29 de setembro de 2026

O fluxo do afeto: Andrea Ferrer lança “Fonte Viva” e celebra o amor em sua forma mais pura

Inspirada em uma poesia autoral, o novo single da artista baiana radicada no Rio une delicadeza melódica e produção de Roger Henri em um manifesto de entrega e leveza.

Existe um instante em que a palavra escrita cansa do papel e pede fôlego. Para Andrea Ferrer, esse momento atende pelo nome de “Fonte Viva”. O single, que chega às plataformas no dia 20 de fevereiro de 2026, percorreu um caminho pouco comum: nasceu anos atrás como uma poesia solitária, um desabafo sobre o amor que não cobra e não é moldado pelo tempo. Agora, essa essência ganha melodia, transformando-se em um manifesto de leveza em meio ao caos contemporâneo.

Natural de Salvador e radicada no Rio de Janeiro, Andrea traz em sua voz o equilíbrio entre o sol baiano e a sofisticação da canção carioca. Em parceria com sua irmã, Daniella Firpo, ela lapidou uma melodia que respeita o tempo da emoção. “Fonte Viva” não tem pressa; ela corre como água, guiada por um arranjo artesanal assinado pelo maestro Roger Henri. Piano, violão e um desenho delicado de cordas criam o cenário perfeito para que a letra, ao mesmo tempo selvagem e plena, ocupe o centro do palco.

A interpretação de Andrea é influenciada por uma trajetória plural. Como atriz, ela entende que cantar é, antes de tudo, um ato de presença. Essa sensibilidade aproxima seu trabalho da força poética de Maria Bethânia e do refinamento estético de Marisa Monte. No entanto, Andrea imprime uma assinatura muito particular, herdada de uma infância cercada por ópera, acordeon e os clássicos de João Gilberto e Caetano Veloso. 

“O que eu sinto é puro / Não é moldado pelo tempo”, diz um dos versos que sintetiza a obra. Para Andrea, este lançamento é mais do que um single: é a inauguração de uma fase de aprofundamento autoral. Após os álbuns Séculos, Andrea Ferrer, o EP Inteira e o single “Novos Dias”ela agora se permite uma entrega mais despida, onde a música funciona como um convite à contemplação. 

Essa construção de identidade sonora é um reflexo direto do ambiente em que a artista foi forjada. Filha de uma família onde a música nunca foi apenas um acessório, mas a linguagem principal da casa, Andrea carrega o lírico do pai e o rítmico da mãe em cada nota. “Fonte Viva” resgata essa memória afetiva, transformando a herança clássica e popular em uma MPB de câmara, que soa familiar aos ouvidos brasileiros, mas que traz o frescor de quem não tem medo de se reinventar através do sentir.

A canção também simboliza a ponte geográfica e emocional que a artista habita. Se por um lado a Bahia lhe deu o fundamento e a mística de nomes como Dorival Caymmi, o Rio de Janeiro lhe ofereceu a polidez e o cenário para espetáculos marcantes, como o projeto “Caetaneando”. Em “Fonte Viva”, essas duas margens se encontram. É uma música que entende o silêncio do estúdio e a vibração do palco, projetada para ecoar tanto em auditórios íntimos quanto na subjetividade de quem a escuta em um momento de pausa.

Olhando para o futuro, o single funciona como a primeira página de um novo diário de bordo. Enquanto prepara novos passos, Andrea Ferrer oferece ao público em “Fonte Viva” um respiro necessário. É uma canção feita para quem acredita que o amor, quando é fonte, nunca seca; ele apenas transborda.

Letra: 

FONTE VIVA 

O que eu sinto é puro 

Não é moldado pelo tempo 

Caminha selvagem e pleno 

Não encontra rumo 

O que eu sinto é vivo 

Não tem forma, é como vento 

É só sentimento que embala 

É poesia que deságua 

O que eu sinto acende à alma 

Molha e transborda no peito 

Nasce e renasce do nada 

Não espera retorno 

O que eu sinto sente vida 

Canta no peito 

É melodia viva 

É energia que exala  

Que exala! 

Ficha Técnica: 

Compositores: Andrea Ferrer e Daniella Firpo 

Intérprete: Andrea Ferrer 

Arranjo: Roger Henri 

Produção musical: Roger Henri e Andrea Ferrer 

Mixagem e masterização: Marco Antonio Santos 

Estúdio: Nó na Madeira Studio 

Colaboradores: Teclados e violão: Roger Henri, Programação de sons (baixo, percussão, bateria, cordas, cello, harpa): Roger Henri 

Fotos de divulgação e foto de capa: Gabriel Castillo

Siga Andrea Ferrer e fique de olho no próximo lançamento 

Instagram – Youtube – Spotify – Facebook  

Newsletter

“Os americanos acreditam que ainda se ouve muita bossa no Brasil atual”, diz o músico

8 de outubro de 1962. Aproximadamente 2.800 pessoas na plateia do Carnegie Hall, a casa de shows mais importante de.

LEIA MAIS

A invisibilidade da mulher com deficiência física (por Clarisse da Costa)

Eu amei o tema da redação da prova do ENEM de 2023: Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho.

LEIA MAIS

Tim Maia em 294 palavras

Ícone do pop nacional, Tim Maia nasceu no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, em 1942. Antes do sucesso,.

LEIA MAIS

Se eu gritar, ninguém vai me ouvir – lançando música em 2024

A Revista Arte Brasileira me convidou para compartilhar a experiência de lançar meu primeiro álbum, o independente “Falha Luz”, que.

LEIA MAIS

Editoras para publicar seu livro de ficção científica e fantasia

Para aqueles que amam a fantasia e a ficção científica, sejam leitores ou escritores, trago aqui três editoras brasileiras que.

LEIA MAIS

BINGO: O REI DAS MANHÃS – Tudo o que você precisa saber!

Lançado em 2017, é o primeiro longa do diretor Daniel Rezende (montador de “Cidade de Deus” (2002), “Tropa de Elite.

LEIA MAIS

Literatura: uma viagem literária (Clarisse da Costa)

Em se tratando de literatura posso dizer que ela é assim como a vida, uma caixinha de surpresas. A literatura.

LEIA MAIS

Quem é Priscilla Pugliese, protagonista da premiada websérie “A Melhor Amiga da Noiva”?

Créditos: Lukkas Marques Formado em Cinema pela Faculdade Nu Espaço, Priscilla Pugliese é atriz, empresária e produtora, funções que exerce.

LEIA MAIS

Gabriel Gabrera e sua aliança com o blues

O mineiro Gabriel Gabrera é de afinidade indiscutível com o blues, gênero musical que conheceu muito novo, e nele permanece.

LEIA MAIS

Resenha do filme “O Dia em que Dorival Encarou o Guarda”, de 1986 (por Tiago

Olá a todos! Feliz ano novo! Vida longa e prospera! Bom, a primeira obra do ano se chama “O Dia.

LEIA MAIS