9 de maio de 2026

Playlist “Além da BR” #294 – Sons do mundo que chegam até nós

Somos uma revista de arte nacional, sim! No entanto, em respeito à inúmeras e valiosas sugestões que recebemos de artistas de diversas partes do mundo, criamos uma playlist chamada “Além da BR”. Como uma forma de estende-la, nasceu essa publicação no site, que agora chega a sua 294ª edição. Neste espaço, iremos abordar alguns dos lançamentos mais interessantes que nos são apresentados.

Até o primeiro semestre de 2024 publicávamos também no formato de texto corrido, produzido pela redação da Arte Brasileira. Contudo, decidimos publicar apenas no formato minientrevista, em resposta aos pedidos de parte significativa dos nossos leitores.

Christian List“On The Beach

Qual é a melhor sinopse geral deste lançamento? “On The Beach” é uma faixa pessoal e atmosférica que mistura violão, camadas quentes de sintetizador e pedal steel para evocar a sensação de estar à beira-mar. É uma peça reflexiva, quase onírica, que convida os ouvintes a desacelerar e mergulhar em um estado de espírito tranquilo.

Qual é o tema da música, sua mensagem? O tema gira em torno da memória, da saudade e da atração emocional do oceano. A música não tenta contar uma história direta, mas sim criar um sentimento — uma espécie de cartão-postal sonoro do litoral.

O que inspirou a composição? Cresci perto do mar, e esta faixa foi inspirada pelas imagens e pelo clima que aquele ambiente deixou em mim: céu aberto, sal no ar, o som das ondas ao entardecer. Tentei capturar essa sensação por meio do som, em vez de palavras.

Em termos de som, como você descreveria esta música? É uma mistura de elementos acústicos e eletrônicos — violão, texturas de sintetizador e pedal steel guitar criam uma atmosfera suave e melancólica. Em termos de gênero, situa-se em algum lugar entre o folk ambiente e o indie cinematográfico.

Há algo interessante ou curioso que você gostaria de destacar? O título pode parecer simples, mas realmente reflete a essência da faixa. Além disso, a mistura de sons — violão, sintetizadores e pedal steel — é incomum, mas são todos instrumentos que eu adoro. Simplesmente segui meus instintos e deixei o clima moldar a produção naturalmente.

Respostas Christian List

MIGGS “Something To Write About (Unplugged)” – (EUA)

Qual é a melhor sinopse geral deste lançamento? “Something to Write About (Unplugged)” é uma versão crua e despojada de uma música profundamente pessoal. Ela destaca a vulnerabilidade da narrativa e o poder da reflexão, ao mesmo tempo em que expõe a beleza de um arranjo acústico simples. Esta versão acústica oferece aos fãs a chance de vivenciar a música em sua forma mais honesta, permitindo que a letra realmente se destaque.

O que inspirou a composição? A inspiração por trás de “Something to Write About” vem dos grandes momentos e pequenos detalhes da vida — as histórias que vivemos e que valem a pena serem contadas. Seja sobre amor, perda ou triunfo, trata-se de encontrar significado em cada capítulo da vida. A versão acústica traz uma sensação de intimidade a essas histórias, tornando-as ainda mais pessoais.

Musicalmente, como você descreve a música? Musicalmente, esta versão acústica de Something to Write About é reduzida ao essencial — apenas violão, vocais e um leve fundo percussivo. Ela carrega um ritmo suave, porém poderoso, que deixa a emoção da música transparecer. É o tipo de faixa que permite ao ouvinte respirar com a melodia, sentindo cada palavra à medida que a música se desenrola.

É possível fazer uma conexão entre essa música e seu país, os EUA? Com certeza. A música fala sobre a experiência universal de encontrar histórias que valem a pena compartilhar, algo que ressoa profundamente com a cultura americana, onde contar histórias sempre foi um pilar fundamental. Da música country a anedotas pessoais compartilhadas entre gerações, ” Something to Write About” reflete o coração e a alma da experiência americana — encontrar significado na vida cotidiana e escrever sua própria história.

E por fim, há algo curioso que você gostaria de destacar? Um ponto a destacar é que esta versão acústica é uma abordagem bem diferente da original. A simplificação me permitiu mergulhar mais fundo na essência da música, criando algo íntimo e honesto. É uma jornada de exploração da vulnerabilidade e de observação da emoção crua que existe sob a superfície da música. Além disso, é sempre um ótimo lembrete de que menos é mais — às vezes, os arranjos mais simples criam o maior impacto.

Respostas MIGGS

Claudí – “Bailaré en el fuego” – (Itália)

Qual a mensagem dessa música ao mundo?Bailaré en el fuego” não é apenas uma canção. É um rito, uma libertação.
Depois da minha primeira música, “Sudore e Gin (que voglia strana)”, que convidava a deixar que o ritmo e a paixão nos guiassem, sem medo e sem limites, quis levar essa sensação ainda mais longe.
Esta nova canção fala sobre sentir o fogo dentro — um fogo que não se apaga, mas cresce toda vez que nos entregamos à música.
É também sobre o amor verdadeiro que, quando acontece, liberta a alma para sempre.

O que inspirou a composição? Nasceu de uma conexão instintiva com a Espanha, pelo flamenco e por essa língua maravilhosa.

A inspiração veio de uma lenda andaluza que eu mesma quis ligar a esta canção: conta-se que, se duas almas gêmeas dançarem sob a lua cheia, ao redor do fogo, o amor delas será eterno.

Essa imagem me fascinou e me levou a criar uma música que mistura desejo, entrega e intensidade.

Eu queria ir além: sentir o fogo dentro e dançar no meio das minhas emoções.

Musicalmente, como você descreve a música? É uma fusão entre força e delicadeza, com raízes profundas no flamenco, mas aberta a influências contemporâneas.
Tem percussões quentes, guitarras que acariciam e provocam, e um ritmo que convida não só a dançar, mas a viver a música com todos os sentidos.

Qual a ligação dessa música com o seu país, a Itália? A Itália e a Espanha compartilham uma intensidade cultural e emocional muito forte. Somos povos que vivem a música com paixão, calor e expressividade.
Embora Bailaré en el fuego tenha alma espanhola, a minha sensibilidade italiana está presente no cuidado com a melodia, no lirismo e na forma como conto histórias nas minhas canções.

Há algo de curioso que você queira destacar? Mesmo não tendo raízes na Espanha, sinto esse país como minha segunda casa emocional. Quando estou lá, tudo vibra de uma forma que me faz acreditar que esse fogo antigo sempre fez parte de mim. É como se eu já pertencesse a ele muito antes de compor esta música.

Respostas Claudí

Stony Boy“Who Am I” – (Reino Unido)

Em que momento surgiu essa composição e o que a inspirou? Como indivíduo mestiço, sofri por ser de dois países diferentes. Crescendo Eu sentia que nunca fui aceito, pois sou meio cipriota e meio suazi. Agora aprendi a aceitar isso e ter orgulho de quem eu sou.

Qual é o tema da música e qual é a sua mensagem? A mensagem da música é se levantar e ter orgulho de quem você é.

Em termos de som, como você descreveria essa música? Para ser sincero, eu gosto de rap/hip-hop e eu estava criando isso. Depois de terminar a música, perguntei

alguns indivíduos desconhecidos para feedback e mais de um disse que a música é diferente. Eles lutaram para

Para dizer que gênero é. Agora me pergunto se criei um novo gênero sem querer.

Quem é o artista Stony Boy? Nascido Konstantinos Theodorou, mais conhecido pelo seu nome artístico Stony Boy, é um artista de hip-hop, produtor e engenheiro de som de ascendência suazi e greco-cipriota. Stony é mais conhecido pelos seus singles “Darkest Minds”, “The Interview” e “Freedom”. Iniciou a sua carreira musical em 2009, lançando e apresentando o seu primeiro single, “Stepping Forward”, e vencendo o concurso Club Idol no Club Liquid em Harlow, Essex. Em 2011, lançou o seu primeiro álbum, “Stepping Forward”, que contou com o apoio do premiado DJ AMES, da SEA. O álbum recebeu uma resposta positiva, com mais de 9.000 downloads no primeiro mês, e a música “Stepping Forward” foi apresentada no programa BBC Introducing Essex. Em 2012, Stony Boy lançou um EP intitulado “Shine Hard” em sites populares de mixtape, vencendo o Star Search 2012 e garantindo um contrato de gestão de um ano. Continuou a lançar projetos como singles.

Em 2022, ele lançou um novo EP intitulado “Next Chapter”, que recebeu uma excelente recepção. Várias músicas alcançaram de 25.000 a 35.000 streams/visualizações no Spotify e no YouTube. Duas músicas, “Freedom” e “The Interview”, foram apresentadas no programa “Introducing Beds, Herts and Bucks” da BBC. Desde então, Stony Boy continuou a lançar singles, videoclipes, apresentações ao vivo e está se preparando para lançar seu novo EP ainda este ano.

Há algo interessante que você gostaria de destacar? Stony Boy é uma raça rara e está prestes a oferecer algo diferente para as pessoas.

Respostas Stony Boy

Umanya – “Coffee or Tea?” – (EUA)

Qual a melhor sinopse geral desse lançamento?Coffee or Tea?” é a colaboração mais recente entre os projetos Umanya e Jermaine Dasud. Citando influências como Altin Gün e Arc de Soleil, a dupla se inclina para grooves de drum/bass baseados em funk e paisagens sonoras psicodélicas para criar um som único.

Qual o tema da música e a proposta da arte de capa? O título da música é refletido na foto da capa com uma pergunta simples perguntando ao ouvinte se ele prefere café ou chá? Você pode esperar que qualquer um seja servido ao entrar nas casas desses dois artistas localizados em Bloomington, IN, com café sendo a bebida escolhida por Umanya e chá por Jermaine Dasud.

E em termos musicais? Sua música apresenta um groove hipnótico e instrumentos únicos como o bağlama, que podem ser descritos como quase meditativos.

E, por fim, há algo de curioso que você queira destacar? Os dois planejam continuar sua colaboração na forma de um EP a ser lançado em um futuro próximo.

Respostas Umanya

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