24 de agosto de 2026

Banda HEY! faz um som inusitado, trilhando os caminhos do rock nacional e autoral [ENTREVISTA]

Créditos: Matheus Pedroti

 

Um fato: está cada vez mais difícil fazer música autoral no Brasil, ainda mais quando os artistas caminham entre as vertentes do rock nacional. Pensando nisso, a banda Hey! passou a fazer suas próprias canções, indo do punk rock ao borogodó, do country/rockabilly. Assim, o Cacá toca bateira e guitarra ao mesmo tempo, enquanto Alyne investe nos vocais e no instrumento pouco usual, o kazoo. E ainda para fugir do convencional, o EP de estreia do Duo ainda conta com a participação do baixo de Gabriel.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com a Hey!

 

 

Vocês tomaram a decisão de fazer rock nacional autoral. Como isso aconteceu?

Alyne – Tanto eu quanto Cacá compomos desde crianças. Todos os projetos musicais em que estivemos envolvidos, embora a gente tocasse cover, sempre tinha músicas próprias. A gente até tentou se manter como banda cover, mas mesmo com a cena autoral enfraquecida, a vontade de criar é mais forte que a gente. (risos)

 

E o processo criativo de vocês, como foi?

Cacá – Nosso EP fala sobre empoderamento e liberdade. Por isso a gente reuniu várias composições que vimos fazendo ao longo dos últimos anos que tratam do tema. O fato de sermos um casal (eu e Alyne) ajuda muito, porque sempre que um tem uma ideia o outro está por perto pra ajudar a desenvolver – ou pra entreter as crianças enquanto a ideia é desenvolvida.

 

 

Dentro de quais vertentes do rock vocês caminham no EP? Falem mais sobre isso.

Cacá – Nós sempre procuramos não seguir uma única vertente. Apesar de sermos crias do punk rock, procuramos passear por caminhos pré e pós punk, como o Folk, o rockabilly, o blues, o pop… O CD é bem diverso nesse sentido.

 

Do que as faixas do EP falam?

Alyne – Como já foi dito, as músicas falam sobre empoderamento e liberdade, sob vários pontos de vista diferentes. Por exemplo, SUA PRIMEIRA fala sobre o amor entre duas mulheres. CHATOS é quase um desabafo, fala sobre a falta de interesse do público por trabalhos originais. DEGOSTO é uma crítica debochada aos fiscais da vida alheia. LOUCURA questiona o que é sanidade nesse mundo de incongruências. É por aí.

 

 

Como vocês dividem os instrumentos e vocais dentro do EP?

Alyne – vocal e kazoo

Gabriel – Baixo

Cacá – Guitarra e bateria (ao mesmo tempo)

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o álbum?

O disco foi gravado no estúdio I9, em Alegre-Es, pelo produtor Danyel Sueth e teve a participação de Chuck Hipólitho (Forgotten Boys, Vespas Mandarinas) como consultor de pós-produção.

A direção de arte ficou por conta de Juarez Tanure, mesmo designer responsável pelos trabalhos mais recentes de Pitty, Supercombo, Far From Alaska e etc.

Algo que SEMPRE desperta a curiosidade das pessoas é como o Cacá dá conta de tocar guitarra e bateria ao mesmo tempo. Isso faz com que a gente seja uma banda considerada diferente, até menor, mas jamais indiferente.

 

 

Fiquem à vontade para falarem o que quiserem. 

Nossa turnê de lançamento começa nesta sexta-feira dia 22 e passará por várias cidades de ES e MG. Na mesma data, lançaremos o clipe oficial de Desgosto em nossas redes sociais.

No sábado 23, tocamos em Vila Velha-ES ao lado de Supercombo, André Prando e vários outros artistas relevantes da cena capixaba.

 

 

 

 

 

 

Newsletter

Se eu gritar, ninguém vai me ouvir – lançando música em 2024

A Revista Arte Brasileira me convidou para compartilhar a experiência de lançar meu primeiro álbum, o independente “Falha Luz”, que.

LEIA MAIS

Música Machista Popular Brasileira?

A música, diz a lógica, é um retrato da realidade de um povo. É expressão de sentimentos de um compositor,.

LEIA MAIS

Pacífico Medeiros: ressignificando a fotografia

No fundo, a fotografia é subversiva, não quando aterroriza, perturba ou mesmo estigmatiza, mas quando é pensativa.                                                              Roland Barthes Pacífico.

LEIA MAIS

Filme nacional que arrecadou mais de R$ 19 milhões, “Lisbela e o Prisioneiro” foi lançado

No dia 22 de agosto de 2003, ia aos cinemas “Lisbela e o Prisioneiro”. Aposto que não sabiam, mas estavam.

LEIA MAIS

“A Grande Família” e o poder da comédia do cotidiano

A série “A Grande Família” é exemplo de um gênero do humor que funciona como um espelho capaz de revelar.

LEIA MAIS

Dione Caldas: transversais no tempo e no espaço

Olhos acesos sobre o mundoo que não dorme desconhecea sua própria efígie. Henriqueta Lisboa 1.Dione Caldas nasceu em Natal (15.05.1964)..

LEIA MAIS

“Os americanos acreditam que ainda se ouve muita bossa no Brasil atual”, diz o músico

8 de outubro de 1962. Aproximadamente 2.800 pessoas na plateia do Carnegie Hall, a casa de shows mais importante de.

LEIA MAIS

Gabriel O Pensador, sempre insatisfeito em “Matei o Presidente”

Reportagem escrita por Nathália Pandeló em outubro de 2018 e editada por Matheus Luzi   Há quem diga que o.

LEIA MAIS

“Quer casar comigo?” (Crônica integrante da coletânea “Poder S/A”, de Beto Ribeiro)

Todo dia era a mesma coisa. Marieta sempre esperava o engenheiro chegar. “Ele é formado!”, era o que ela sempre.

LEIA MAIS

Curso Completo de História da Arte

Se você está pesquisando por algum curso sobre história da arte, chegou no lugar certo! Aqui nós te apresentaremos o.

LEIA MAIS