Já é um sucesso o nosso quadro ALÉM DA BR, focado em artistas não-brasileiros. Com o ALÉM DA BR, já divulgamos mais de três mil músicas de artistas de todas as partes do mundo. Agora, apresentamos um novo lado desta lista, no qual iremos focar somente em músicas do gênero rock e de seus subgêneros, sem limitações! Para isso, selecionaremos sempre cinco artistas, que irão contar com suas próprias palavras como foram estes processos de suas novas músicas. Vale dizer que o conteúdo produzido por eles tem exclusividade da Arte Brasileira, escrito sob encomenda. A sequência foi escolhida via sorteio, ou seja, não há “melhores e piores”.
Vamos nessa?
Ogrom Circus – “We Were Tonight” – (Alemanha)
– Qual é o melhor resumo desta música? Esta música faz o tempo avançar. Ela aborda a transitoriedade, memórias dolorosas e a profunda conexão entre as pessoas. Ao mesmo tempo, ela avança implacavelmente, impulsionando a letra.
– O que ela diz e o que te inspirou a compô-la? A letra e a música foram criadas separadamente. Inicialmente, a música era apenas uma sequência instrumental de acordes muito simples. A letra, por sua vez, fala sobre o tempo e como o tempo pode, às vezes, distorcer dolorosamente relacionamentos interpessoais profundos.
– Quais características artísticas a música apresenta? Como todas as nossas músicas, a música foi originalmente composta como uma canção folk solo e posteriormente arranjada para uma banda de cinco integrantes. Ela consiste principalmente em um ritmo impulsionador, várias progressões de acordes para o verso e o refrão e um riff de guitarra cativante na ponte. A formação inclui bateria, baixo, duas guitarras elétricas, um órgão, um sintetizador e vários vocalistas.
– E por fim: qual a conexão dessa música com o seu país, a Alemanha? A música foi composta, arranjada e gravada na Alemanha. Não há nenhuma outra conexão com a Alemanha em termos de conteúdo. No entanto, nossas músicas frequentemente abordam criticamente a política global e europeia e apoiam uma política de fronteiras cosmopolita nas fronteiras externas da Europa. Não gostamos de fronteiras e somos contra o isolamento e a rejeição.
– Há algo interessante que você gostaria de destacar? Esta música e todo o álbum foram gravados ao vivo em estúdio em um antigo gravador Tascam. A gravação em fita confere ao álbum um som quente e levemente cru que se encaixa na atmosfera das músicas.
Respostas Ogrom Circus
Penny Rebels – “Open Road” – (Reino Unido)
– Qual é a melhor sinopse dessa música? A música é um blues rock groovy que mistura guitarras crunch e órgão Hammond. É uma faixa para pular, dançar e tem uma sensação inspiradora. Ela celebra a liberdade, o movimento e a energia de romper com o comum. É uma música sobre perseguir possibilidades e abraçar o desconhecido, com um groove que te faz sentir como se você estivesse realmente dirigindo pela estrada.
–O que está na letra da música, qual é a sua mensagem? A letra se apoia na imagem de jornada pela vida, exploração e impulso — usando a metáfora de uma estrada aberta como forma de expressar independência e a empolgação com o que está por vir. A mensagem é de empoderamento e movimento para frente: não ficar preso, mas encarar a vida de frente com confiança e garra.
– Qual foi a fonte que inspirou esta composição? A música surgiu do amor da banda por aquela sensação libertadora, com as janelas abertas, de estar em uma jornada — tanto literalmente na estrada quanto metaforicamente na vida de uma banda que está começando do zero, criando novas músicas e levando-as a novos lugares. Ela é, em parte, inspirada por aquele desejo universal de se libertar das expectativas e ver o que há por aí.
– Quais características musicais, especialmente dentro do gênero rock, estão presentes nesta música? “ Open Road ” tem uma seção rítmica compacta com uma linha de baixo pulsante e um groove de bateria imponente, um riff de guitarra com pegada blues e pegada rock clássica, e vocais poderosos apoiados por ricas harmonias de apoio. A banda se apoia nas tradições do blues-rock com um toque moderno — ganchos que grudam, energia que cresce e uma pegada crua e ao vivo que se estende à gravação.
– Por fim, há algo interessante que você gostaria de destacar? Esta faixa realmente captura a essência do Penny Rebels : é divertida, enérgica e feita para ser tocada alto. Também se tornou uma espécie de hino da banda — o espírito da música reflete o momento atual da banda: pegando a estrada, conhecendo novos públicos e trazendo uma nova abordagem ao blues rock.
Respostas Penny Rebels
AntiVox – “Feeling Good (Nina Simone Cover)”
– Em geral, como o lançamento pode ser descrito? Gosto de covers que misturam gêneros em geral… Acho que são sonoramente interessantes e gosto de elementos surpreendentes na música. Outro aspecto para mim é que covers que misturam gêneros podem, às vezes, assumir um significado diferente do original, pois o tom é alterado e as mesmas palavras podem assumir um significado totalmente diferente em um contexto diferente.
– Como você vê a versão original e Nina Simone? Acho que é uma peça musical historicamente significativa e icônica que cristaliza muitos sentimentos associados ao movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, embora a letra da música seja anterior à versão de 1965 da Nina Simone . Acho que isso reforça o último ponto, que é que elas assumem um formato de apresentação diferente, dependendo de quem as apresenta e quando.
– Por que você decidiu gravá-lo? Não acho que seja muito exagerado, neste momento, dizer que os Estados Unidos estão em um ponto de inflexão muito acentuado e é difícil saber para onde vamos a partir daqui. A letra da música representa um abraço à liberdade e à liberdade pessoal, independentemente de forças externas que façam o possível para suprimi-la de diferentes maneiras, e acho que, neste momento, essa mensagem parece correta.
– O que sua versão tem de diferente, especial ou que tem suas características? Para mim, a versão original, a versão de Nina Simone, carrega essa energia pensativa e inexpressiva, e eu ouvi algo muito mais pesado quando a reimaginei, e me surpreendeu ver que ninguém tinha feito isso antes, até onde eu sabia.
– Por fim, o que este comunicado diz sobre o seu país? Difícil dizer que talvez nada. Na verdade, não sou ninguém.
Respostas AntiVox
Alex Sandra – “SO YOU CAN’T” – (EUA)
– Em geral, como essa música pode ser descrita? So You Can’t é uma faixa de heavy metalcore que mistura riffs agressivos, ritmos intensos e vocais intensos com momentos de liberação melódica. É uma mistura de nu-metalcore e heavy rock moderno.
– Em que momento surgiu essa composição, o que a inspirou? Esta música é baseada na minha história de vida. Costumo escrever sobre experiências pessoais, e “So You Can’t” surgiu de um dos momentos mais sombrios da minha vida. Nasceu da necessidade de retomar minha voz depois de ter sido silenciada, envergonhada e magoada. Escrevê-la não foi apenas um processo criativo, mas uma maneira de transformar dor em força e resgatar meu poder.
– O que está na letra da música, qual é a sua mensagem? A letra de “So You Can’t” transmite uma mensagem de resistência e sobrevivência. Ela fala sobre a recusa em permanecer em silêncio diante do abuso, da injustiça e da negligência.
– Quais aspectos musicais, quais elementos musicais, você trouxe para este lançamento? So You Can’t é a minha primeira música em que realmente me aproximei de elementos de heavy metal. Adicionei riffs fortes, gritos intensos e, pela primeira vez, breakdowns de metal. Isso foi algo novo para mim e deu à música a força bruta de que precisava.
Respostas Alex Sandra
Darlene Lesmana – “Nothing New‘ – (Indonésia)
– E quando surgiu essa composição, o que a inspirou? Eu escrevi e compus esta música no início deste ano. Ela foi inspirada pelo ciclo de guerra e conflito que coloca jovens, vulneráveis e desesperados na linha de fogo por lucro. Fui inspirado pelo livro “Im Westen Nichts Neues” e pelo atual genocídio dos moradores de Gaza.
– Qual é o tema da música, o que você retrata na letra? Eu queria usar a letra para retratar a futilidade da guerra e como a propaganda convence os jovens a pegar em armas contra pessoas comuns em nome do lucro, e como nada muda no ciclo das guerras.
– Em termos de rock e seus subgêneros, o que você traz para este lançamento? Eu queria trazer violões, nos quais escrevi a música, mas também influências de rock dos meus gêneros favoritos (bumbos duplos do metal, acordes de potência do rock) e elementos de piano e orquestra.
– O que essa música diz sobre seu país, a Indonésia? Meu país está atualmente passando por uma turbulência política e econômica, que trouxe ecos de conflitos anteriores e convenceu as pessoas a se voltarem umas contra as outras, o que resultou em violência generalizada no passado.
– Afinal, quem é a artista Darlene Lesmana? Sou um aspirante a músico que ainda tem muito a aprender, apaixonado por expressar minhas opiniões e emoções por meio da música. Faço música desde 2016 (embora me apresente desde muito jovem) e espero poder continuar aprimorando e me expressar de forma mais ousada.
Agradecemos o seu tempo e interesse. Entre em contato se tiver mais alguma dúvida.
Respostas Darlene Lesmana
OS COMENTÁRIOS PUBLICADOS NESTA EDIÇÃO DO ALÉM DA BR NÃO REPRESENTAM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO EDITORIAL DA REVISTA ARTE BRASILEIRO E DE SUA EQUIPE.

