13 de janeiro de 2026

Jongozú – Disco de estreia do artista mossoroense adiciona elementos potiguares a ritmos mundiais.

Ao passo em que se encerrava o mês de março, mais precisamente no dia 25, a cidade de Mossoró foi invadida e transformada pela música; era lançado em todas as plataformas digitais, o álbum intitulado “Cidade Cantada”.

Sendo um dos desejos a valorização da arte e cultura norte-rio-grandense, o artista, cantor, compositor e produtor do álbum, João Lucas Azevedo da Silva, de apenas 16 anos, conseguiu a proeza extraordinária de unir ritmos conhecidos mundialmente como o drill e o reggae, com ritmos puramente potiguares, como o coco de zambê e a bateria dos ursos de carnaval.

O álbum me trouxe uma nostalgia inimaginável. Jongozú (nome pelo qual João Lucas é conhecido no cenário local) me lembra uma das frases que mais ouvi enquanto criança: “quem não faz um pouco mais por sua terra, não faz nada pela terra de ninguém”. O jovem, em sua música “raizes”, enfatiza o quanto as origens são importantes na formação cultural e social do homem. E ressalta a importância de “aguar” (regar) cada dia mais um ‘pedacin’ da nossa vida, como parte do processo na busca pelos sonhos.

Sim, eu sei, as raízes de um povo não dizem exclusivamente o que ele é, muito menos ditam o que ele deve ser. Mas ainda assim, se há uma verdade nessa grande metáfora vegetal, é essa: um homem que rejeita as próprias raízes, acabará caindo; um homem que não sabe de onde veio, não sabe aonde vai.

Eu acredito que o jovem saiba muito bem aonde está indo. Acredito ainda que o caminho será pleno e o futuro promissor. O motivo? Embora no auge da juventude, Jongozú leva em suas músicas a seriedade dos problemas antigos, como direito à cidadania, questões de identidade, multicultura e pertencimento regional. E, sinceramente? é impossível não esperar grandeza de alguém que olha pro passado visando principalmente não replicar os erros.

Ao garoto eu deixo meus mais sinceros parabéns. Desejo a benção de Deus e a capacidade de enfrentar os desafios que vierem. Fazer arte é uma tarefa e tanto. Fazer arte para quem pensa diferente é uma tarefa maior ainda. E uma tareta desse tamanho nunca é começada cedo demais.

“Fazendo arte na cidade. Fazendo arte para quem pensa diferente na cidade”

Na produção audiovisual, Jongozú recebeu o apoio de Vittopoeta e Gerson Nogueira.

Clipe da faixa “Fazendo arte”

Tracklist de “Cidade Cantada”, Jongozú:

1- Fazendo Arte
2- Até o fim
3- Raízes
4- Pé de Juá
5- Zambê drill

“Sol e Solidão em Copacabana”, uma história da vida cotidiana no Brasil do século XX

A cidade do Rio de Janeiro tem as suas belezas, sendo elas naturais ou histórias possíveis de serem criadas a.

LEIA MAIS

Cuba, a Ilha da Utopia

Artigo escrito em maio de 2024 pelo maestro Kleber Mazziero sob encomenda para a Arte Brasileira Em fevereiro de 2023,.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: O funcionamento de um cineclube (com Cadu Modesto e Tiago Santos Souza)

Neste episódio, Matheus Luzi investiga os cineclube, casas de cinema independentes cujo o viés comercial é, na prática e teoria,.

LEIA MAIS

Mário Rasec: a celebração das coisas simples

 Por eso, muchacho, no partas ahora soñando el regressoQue el amor es simpleY a las cosas simplesLas devora el tempoCesar.

LEIA MAIS

Clarice Lispector – Como seria nos dias atuais?

(Crônica de Brendow H. Godoi) Quem seria Clarice Lispector se nascida na década de noventa? Talvez, a pergunta mais adequada.

LEIA MAIS

Analice Uchôa: o vinco da arte nas dobras da realidade

Se acaso me tivessem dado o jugo e o poder de apontar a obra de um pintor naïf como um.

LEIA MAIS

O Abolicionista e escritor Cruz e Sousa

A literatura brasileira se divide em várias vertentes e dentro dela encontramos diversos escritores com personalidades diferentes e alguns até.

LEIA MAIS

Literatura: uma viagem literária (Clarisse da Costa)

Em se tratando de literatura posso dizer que ela é assim como a vida, uma caixinha de surpresas. A literatura.

LEIA MAIS

[RESENHA] A literatura brasileira é seca, é úmida, é árida, é caudalosa.

            Desde a civilização mais antiga, a vida humana é orquestrada pelas estações do ano.  No poético livro “bíblico de.

LEIA MAIS

“O único assassinato de Cazuza” (Conto de Lima Barreto)

HILDEGARDO BRANDÂO, conhecido familiarmente por Cazuza, tinha chegado aos seus cinqüenta anos e poucos, desesperançado; mas não desesperado. Depois de.

LEIA MAIS