Por Fernanda Lucena – Diretamente da cidade de Buritirama, no interior da Bahia, Belzinha do Acordeon é uma menina de 16 anos que faz parte do Ministério de Música da Igreja Católica de sua cidade.
Em 2025 conquistou o 2º lugar na Batalha dos Sanfoneiros da Rede Bahia e o 1º lugar na fase territorial do FACE – Festival Anual da Canção Estudantil. Agora ela está gravando suas faixas, no R. Brown Studio, sob produção musical de João Ricardo (Kuririn) e inscrevendo suas composições nos festivais de música da Bahia e do Brasil, localizados pela plataforma Editais Maps, da agência de artistas Afeto Produz.
“Comecei a tocar acordeon aos 8 anos, aprendendo por meio de cursos online. Sempre fui inspirada pelos grandes mestres do forró pé de serra, como Luiz Gonzaga e Dominguinhos, e sou apaixonada por manter viva essa tradição.”
Belzinha do Acordeon é uma jovem menina que carrega uma antiga missão ancestral: manter acesa a luz do forró pé de serra e das tradições sonoras identitárias do Nordeste. De Buritirama para o mundo, sua trajetória já revela sinais de uma artista que mantém vivos e em movimento os legados de Gonzaga e Dominguinhos.
O que emociona em Belzinha é a delicadeza com que ela entrelaça fé, juventude e tradição. Sua passagem pelo Ministério de Música da Igreja Católica da cidade não é detalhe, é fundamento: ali, a música já nasce como reza e como ofício de comunidade.
Premiada, estudiosa e determinada, ela é uma artista em formação, mas já inteira: suas composições inscrevem Buritirama e o interior da Bahia no mapa da canção baiana e nordestina e, mais do que isso, dão continuidade a uma tradição que se fortalece justamente porque se renova em mãos jovens e apaixonadas como as dela.
Belzinha do Acordeon é promessa e também já é realidade.


Crédito: Fernanda Lucena
MATERIAL EXCLUSIVO ARTE BRASILEIRA (produzido em setembro de 2025)

