7 de agosto de 2026

Francesa Myriam Bouk Moun apresenta “Um Autre Mensonge”, canção à capella

De París, Myriam Bouk Moun lançou neste recente dia 1 de agosto uma de suas novas músicas, “Um Autre Mensonge”, acompanhado de videoclipe. A canção, que é parte do álbum “Ne vous délaise”, tem nos versos a percepção real de que a mentira destrói um relacinamento amoroso. Por fim, vale dizer que “Un Autre Mensonge” é, também, uma imersão da intérprete na composição musical.

Eu, Matheus Luzi, me senti bastante interessado pelo lançamento, inspirando-me à enviá-la algumas perguntas. Veja as respostas:

Inicialmente, conte-nos, de maneira geral, qual a ideia de “Un Autre Mensonge”; qual a melhor descrição desta música?

Myriam Bouk Moun – Em primeiro lugar, muito obrigado por essa entrevista e um abraço da paz a todos os leitores. “Un autre mensonge” (trad. outra mentira) extraído do àlbum a cappella “Ne vous déplaise…” (trad. Não se importe…) ; o álbum foi lançado em 1er de março 2026. Eu escrevi todas as músicas e letras, e cantei todas as partes vocais.

A direção deste disco baseia-se em uma escrita poética e uma interpretação que deixa espaço para a improvisação, usando apenas vozes. “Un autre mensonge” representa bem essa direção.

A música tem você como intérprete e como compositora. Como foi esse momento criativo?

Myriam Bouk Moun – Como compositora busquei um equilíbrio entre as possibilidades infinitas oferecidas pelo estúdio de gravação e as mais limitadas dá o vivo (ainda mais porque é um concerto solo vocais e máquinas), para preservar o prazer do ouvinte em ambas as situações. Como intérprete, eu quero ser livre e viver o momento. Durante o processo de criação, essas duas intenções às vezes entravam em conflito. Foi o caso para “Un autre mensonge” porque havia uma versão inicial, mas eu re-arranjei para o vivo e, depois, gravei esta segunda versão que, então, está no álbum.

Qual a mensagem que você quis passar ao público, o que dizem os versos?

Myriam Bouk Moun – Nao hà mensagem. É solamente lo constatação de que, em uma relacionamento, assim que uma das partes começa a mentir, a distância criada é como uma doença incurável e contagiosa : nenhum dos dois consegue mais confiar na outro, ambos mentem – o mentem para si mesmos – e, independentemente do que se faça ou se deseje, o relacionamento está fadado ao fracasso.

Com a escolha da uma estética reggae (uma referência da minha parte a “Don’t worry, be happy” de Bobby McFerrin e “Sun is shinning” de Bob Marley, dois mùsicas que me dão – com ou sem razão – uma sensação de paz) e com essas voces etéreas, aliado ao uso de um ritmo irregular, eu queria transmitir aquela sensação de que quando algo está errado mas não sabemos exatamente o que é, então optamos por ignorá-lo.

Qual a influência do seu país, a França, e de Paris, o resultado final desse lançamento?

Myriam Bouk Moun – Nesta canção, escolhi ressaltar a distância entre os protagonistas utilizando o tratamento formal à francesa. Ao contrário de algumas outras línguas latinas, que usam a terceira pessoa do singular e de certas línguas que não o marcam gramaticalmente, o francês emprega a segunda pessoa do plural ; o contexto da “Un autre mensonge” permite, assim, dùvidas quanto ao nùmero de protagonistas.

Há algo de curioso sobre “Um Autre Mensonge” que você queira destacar?

Myriam Bouk Moun – Tenho muito carinho por esta canção, porque ela marca um período da minha vida do qual tirei muitos ensinamentos. É também com “Les Nuits Utérines” (trad. as noites uterinas – no mesmo albùm), uma das dois primeiras peças a cappella que levei aos palcos, algo que transformou um simples experimento de gravação em um projeto mais definido e completo.

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