27 de outubro de 2026

[ENTREVISTA] Banda Malabaristas do Semáforo aposta na sua verdade musical e poética no álbum LADO B

Por Laura Grisolia

 

Formado por Fabrício Cardozo (bateria), Pedro Grisolia (guitarra) e Cleber ST (voz e baixo), e fundada há cinco anos, o trio de roqueiros Malabaristas do Semáforo estão lançando seu primeiro trabalho, totalmente autoral e com 10 faixas, passeando por críticas sociais, culturais e sociais, como no caso de TÉDIO.

Produzido com o talento de Celo Oliveira, o álbum intitulado LADO B, mostra que artistas brasileiros ainda conseguem desenvolver trabalhos alheios às firulas comerciais. É exatamente essa a proposta da banda: produzir um trabalho que mostra mais suas expressões artísticas do que se envolver no universo da música industrial, feita apenas para se ganhar dinheiro.

“O conceito do álbum foi explorar nossa diversidade sonora, a sinceridade de composições simples, num paralelo a uma viagem de montanha russa – alternando momentos de tensão e adrenalina com momentos de calmaria e alívio, numa simultânea busca por reflexão através de letras secas e diretas”, define o vocalista, baixista e fundador da banda, Cleber ST.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com Cleber ST (voz e baixo).

 

 

É interessante que vocês apostaram no lado mais alternativo do que comercial no álbum. Fale um pouco sobre essa decisão.

Geralmente o primeiro álbum de uma banda é a expressão de sua liberdade artística e musical, o LADO B é isso. Quisemos expressar nesse primeiro álbum a essência do nosso som, a diversidade do nosso rock sem fronteiras em constante metamorfose. Se em algum momento nossa música coincidir numa percepção mais comercial, que seja natural e acidental, e não numa forma de atender a demanda do mercado.

 

Qual sensação vocês esperam manifestar no público ao ouvirem o álbum?

De uma forma geral, as letras são uma reflexão sobre o meio em que vivemos e sobre nós mesmos, ao mesmo tempo que as melodias e arranjos podem levar a sentimentos de diversão, euforia ou até introspecção, de acordo com a concepção de cada um sobre cada música. No fim, preferimos trocar a expectativa de gerar alguma sensação específica pela curiosidade de como as músicas serão recebidas ou percebidas pelo público.

 

 

Ao ouvir um pouco de LADO B, eu já pude perceber uma grande produção das músicas. Como foi esse processo para vocês?

Muito gratificante, mas também cansativo. De forma geral os arranjos já estavam definidos na pré-produção, mas ficamos abertos aos insights na hora da gravação e pós-gravação que fizeram muita diferença no resultado final.

As músicas são vivas e a gravação é uma foto de como elas eram naquele momento. A busca para que a música exprima toda a sua sinceridade, seja ela simples ou complexa, é um processo contínuo, que requer até um certo tipo de desapego para considerá-la pronta pra ir ao mundo.

 

E as gravações e criação das faixas, como foram?

Optamos por finalizar uma música de cada vez, vendo o álbum tomar forma aos poucos. Desse jeito, pudemos perceber como as músicas se comportavam individualmente, e no fim como se comportava como um disco inteiro, a concepção de uma viagem numa montanha russa de sensações da primeira à décima canção.

Algumas composições são mais antigas, já faziam parte do nosso repertório desde a formação da banda, mas com novos arranjos para o disco, outras são mais recentes e de gravação inédita.

  

 

Há algum conceito ideológico, musical, poético, etc, por trás do álbum?

Embora seja inegável o viés de contestação em várias músicas, tentamos fugir do conceito fechado de um disco denso de protesto, ou de explorar uma vertente musical específica. Pelo contrário, não houve um conceito fechado para a seleção das músicas, escolhemos as que melhor representam o nosso som nesse momento, enquanto algumas canções falam de se rebelar, de autocrítica, outras falam sobre coisas do cotidiano, embaladas num passeio entre o stoner rock, punk, folk, pós-punk e outros.

O disco abre falando sobre o tédio e finaliza numa música passível de diversas interpretações, mas que é apenas uma canção de amor, o amor que faz a vida ter algum sentido no meio de todo o caos.

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o álbum?

Em alguma parte da capa do álbum tem as iniciais da pessoa que inspirou todo o processo, desde a formação da banda, em vários aspectos, inclusive em algumas composições…

 

Fiquem à vontade para falarem o que quiserem.

 Olá, sou Cleber ST, baixista, vocalista e compositor dos Malabaristas de Semáforo, é um prazer estar aqui nesse bate-papo escrito, podendo falar um pouco sobre nosso novo álbum, de como foi o processo e o que esse disco significa pra gente.

Agradecemos à Revista Arte Brasileira pela conversa e convido todos a, após a leitura, ouvirem nosso álbum LADO B, que está disponível em várias plataformas digitais e também os aguardo em nossos próximos shows.

Forte abraço!

 

 

 

 

 

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