7 de junho de 2026

[ENTREVISTA] Rapper Yoga representando o cenário do Rap Baiano

 

Na Bahia há muita cultura, de fato, o estado é a terra mãe do Brasil. Entre tanto apreço, considero o Rap Baiano cenário surpreendente dos dias atuais. Até alguns anos atrás não se falava de um rapper que vinha da Bahia, hoje em dia podemos enxergar vários, e vários.

Entre eles, está o Felipe Santana, nascido e criado em Salvador, ele é mais conhecido como Yoga, tem apenas 19 anos e conquistou admiração daqueles que ouvem Rap e conhecem as batalhas de Mc’s. 

 

A HISTÓRIA DO ARTISTA

Yoga teve seu primeiro contato desde muito novo, ouvindo rock em casa, e tinha 6 anos de idade quando ouviu pela primeira vez um Rap ”Soldado do Morro” de Mv BillO tio dele ficava ouvindo. E por conta deste fato, ele passou a querer ouvir mais.

Anos depois, com 15 anos, ele batalhava na rua com alguns amigos, depois no colégio e passou a ir em alguns eventos, no pelourinho, no parque da cidade. Somente para batalhar e conhecer a rapaziada do Rap. Foi pela primeira vez na Batalha da Torre em 2017 que acontecia toda semana, enfim, ele ia toda edição. 

O APOIO DA FAMÍLIA E AMIGOS!

Existiram pessoas que o incentivou muito, o inspirando para permanecer no cenário, dando a cara a tapa e colocando fé para vencer. A Dona Fernanda, mãe dele, foi fundamental nesta função, dando apoio e força. O Danilo, irmão dele, acolheu a ideia e abraçou a causa junto com o Yoga. Para completar o time temos o Davi Reis, mostrou as batalhas de rimas em 2015 e por conta disso, o Yoga não desistiu. 

A CONQUISTA DA ADMIRAÇÃO DO PÚBLICO

Yoga passou a ser reconhecido após os vídeos das batalhas que ele participava começar a bombar e rodar a internet inteira. Não demorou muito para surgir convites de outros organizadores das batalhas de outros estados. E ele passou a ir, óbvio. Toda ação tem uma reação, e em pouco tempo Yoga vem recebendo mensagens de admiradores: ”Mano, você é brabo, me inspiro em você”. 

O AMADURECIMENTO DURANTE, ANTES E DEPOIS

Antes de se jogar no mundo do Rap, ele ouvia muito, muito, vários Mc’s, porém não estava apto a falar de vivência. E quando passou a batalhar ele percebeu o amadurecimento rápido, a mudança de perspectiva, responsabilidade batendo na porta. A forma de pensar mudou, ficou muito mais politizado, aprendendo também a se expressar mais facilmente na hora do improviso. 

 

Luan FH – Em algum momento da sua vida, desde a sua chegada ao cenário do Rap, alguém te desmotivou disparando frases negativas?

Yoga – Já sim, sempre tem, na real. Sempre tem esse tipo de pessoa, tanto que na época não ligava muito e tampouco ligo em hoje.

 

Luan FH – Se você pudesse acrescentar algo cultural na Bahia, você acrescentaria? E se sim, o que seria?

Yoga – Acrescentaria sim; melhorar a estrutura das batalhas no geral, câmera para mostrar o Mc destaque indo para toda a cena do Rap do Brasil, a premiação. 

 

Luan FH – O Rap é fundamental para nas periferias do Brasil, principalmente as da Bahia e de Salvador, pensando nisso, você acredita que o Rap mudou o destino da tua vida?

Yoga – Com certeza mudou, deu um foco novo, uma coisa para sonhar mesmo, um bagulho para dar mais gás pra ir atrás. Antes do Rap eu era uma pessoa, depois do Rap sou outra. 

 

Luan FH – Em algum momento alguma pessoa chegou para você e elogiou seu trabalho?

Yoga – Já sim, mano. Recebi mensagens de pessoas que me elogiaram, disseram que se inspiram em mim. Pessoas também me viram na rua e vieram falar comigo, elogiar meu trampo… Eu acho isso gratificante, é muito bom!

 

Luan FH – Você batalhou em alguma Batalha de fora? 

Yoga – Sim! Batalhei nessas: Batalha da Leste, Batalha da Santa Cruz, Batalha do Villa, Batalha da Aldeia, Batalha da Atlântica e a Batalha do Coliseu

 

Luan FH – Espaço livre para você deixar mensagem. 

Yoga – Viva o agora, corra atrás dos seus sonhos, sonhem, não desistam. Não é fácil, pois não é para qualquer um. Então conquiste!

 

A luta da mulher e a importância de obras que contribui nessa jornada

Não tem uma receita básica, não nascemos prontas. Aprendemos com a vida. Diariamente temos que lutar para se afirmar. Porque.

LEIA MAIS

ENTREVISTA – Literatura de Renan Wangler reforça ancestralidade e luta da população negra

A população negra precisa estar conectada com a literatura, cultura e arte, dessa forma podemos estar conectados com a nossa.

LEIA MAIS

Diante do novo, “O que Pe Lu faz?”

Sucesso teen da década passada com a Restart e referência no eletrônico nacional com o duo Selva, Pe Lu agora.

LEIA MAIS

Andinho de Bulhões: ausência de lume na justaposição e na aglutinação

O sol novifluentetransfigura a vivência:outra figura nascee subsiste, plena Orides Fontela 1. Andinho de Bulhões nasceu em um povoado pertencente.

LEIA MAIS

“Quer casar comigo?” (Crônica integrante da coletânea “Poder S/A”, de Beto Ribeiro)

Todo dia era a mesma coisa. Marieta sempre esperava o engenheiro chegar. “Ele é formado!”, era o que ela sempre.

LEIA MAIS

Música de Cazuza e Gilberto Gil também é um filme; você sabia?

“São sete horas da manhã   Vejo o Cristo da janela   O sol já apagou sua luz   E o povo lá.

LEIA MAIS

Analice Uchôa: o vinco da arte nas dobras da realidade

Se acaso me tivessem dado o jugo e o poder de apontar a obra de um pintor naïf como um.

LEIA MAIS

Vida em letras:  A jornada literária de Clarisse da Costa

O começo de tudo Na infância eu rabiscava mundos através de desenhos. Quando aprendi a desenhar palavras comecei a construir.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: O quê realmente faz o diretor de imagem? (com Diogo Pace)

Este episódio tem o intuito de investigar uma profissão essencial de toda produção audiovisual, como programas de entretenimento e jornalismo,.

LEIA MAIS

Pedro Blanc estreia na Netflix e revela bastidores à colunista Fernanda Lucena

“Isso pra mim representa uma confirmação de tudo que eu planejei pra minha vida e ver que tudo com o.

LEIA MAIS