22 de setembro de 2026

[INDICAMOS] Filme “Vai Trabalhar, Vagabundo!”, de 1973

 

O pesquisador Eduardo Cesar Soares apresenta com exclusividade na Arte Brasileira uma série de indicações sobre filmes do cinema brasileiro dos anos 1960 e 70. “A possibilidade de analisar e indicar grandes produções cinematográficas me fez rever e conhecer ainda mais filmes desse período, que atualmente é quase nula em nossa TV é também na mídia em geral”, conta Eduardo.

O período foi recheado por mudanças e grandes acontecimentos. É por isso também que o colunista acredita que “Nesse momento, houve efervescência na cultura e história no Brasil. E não poderia ser diferente no cinema. Temos grandes obras em todos os gêneros do cinema”.

 

 

SINOPSE

Um malandro carioca sai da prisão depois de longo tempo e, sem dinheiro, utiliza seu talento para trambiques para ganhar algum. Preocupado com o fim da malandragem carioca, ele planeja uma revanche entre os dois maiores jogadores de sinuca da época, Russo e Babalu. Mas Russo está internado em um hospício desde sua última derrota, e Babalu agora é um trabalhador controlado de perto pela esposa Vitória, o “prêmio” da disputa com Russo.

 

(Cena do filme)

 

Crítica de Eduardo Cesar Soares

Uma comédia  muito agradável para se assistir. E apesar do grande elenco, com muitos nomes de referência no cinema nacional, percebe-se  que existiu um conjunto muito forte entre os atores, diretor e roteiro. 

O filme tem sua base na historia de Dino (Hugo Carvana), que apresenta a figura do “malandro” brasileiro com excelência, morador da periferia e pobre que busca sobreviver e criar oportunidades de levar alguma vantagem diante de tantas diversidades vividas.

Por outro lado, outro “malandro” , mas o malandro bem de vida, rico, que aplica vários golpes para se manter no topo da sociedade carioca. Até por sinal o cinema nacional que teve no passado grandes produções com esse tipo de persona, hoje em dia não apresenta essa temática ou perfil em seus roteiros.

 

 

ALÉM DISSO

O filme retrata um Rio de Janeiro que não existe mais. o Rio de janeiro após 1970, passa por muitas mudanças urbanas, arquitetônicas e sociais, como vias que não existem mais, prédios que deixaram de existir, comunidades que desenvolveram de forma desordenada e vários bairros da periferia carioca que foram urbanizados. Tudo isso junto é apresentado de uma forma única nesse filme dirigido pelo próprio ator, Hugo Carvana. Além disso, o longa mostra como os bares e os jogos fazem parte do cotidiano das periferias do Rio de Janeiro.

O elenco é composto por Hugo Carvana, Odete Lara, Paulo Cesar Pereio, Nelson Xavier, Roberto Maya, Zezé Motta, Otavio Augusto, Wilson Grey, entre outros. A comedia foi produzida integralmente na cidade do capital carioca, no ano de 1973. E recebeu vários prêmios, como o premio de melhor filme no festival de cinema de Gramado, em 1974; premio Air France, em 1973; vencedor do premio curumim, no cineclube de Marilia, em 1975; e Festival de Messina (Itália), onde ganhou premio de melhor roteiro e trilha sonora.

 

Crítica de Eduardo Cesar Soares

 

 

 

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