21 de outubro de 2026

Quando o mundo acelera a arte nos ensina parar pra sentir

Por Fredi Jon, do grupo Serenata & Cia (abril de 2026) – O Dia da Arte, celebrado em 15 de abril, não é só uma data, é um convite silencioso pra lembrar que sentir ainda é permitido… e necessário.

Porque, na real, o mundo anda eficiente demais… e humano de menos.

E é justamente por isso que essa homenagem existe. Não por protocolo, mas por verdade. Porque quem vive de arte sabe: ela é aplauso mas acima de tudo, insistência.

Há 26 anos, a Serenata & Cia caminha nessa estrada. Uma estrada onde o figurino muda, mas o propósito permanece. E olha… já teve de tudo: seresteiro vestido de palhaço, de anjo querubim, de lord inglês, anos 1920, estilo cowboy, brega sem medo, com pitadas de Matrix, clima de Homens de Preto… e até bandinha de fanfarra cruzando corredores e quebrando a rotina, totalmente.
Cada personagem com um público, um cuidado. Porque além da arte, é alcançar.

E há os que percebam que a arte é ferramenta de transformação real.

Quantas vezes foi a arte que suavizou o clima dentro de uma empresa? Quebrou o gelo entre equipes, aproximou pessoas que mal se olhavam, trouxe leveza pra ambientes tomados por metas, pressões e números? A interatividade que a arte provoca não é superficial, ela reorganiza o ambiente, humaniza relações, lembra que por trás de cargos existem pessoas.

Mas vamos além: aniversários, celebrações, homenagens… sem arte, viram protocolo. Com arte, ganham cor, memória, significado. Ganham vida.

Estamos vivendo um tempo onde tudo funciona, mas pouca coisa toca. Onde tudo conecta, mas quase nada aproxima.
Nesse cenário, o artista vira quase um guardião da sensibilidade e ninguém faz isso sozinho.

A Serenata & Cia só se tornou o que é porque caminhou junto. Dançarinos que deram corpo ao som. Mágicos que trouxeram o impossível pra perto. Bonequistas que deram alma ao que parecia inerte. E, em tantos momentos, dividiu palco com o inesperado: telegramas animados do Anjo Quebrado, drag queens, gurus, amantes nordestinos e amantes bregas, personagens que ampliaram a experiência e provaram que a arte não precisa caber numa única forma.

Talvez o erro esteja em querer uma arte limpa demais, perfeita demais… quando o que transforma mesmo é a arte viva, misturada, ousada.

O livro “Fredi Jon – O Cantador de Histórias” nasce exatamente disso, como prova de que é possível continuar criando, mesmo quando o mundo parece pedir o contrário.

No fim, a arte é isso: uma forma de devolver humanidade ao que está endurecendo.

E o artista… é aquele que insiste.

Insiste em emocionar, em aproximar e em lembrar que, por trás de toda pressa… ainda existe um coração tentando sentir.
E enquanto existir alguém disposto a tocar o outro com verdade… a arte não só resiste.

Ela salva.

Conheça nossa arte da serenata – serenataecia.com.br 11 99821-5788

Artes produzidas por Fredi Jon (com IA)

Newsletter

Pincel, o novo companheiro do cantor e compositor Bryan Behr

Reprodução/instagram do artista. Do seu atelier, Bryan Behr se mostra um artista inquieto, em constante atividade. O catarinense de 24.

LEIA MAIS

Curta a Festa Junina ao som de “Arraiá da Aydê”

A festa junina originou-se antes mesmo da Idade Média, há séculos. No Brasil, foi trazida pelos portugueses ainda no Brasil.

LEIA MAIS

Iron Garcia: entre a casa e a ruína

A casa abriga o devaneio, a casa protege o sonhador, a casa permite sonhar em paz. Gaston Bachelard 1. À.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: Cambismo, um crime quase submerso (com Ednilton Farias Meira)

Três afirmações estão próximas de você: (1) talvez você já praticou o Cambismo e muito provavelmente já viu alguém praticar.

LEIA MAIS

CONTO – “Luen: Na completa escuridão” (Samuel da Costa)

Alika, não sabia o que dizer, nem o que fazer, paralisada ela passou a prestar atenção, na figura abissal, que.

LEIA MAIS

A resistência do povo negro nas mãos do escritor Samuel da Costa

A nossa literatura brasileira vem de uma hierarquia branca, desde escritores renomados a diplomatas e nesse meio poucos escritores negros.

LEIA MAIS

Fábio Di Ojuara: umas tantas facetas de uma obra multiforme

Uma noite, sentei a Beleza nos meus joelhos. – E acheia-a amarga. E injuriei-a.Armei-me contra a justiça.Fugi. Ó feiticeiras, ó.

LEIA MAIS

Celebrações pelo mundo: eventos culturais que transformam qualquer viagem

Viajar é mais do que conhecer paisagens ou tirar fotos em pontos turísticos. É também mergulhar de cabeça na alma.

LEIA MAIS

Damião Costa: a pintura como morada do instante

O artista Damião Costa (São Vicente, RN, 1987), desde a infância, quando os olhos se detinham nos leilões televisivos de.

LEIA MAIS

“Minha jornada musical entre o Brasil e a Alemanha” – Um relato de Juliana Blumenschein

Sou Juliana Blumenschein, cantautora alemã-brasileira, nascida em 1992 em Freiburg, no sul da Alemanha. Filha de brasileiros de Goiânia, meus pais migraram.

LEIA MAIS