3 de maio de 2026

[RESENHA] Sábado eu vou à praia ouvindo canções de apertamentos

 

Cícero Rosa Lins, mais conhecido por Cícero, é um cantor, compositor e produtor brasileiro. 7 de abril de 1986 (idade 33 anos), Rio de Janeiro(RJ). Dono de uma musicalidade maravilhosa e letras leves e às vezes melancólicas, isso transmite para mim uma interpretação bonita, variando, claro de pessoa para pessoa. No meu caso tenho paixão grandiosa pelo álbum “Sábado”, a interpretação de um amor tímido de um rapaz sobre uma garota, talvez. 

Tem pessoas que preferem muito “canções de apartamentos” ou novo álbum “Cícero e albatroz”, há tantas preferências sobre esse Homem que acabamos perdidos nesse mar de EP’s. Admiro a expressão disfarçada e tangível, com um ar de leveza e peso de um dia numa cidade.

Cícero, em entrevistas, já disse sobre a influência de cada cidade sobre cada álbum; o que me leva acreditar demasiadamente que ele passa todos os seus sentimentos em papéis através de dias e mais dias, é um processo de produção intenso. O álbum “Canções de apartamento” foi feito de forma independente, dentro de sua casa, todo inspirado na mpb e bossa nova, tendo referências a Tom Jobim e Braguinha. 

 

 

GENIAL!

Cícero não é só um compositor, cantor, músico, o cara é um gênio e quando se há afeto por um artista que começou independente, há verdades escritas, sabe? A gente se inspira em pessoas e Cícero se inspirou em Tom Jobim e eu me inspiro nele, entende? Só que não é opinião popular, é verídico. Quantas vezes ao Sábado, voltando do curso, parava no Farol da Barra, via o mar da praia e ficava ouvindo “Canções de Apartamentos”?  

A sua genialidade foi reconhecida pelo próprio Marcelo Camelo, que admirou a versão do Cícero sobre a música “Conversas de botas batidas”, a mesma música que é faixa 11 do álbum “Ventura” da banda Los Hermanos. Reconhecimento foi algo que não veio tão rápido para o Cícero, só que em 2016 já havia muitas, mas muitas pessoas que queriam vê-lo em shows, pedindo o novo álbum.

O novo álbum veio para mudar com tudo, em dezembro de 2017, ele lançou o ‘Cícero e albatroz’, dando talvez um ‘fim’ ao ciclo de instrumentos calmos? Nesse novo álbum vemos um rapaz mais maduro, mais velho, mais cabeça e com firmezas em suas ideias e colocando seus ideais em prática? Afinal, qual a cidade que ele estava quando decidiu escrever e ir até o fim? Esse álbum mostra também saudade, desespero, caos, cais, paz, cidade, movimento, recomeço, começo e despedida. 
 
“Sábado”, “A praia”, “canções de apartamento”, “Cícero” e “albatroz”. Todos os álbuns são feitos com sentimentos, sensações e sensibilidade, aborda assuntos diversos e escondidos de alguma forma, é só parar e sentir, entende? Você irá se identificar com alguma passagem, como eu me identifiquei com essas:
 

”Se você não estiver olhando, deixa eu só olhar você.”

”Fala para ele do disco de Tom Jobim, do apelido e de mim e chora.” 

”Mas se você quiser alguém pra amar ainda… Hoje não vai dar, não vou estar, te indico alguém.” 

Entre outras e outras e outras passagens bonitas que cada música dele nos oferecem. Cícero não é apenas um jovem talentoso, é amado. Sua simplicidade nos traz identidade, nos traz afeto e paz!

Lembrando que ouço Cícero desde 2015, viciado até hoje nos álbuns, cada vez que me aprofundo percebo que fico à mercê de algo, algo intenso demais para ser explicado. Toda a matéria produzida foi feita de opinião própria, e se você for fã do cantor e não concorda, por favor, pode comentar e interagir. 

 


ENTREVISTA DE LUAN FH – 20 anos, escritor e colunista, gosta do indie brasileiro e coisas antigas

 

 

 

 

 

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