12 de outubro de 2026

[INDICAMOS] Filme “Joelma 23º andar”, de 1979

O pesquisador Eduardo Cesar Soares apresenta com exclusividade na Arte Brasileira uma série de indicações sobre filmes do cinema brasileiro dos anos 1960 e 70. “A possibilidade de analisar e indicar grandes produções cinematográficas me fez rever e conhecer ainda mais filmes desse período, que atualmente é quase nula em nossa TV é também na mídia em geral”, conta Eduardo.

O período foi recheado por mudanças e grandes acontecimentos. É por isso também que o colunista acredita que “Nesse momento, houve efervescência na cultura e história no Brasil. E não poderia ser diferente no cinema. Temos grandes obras em todos os gêneros do cinema”.

 

 

SINOPSE OFICIAL

Lucimar (Beth Goulart) é uma jovem mística que trabalha num dos escritórios do edifício Joelma, em São Paulo. No mesmo prédio trabalha seu irmão Alfredo (Carlos Marques). Os dois são filhos de Lucinda (Liana Duval), uma viúva que veio para a capital na tentativa de dias melhores.

Após um incêndio no prédio, Lucimar morre e sua mãe recorre ao médium Chico Xavier para entrar em contato com ela. O filme é baseado no livro “Somos seis”, de Chico Xavier.

 

https://www.youtube.com/watch?v=ZP1TRExzabk

 

A CRÍTICA

Durante a escolha de um novo filme para realizar uma critica, me voltei a minha videoteca e assisti novamente ao filme “Joelma 23º andar” dirigido por Crely Cunha, pois apesar de todas as diferenças diretas e indiretas, o acidente vivido na trama e também na realidade, foi um momento de grande tristeza para toda sociedade de São Paulo e do Brasil. Escolhi esse filme não por ser algo religioso ou espiritual, eu escolhi pois é possível visualizar que todo problema tem fim, e que por mais que a dor se faça presente, ela ilumina um novo recomeço.

(Cena do filme)

O filme retrata como nossa vida pode mudar de uma hora para outra, como irresponsabilidade de terceiros tem influência direta em nosso dia a dia. A mensagem do filme é maravilhosa, embora se trate de um filme teoricamente “espírita”, ele nos mostra que todos temos seus destinos cruzados, independente que quem somos, nossa profissão, nossa religião ou questões de gênero e raça. E de certa forma nos incentiva a cada dia ser uma pessoa melhor, apreendendo com os erros e com a sociedade.

Apreender, acho que essa é a palavra-chave para nossa sociedade global, amadurecimento é o que tem que ficar em relação a tudo que estamos vivendo.  Nenhum recomeço e possível sem aprendizado e reconhecimento de falhas, e a vida ainda que não virtuosa em todos seus momentos é para se viver. Não chove o tempo todo, há momentos de luz em sua volta.

 

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