20 de setembro de 2026

Chamas na Amazônia é versada com bom humor no novo clipe da Motolese

(Cena do clipe)

 

Parafraseando Tom Jobim e inspirado no Ditado Indígena “Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que dinheiro não se come.”, Fernando Motolese escreveu “Amazônica em Chamas” em 23/08 depois que a nuvem negra de fumaça proveniente dos incendidos florestais na Amazônia encobriu os céus de São Paulo e então, decidiu fazer o vídeo o mais rápido possível como forma de protesto. 

O assunto é emergente, e as teorias são variadas, como o próprio músico descreve na canção. No entanto, pode-se dizer que até de um jeito gentil, a letra da música trabalha muito bem com o bom humor, com um clipe que brinca com os “gados” do Mato Grosso do Sul, que sugere o estranho fato de, apesar de tão distante, até o estado ter sentido o impacto com o céu cinzento. “Daqui dá pra sentir a fumaça”, diz a primeira estrofe da letra. 

Fernando ataca o “Sr Presidente”, cita o uso do Twitter para criar polêmicas e a intervenção alienígena soa como solução, que no caso, pode-se traduzir com uma referência a “zuação” na internet, quando em 2018, muito se falava em uma intervenção militar.

* As queimadas do vídeo, foram registradas na cidade de Campo Grande – MS em 26/08 entre as 17:30 e 18:30 na Região do Aeroporto. 

 

 

LETRA – FERNANDO MOTOLESE

Olha que queimada linda pro gado que pasta
Que devasta a Amazônia, daqui da pra sentir a fumaça

Existem varias causas, entre elas a natural
Oh no, está tudo acima do normal
E não é culpa das ONGs esquerdistas
Ou jornal, nem da  entidade científica
É consequência das políticas federais
Dos ruralistas que sempre querem mais
Tudo a todo custo, dolé duas, quem dá mais
essa terra indigna, tem riqueza demais..

A última árvore caiu,
Cadê a água rio,
O ultimo peixe sumiu,
Por dinheiro a natureza ruiu

Sr Presidente, respeitosamente me dirijo a vossa excelência
Com a responsabilidade que me cabe e única exigência
Humildemente requisito, meça bem as suas belas  palavras
Guarde sua valiosa opinião pra compartilhar se for adequada
Governar uma nação, é muito mais que diz que me disse
É preciso ponderar, fingir que conspiração não existe.
Ou única solução pode ser uma Intervenção Alienígena
Mas não antes da União Européia bancar a colonialista
Apenas com um tweet décadas de negociação vão por água abaixo
Sai das redes sociais, faça o que eu digo e aquele abraço

A última árvore caiu,
Cadê a água rio,
O ultimo peixe sumiu,
Por dinheiro a natureza ruiu

Please pray for Amazon
Please pray for Amazon
Please pray for Amazon
Please pray for Amazon

 

 

 

 

 

Olympia Bulhões: a casa de morada e seus emblemas simbólicos

Não te fies do tempo nem da eternidade que as nuvens me puxam pelos vestidos. que os ventos me arrastam contra.

LEIA MAIS

Kelline Lima: linhas sinuosas e orgânicas como arquétipos do feminino

O  coração alegre aformoseia o rosto, mas, pela dor do coração, o espírito se abate. Provérbios, 15:13 1. Kelline Lima.

LEIA MAIS

Chiquinha Gonzaga: compositora mulher mestiça

A mítica compositora Chiquinha Gonzaga (1847-1935) representa um divisor de águas na história da música brasileira. Nela, convergem 3 marcos.

LEIA MAIS

Entre a sinestesia e a sistematização, Zé Ibarra se consolida como voz de sua geração

PERFIL ⭐️ Em meio a exuberante flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Zé Ibarra comenta com fluidez e.

LEIA MAIS

Dione Caldas: transversais no tempo e no espaço

Olhos acesos sobre o mundoo que não dorme desconhecea sua própria efígie. Henriqueta Lisboa 1.Dione Caldas nasceu em Natal (15.05.1964)..

LEIA MAIS

Historiadora lança minicurso gratuito sobre a história da arte, com vídeos curtos e descomplicados

(Divulgação) Aline Pascholati é artista visual e historiadora da arte diplomada pela Sorbonne (Paris, França) e trabalha há mais de.

LEIA MAIS

Francisco Eduardo:  a geometria do corpo e suas personas

 Quando quis tirar a máscara,Estava pegada à cara.Quando a tirei e me vi ao espelho,Já tinha envelhecido. Fernando Pessoa  .

LEIA MAIS

CONHEÇA BELZINHA DO ACORDEON

Por Fernanda Lucena – Diretamente da cidade de Buritirama, no interior da Bahia, Belzinha do Acordeon é uma menina de.

LEIA MAIS

Dos livros às telas de cinema

Não é de hoje que muitas histórias de livros despertam desejos cinematográficos, algumas dessas histórias ao pararem nos cinemas até.

LEIA MAIS

Filme nacional que arrecadou mais de R$ 19 milhões, “Lisbela e o Prisioneiro” foi lançado

No dia 22 de agosto de 2003, ia aos cinemas “Lisbela e o Prisioneiro”. Aposto que não sabiam, mas estavam.

LEIA MAIS