3 de setembro de 2026

Em entrevista, Gabriel Sater comenta atuação no filme “Coração de Cowboy”

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Para quem ainda não sabe, o músico, instrumentista, compositor e ator, Gabriel Sater irá brilhar com papel principal no cinema com o longa “Coração de Cowboy”, do ilustre cineasta Gui Pereira, e com uma equipe de atores de dar inveja, entre eles, Chitãozinho & Xororó e Jackson Antunes. O filme conta uma história típica que acontece atualmente no mercado fonográfico, com Lucca (Gabriel Sater), que briga com seu empresário e resolve voltar a sua cidade natal em busca de novas inspirações para músicas mais autênticas.

Convidamos Gabriel Sater para falar um pouco de como será sua atuação no filme. Ele nos deu detalhes sobre sua visão em relação ao contexto em que o filme se enquadra. Para finalizar, Gabriel deu umas palavrinhas sobre novas inspirações. Veja:

 

A história de “Coração de Cowboy” retrata muito a realidade da música sertaneja nos dias de hoje. De alguma forma, você se identifica com o roteiro do filme? O que você pensa a respeito dele?

Sim, me identifico. Acho que todo artista deveria buscar o equilíbrio entre a sua verdade e qualidade musical com a sua maneira de vender e enquadrar seu trabalho no mercado. Todo artista quer ser tocado na rádio, fazer shows e poder viver da sua música, a questão é até onde você está disposto a ir e até onde haverá público pra ouvi-lo.

 

No roteiro do filme, Lucca voltará ao interior para buscar inspirações para voltar a compor. Você tem mais de 80 músicas compostas. Essa situação acontece com você? O campo te inspira?

A vida no campo traz uma paz de espírito muito importante pra mim, essa conexão com a natureza me ajuda e muito pra compor. Um bom exemplo foi quando eu morei em apartamento na cidade, eu conseguia produzir e compor, mas quando eu voltei a morar em uma casa na serra da Cantareira, minha produção musical e alegria de viver triplicou. A felicidade é um ingrediente poderoso nessa receita. Adoro passar o máximo de tempo possível compondo, arranjando e produzindo novos projetos.

 

Em “Coração de Cowboy”, você irá unir a atuação com a música. Como é trabalhar essas duas formas de arte num só filme? 

Elas se completam, uma ajuda a outra. Cada um dos personagens que fiz, tocava e cantava de uma maneira diferente. Esse é um dos desafios que motivam em cada projeto, achar o novo.

 

Por ser um filme com temática sertaneja. Você acredita que sua atuação irá soar mais natural e que você terá uma melhor atuação?

Sim, pode ajudar um pouco, mas existem muitos outros elementos envolvidos para se conseguir desenvolver um trabalho de atuação bem feito.

 

Para você, qual foi o maior desafio em interpretar o papel principal do filme? E como surgiu o convite?

O diretor e produtores do filme conheciam meus trabalhos, alguns tinham me visto em shows, outros na novela e no musical. Fizemos uma reunião e fiquei bem empolgado com o projeto do filme e de trabalhar com o diretor Gui Pereira e sua equipe. Na mesma noite após a reunião eu já comecei minha preparação, mesmo antes de fechar o contrato. O maior desafio foi manter o foco e concentração, de todo trabalho que foi feito na preparação, durante as filmagens.

 

Você atuou em “Meu Pedacinho de Chão”. O quanto isso pode te ajudar em “Coração de Cowboy”?

Tive muita sorte de iniciar minha carreira na dramaturgia com genial diretor Luiz Fernando Carvalho e sua equipe. Ele tem um capricho primoroso em todos projetos e trabalha muito pra isso. Para novela, foram meses de preparação intensa e diária, com elenco ensaiando, se ajudando e desenvolvendo cada personagem. Essa experiência mudou minha vida, ensinou muitas lições e novos caminhos pra serem usados em outros projetos. No musical “Nuvem de Lágrimas” (minha primeira experiência no teatro), continuei evoluindo muito como ator. Trabalhei com a sensacional diretora Tânia Nardini e o diretor Luciano Andrey, assim como um elenco muito talentoso. Foram 03 meses de ensaios, 06 dias por semana, e mais 03 meses em cartaz em São Paulo com 05 sessões por semana (a peça ainda viajou pro RJ, Belo Horizonte e Ribeirão Preto depois). Cada uma dessas experiências me deram ensinamentos e bagagem que levarei pra sempre comigo.

 

Sobre seu lado musical, tem alguma novidade para nos contar? Se tiver, pode nos dar algum detalhe?

Estou na fase final de elaboração do projeto do meu próximo CD, o repertório está definido e metade já está arranjado. Serão 11 canções e 02 temas instrumentais. Parcerias com Luiz Carlos Sá, Renato Teixeira, Paulo Simões, Daniel Rondon, Negão dos Santos e João Gaspar. Posso adiantar as participações especiais de Renato Teixeira, Sérgio Reis, Lucy Alves, Negão dos Santos, Mestrinho, Dino Rocha e Pedro Altério & Bruno Piazza. Em breve será lançado meu novo clipe da música “Quando For a Hora” com participação especial de Renato Teixeira. Essa música é inédita, e foi composta em parceria com o Renato Teixeira e o João Gaspar.

 

 

 

 

 

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