18 de abril de 2026

Lupa na Canção #edição10

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas novas, quentes, diferentes. A seleção é eclética, serve para todos os gostos. É importante ressaltar: que as posições são aleatórias, não indicando que uma seja melhor que a outra; essa lista é atualizada diariamente, até o encerramento do mês.

Pixinguinha como nunca?

Em referência aos 50 anos da morte de Pixinguinha (1897-1973), a gravadora Deck preparou o lançamento da coletânea “Pixinguinha como Nunca”, com time de músicos interpretando 50 canções do multi-instrumentista. Os dois primeiros álbuns já estão disponíveis nas plataformas digitais, trata-se de “Pixinguinha Virtuose” e “Pixinguinha na Roda”, ambos com 12 faixas cada. Os outros 2 álbuns devem ser lançados ainda neste ano.

O projeto tem direção artística do cantor e ator Marcelo Vianna, neto e pesquisador da obra de Pixinguinha, e direção musical e arranjos de Henrique Cazes, intenso pesquisador da obra do artista.

O maestro é responsável por definir a forma musical do choro, e é considerado um dos compositores e músicos mais importantes e talentosos da história da música popular brasileira.

Três faixas disponíveis na playlist “Apenas Instrumental BR”

Vander Lee é homenageado em novo single de Jennifer Souza

Em 2016, o cantor e compositor Vander Lee, importante nome da música brasileira, deixou o plano terrestre. Agora, é alvo de homenagem vinda da cantora e compositora Jennifer Souza. Trata-se de “Sêr Estrela”, canção indie folk, ambientada na música mineira. O single autoral, disponível nas plataformas desde o dia 28 de novembro de 2022 via selo Balaclava Records, seria, inicialmente, lançado no álbum “Pacifica Pedra Branca”, de 2021.

A produção musical de “Sêr Estrela” é de Leonardo Marques e da própria artista. A ficha técnica ainda inclui outros nove nomes. Escute em todas as plataformas de streaming.

Disponível na playlist “MPB – O que há de novo?”

“Classical Complaint”, uma música instrumental de Marcello Space difícil de colocar numa caixinha [Mini entrevista]

– Fale sobre esta música, o que ela é de uma maneira geral. A “Classical Complaint” surgiu de um processo criativo bem específico. No momento em que pus as mãos no piano, o meu pensamento estava carregado com um padrão de comportamento observado na sociedade: quando uma pessoa comete uma injustiça e é incapaz de julgar corretamente, continuando a injustiça em forma de reclamação (o mais próximo de um entendimento seria aquela história de se defender dizendo que cometeu a injustiça pois o outro possui uma característica inaceitável para o injusto, “só fiz isso pois ele é assim…”). A Classical Complaint se desenvolveu como uma forma de deboche à injustiça e um sermão ao injusto reclamão.

– Esta música serve de medicina? fale sobre essa questão. (Essa pergunta está correta? haha) Tão profunda quanto a música… e acredito que sim. Como grande estudante de psicologia, acho que ela cria um efeito bem nítido ao envolver o ouvinte. Pro ouvinte se envolver ele precisa primeiramente estar aberto à viagem sensorial que a música provoca. Atento ao que ela tem a oferecer, a melodia bem marcada pode levar àquela sensação do sermão e talvez até o entendimento da primeira pergunta sem a necessidade de explicação. Por ser uma música com um sentimento íntimo e muito levada à introspecção, seu efeito energizante pode trazer um bem estar relacionado à sensação de defesa da justiça. Esses efeitos não vão atingir a todos pelo fato de cada um possuir seu próprio nível de abertura sensorial a qualquer tipo de música.

– Fale sobre o álbum. O álbum é de música eletrônica, mas a 01 “Classical Complaint” e a 07 “Phantasia” têm grande influência da música clássica. Se não se importar, acredito que o texto da assessoria resume bem:

Como o nome sugere, é a continuação do álbum “Coming in a Spaceship Part 1”, com muitos sons espaciais, atmosféricos e caricaturas de “naves espaciais”. A principal influência foi o sound design. Ajustando os sons corretos fui criando os arranjos instrumentais. O segundo maior foco é nos ritmos eletrônicos, com características de Acid, Desande (estilo eletrônico brasileiro) e Techno Industrial. Tanto a arte gráfica quanto duas músicas em particular (05 “Second Attempt Higher” e 06 “Coca Leaves”) foram inspiradas no Peru e em Macchu Picchu, na busca de representar a atmosfera daqueles lugares. Outras duas músicas parecem dissociadas, não possuem ritmo definido e poucos instrumentos, porém são bem dramáticas. São a 01 “Classical Complaint” e a 07 “Phantasia”. As músicas 02 “Organic Meeting” e 03 “Wake Up” talvez possam ser classificadas como Techno Industrial e a 04 não possui acordes nem melodia, apenas percussão.

Respostas de Marcello Space

Faixa disponível nas playlist “MBIA – Música Brasileira Indefinida e Alternativa” e “Apenas Instrumental BR”

O Brasil de Sid vira em rap em “Terra de Ninguém”

Como você vê o Brasil? MC Sid enxerga um país onde “bandido tem mais fama que artista e morre cedo quem não tem malícia”, como diz o refrão da sua nova música, “Terra de Ninguém”. Esta música, “Terra de Ninguém”, é de versos que exploram o cotidiano brasileiro, suas fraquezas e sua moral negativa. Neste lançamento, Sid compara a realidade brasileira com o que deveria ser o ideal, segundo ele.

O rap, que foi lançado com clipe, é o espaço em que Sid denuncia o óbvio, mas com uma poesia única e que marca o som deste MC brasiliense que vem se destacando nos últimos anos.

Disponível nas playlist “Novidades do Rap Nacional” e “Brasil Sem Fronteiras…”

San Donero é good vibes em seu EP de estreia, “Na Estrada”

O cantor e compositor San Donero embarcou numa viagem de kombi ao quatro cantos do Brasil. Junto, ele também desbrava sua vida musical, sua poesia, com canções inéditas. Assim, San lançou seu primeiro EP, o bem aventurado “Na Estrada”. O trabalho autoral tem cinco faixas, todas com mensagens good vibes, com o bom excesso de paz, serenidade e suavidade. Essa atmosfera ganhou uma gravação audiovisual, no clipe da faixa “Mundo Novo”, a que pode ser considerada a música de trabalho.

Por fim, o EP “Na Estrada”, que mescla o reggae com pitadas do pop e do rock, sintetiza a liberdade que explode no peito de San. Portanto, faço um convite: vamos viajar na boa com San Donero?

Faixas disponíveis nas playlists “Good Vibes – Lançamentos”, “Novidades do Reggae Nacional” e “Brasil Sem Fronteiras…”

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Lupa na Canção #edição19

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