “Malhação” (Rede Globo), por exemplo.  

No início do mês (12 de setembro de 2021) eles lançaram um novo single chamado “O soneto de um qualquer sozinho”; onde, acredito eu, afasta-se um pouco das antigas obras da banda, mas que demonstra um grande papel no amadurecimento particular dos três e uma busca por novas experiências sonoras.

O que mais me encanta é a sensação que dá ao escutá-los. Sinceramente, é como se o tempo voltasse e eu me encontrasse novamente com o rock brasileiro do início dos anos 2000 que não teme as barreiras e que enfrenta qualquer parada.

Veja: uma banda de pouco menos de dois anos que iniciou seus trabalhos em plena pandemia e que gravou boa parte de suas músicas à distância… é impossível não observar uma garra e criatividade de fazer marejar os olhos.

Para mim, valeu a pena conhecer a banda LeBruce e o resgate da nostalgia do início do milênio.

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