1 de maio de 2026

SEXY canta a dissolução e o renascimento no EP autoral ‘Sexy’, uma fusão épica de rock progressivo e ancestralidade brasileira 

O trio, formado por Satiê, Cauê e Pedro, afirma sua identidade sonora em três faixas que exploram a morte como transformação e o retorno do corpo à matéria, com ecos de Almendra, Camel e Zé Ramalho

Diretamente de Suzano, São Paulo, a banda Sexy eleva o conceito de fusão musical ao lançar seu primeiro EP autointitulado, “Sexy”, no dia 17 de dezembro de 2025. Após o sucesso de seu single de estreia “Nagoya”, o trio, formado por Satiê , Cauê e Pedro,  entrega um trabalho que é tanto um mergulho na psicodelia setentista quanto uma homenagem profunda às raízes e aos ciclos orgânicos do Brasil.

O EP se constrói sobre um eixo central filosófico e poético: a relação do ser humano com a natureza em seus movimentos de dissolução, transformação e regeneração. O corpo deixa de ser apenas indivíduo para se tornar matéria, território e paisagem, explorando a ideia de que morte e renascimento coexistem em um ciclo interminável. As composições articulam natureza, espiritualidade e resistência, traduzindo em som e poesia a força do que insiste em florescer, mesmo em meio à ruína.

A sonoridade da SEXY é um ponto de encontro ousado entre a MPB experimental e o Rock Progressivo dos anos 1970. As referências vão da liberdade estética do Clube da Esquina e do lirismo de Marcos Valle e Beto Guedes, à escola argentina de bandas como Almendra e Pescado Rabioso (de Luis Alberto Spinetta). A banda também se conecta diretamente ao universo progressivo europeu, com ecos da banda inglesa Camel, perceptíveis nas estruturas longas e nas passagens instrumentais densas.

A banda foi formada em 2020 e, desde então, tem atravessado um contínuo processo de experimentação e amadurecimento no Estúdio Sala Secreta, em Suzano — residência artística e berço criativo do trio. Essa postura profissional levou a Sexy a se apresentar em contextos diversos, de festivais independentes a ações viabilizadas por leis de incentivo, consolidando-se como uma força pulsante na cena autoral. Além da música, o projeto incorpora influências do teatro, artes visuais e poesia surrealista, utilizando elementos da linguagem caipira e periférica para abordar temas como identidade e vivências.

Com o EP “Sexy”, a banda espera não apenas alcançar novos ouvintes, mas também contemplar a demanda do público por faixas que marcaram os primeiros momentos do grupo. O trabalho se divide entre a atmosfera épica de “Suíte Solar”, a acessibilidade “refrescante” de “Baião Ladeira” e a densidade contemplativa de “Cortejo”, oferecendo uma experiência sonora completa. A banda já planeja a gravação de seu primeiro álbum em 2026, com conceito e repertório definidos.

Escute “Sexy” nas plataformas de streaming: https://tratore.ffm.to/sexyep

Faixa a faixa na voz da banda:

⁠Suíte Solar

Faixa de abertura do EP, com sonoridade que transita entre o rock progressivo e referências brasileiras, incluindo o uso de viola caipira. Inspirada em bandas argentinas dos anos 70, como Almendra e Pescado Rabioso, a música apresenta uma atmosfera épica, explosiva e hipnotizante. A letra aborda a dissolução do eu no sol e no solo, tratando a morte como transformação e renascimento em outras formas de vida. Destaque para o vocal marcante, a bateria intensa e as linhas hipnóticas de baixo e guitarra.

Baião Ladeira

Com estrutura de baião e forte senso de movimento e balanço, é a faixa mais “refrescante” do EP, funcionando como um respiro dentro do conjunto. Suas referências passam por Marcos Valle (especialmente em Malena), Zé Ramalho e Alceu Valença. A letra traz elementos ritualísticos e ancestrais, criando uma sensação de transe e circularidade. Apesar de mais leve na superfície, revela momentos de peso e contraste que conduzem a um clima reflexivo e intrigante.

Cortejo

Faixa de encerramento, com ambientação mais densa, sombria e carregada. As guitarras alternam entre timbres fantasmagóricos e explosivos, enquanto a transição de vozes entre Cauê e Satiê cria um contraste surpreendente. A letra trabalha imagens de ruína, memória e resistência, evocando a ideia de semear mesmo em meio ao desgaste e às fissuras, fechando o EP com uma sensação intensa e contemplativa.

Ficha Técnica:

Título: Sexy (2025)

Artista / Banda: SEXY

Selo: Cumbuca

Gravação: Estúdio Sala Secreta (Suzano – SP)

Produção musical: Pedro Ponce Coulange

Mixagem: Pedro Ponce Coulange

Masterização: Joe Lirenti

Direção artística: SEXY

Capa: Conceição e SEXY

Fotografia: Cacuia Cauê

Faixa 01 – Suíte Solar

Composição: Satiê

Arranjo: Satiê

Voz – Satiê Alessandra e Cacuia Cauê

Teclas (Órgão, piano e sintetizador) – Satiê

Guitarra – Pedro Ponce Coulange

Viola Caipira – Satiê

Baixo – Satiê

Bateria – Satiê

Faixa 02 – Baião Ladeira

Composição: Satiê e Cacuia Cauê

Arranjo: Satiê

Voz – Satiê e Cacuia Cauê

Guitarra – Pedro Ponce Coulange

Viola Caipira – Satiê

Baixo – Satiê

Percussões (Triângulo, agogô, shaker “ovinho” e caxixi) – Satiê

Bateria – Satiê

Faixa 03 – Cortejo

Composição: Satiê

Arranjo: Satiê

Voz – Satiê e Cacuia Cauê

Teclas (Órgão e sintetizador) – Satiê

Guitarra “Solo” – Pedro Ponce Coulange

Guitarra “Base” – Satiê

Baixo – Satiê

Guizos – Satiê

Bateria – Satiê

Artwork do EP “Sexy”  — por Sexy e Conceição

Siga Sexy e fique de olho nos próximos lançamentos

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banda “Sexy”  — por Cacuia Cauê e Brenda Gajus

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