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“Pra não dizer que não falei das flores”, o hino contra a ditadura

Matheus Luzi

Publicado

em

pra não dizer que não falei das flores

 

Dizer que a música “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré foi um hino contra o regime militar de 64 não é nenhuma novidade. Por ter sido um hino de resistência e luta, a música de Vandré foi censurada, no mesmo compasso em que conseguiu “despertar” o publico brasileiro sobre a situação sócio-política daquele momento histórico.

A obra de Vandré mexeu tanto com os brasileiros, que causou sérios problemas para o autor, constando a proibição da música e o exílio de Geraldo Vandré para a Europa. Com isso, durante anos foi esquecido pelo seu público que havia conquistado.

A música de Geraldo Vandré que tanto impacto causou foi composta em 1968. Neste ano, vários acontecimentos vieram a tona, como a Guerra do Vietnã, a Primavera de Praga, o assassinato de Martin Luther King e Robert Kennedy, e o Festival de Cinema de Cannes. No Brasil, foi imposto o AI-5 e o houve o surgimento de movimentos como a Tropicália.

 

SOBRE VANDRÉ

pra não dizer que não falei das floresGeraldo Pedroso de Araújo Dias Vandregísilo, o Geraldo Vandré, nasceu na cidade de João Pessoa. Em 12 de setembro de 1935 era um cantor popular de fala dura e objetiva, que compôs várias músicas como “Bandeira Branca”, “Disparada”, “Sonho de um carnaval”, entre outras. Ficou mais conhecido através da música “Pra não dizer que não falei das flores”, na qual assumiu de forma mais intensa o seu caráter questionador e ofensivo contra o regime ditatorial.

Após o exílio, Vandré compôs a música “Fabiana” em homenagem à força Aérea Brasileira, abandonou a vida pública e viveu afastado do mundo artístico. Contam-se duas lendas sobre o exílio de Geraldo Vandré: a primeira e mais difundida é que ele foi preso, torturado e castrado, e como consequência teria enlouquecido: a segunda é que ele fez um acordo com os órgãos de repressão na sua volta e, para tanto, compôs “Fabiana”. No entanto, ele não teria sido preso, simplesmente abandonou o país pela perseguição que sofria.

Para entender um pouco mais sobre Vandré, vale informar que ele formou-se em direito e tinha grande interesse em sua juventude por movimentos estudantis; era membro do CPC (Centro Popular de Cultura) e da UNE (União Nacional dos Estudantes), era um militante dos movimentos que surgiram contra a ditadura e foi um ícone para todos os sonhadores da época, ditando a liberdade em nome da própria liberdade de expressão.

 

BOM SABER

“Pra não dizer que não falei de flores”, também conhecida por “Caminhando” foi a vice-campeã do 2º Festiva l Internacional da Canção, que foi um prêmio muito bem visto pelo Brasil e pelo Mundo.

 

Nesta entrevista, Geraldo Vandré quebra o silêncio.

 

 

 

 

 

 

 

Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.

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