13 de maio de 2026

De forma melancólica, Almir Chiaratti lança BLOCO TRISTE [ENTREVISTA]

 

O carnaval passou há pouco tempo, e um dos rastros deixado por ele é a música BLOCO TRISTE, composição de Almir Chiaratti, que apesar de ter um um ritmo triste no início, se mostra uma verdadeira mudança conforme os segundos passam, o que também se dialoga com a letra que busca a superação do mal estar. Muito além disso, BLOCO TRISTE também mostra que não é necessário somente colocar o bloco na rua, mas sim fazer gingar.

— Eu acho que o famoso verso do Sérgio Sampaio: “eu quero é botar por meu bloco na rua” foi um ponto de partida inconsciente pra essa canção. Ela fala sobre essa fé que a gente tem no progresso. De que o futuro tende a ser melhor que o presente. Mas ao mesmo tempo ela afirma uma necessidade de mudanças de hábitos, o que nem sempre é um movimento fácil —, explica Almir Chiaratti.

 

 

Você se inspirou em EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA do Sérgio Sampaio para compor BLOCO TRISTE.

Na verdade foi uma livre associação mesmo, uma brincadeira com o ato de botar o bloco na rua como um simbolismo de expor algum sentimento.

Ainda assim, como chegou a temática da música? Fale mais sobre a letra dela.

A canção é sobre essa sensação de estar todo mundo mal e de que a coisa anda estagnada ou se desenvolve lentamente no país, sabe? E ao mesmo tempo um movimento no sentido de encontrar potência nas nossas vulnerabilidades, no ato de abraçar, nossa fragilidade sem essa de romantizar as “badvibes” sabe?  

O que você quer dizer com potencializar a celebração do “bem estar”?

Eu acho que a gente tem que assumir nossa imperfeição, abraçar nosso processo, reconhecer que nossa autenticidade está exatamente nos nossos pontos fracos e em como a gente lida com eles. Aquela história de ser o que podemos com o que fizeram de nós. Aceitar o jogo que a gente tá inserido, sentir as dores da realidade e a partir daí propor novas configurações. O que proponho na canção é enxergarmos nossos problemas de frente e a partir daí propor soluções reais sem distrações e desvios.

Parece ter sido bem interessante os processos de criação/produção/gravação da faixa…

Eu tive a honra de ter ao meu lado na produção dessa faixa com o Federico Puppi que é uma das pessoas que mais admiro na cena atual. Além disso, minha banda com Eric, Mateus, Antônio e Edu gravaram nessa faixa que ainda contou com as percussões do Marco Lobo que é uma referência gigante pra mim! Eu decidi fazê-la assim pois senti que a canção estava pronta pra ser gravada em um ensaio com a banda e o Puppi e o Marco surgiram no meio do processo para levar a canção para um outro nível. Aí se somaram os arranjos que o Eduardo Rezende fez para os metais que foram gravados por ele, pelo Mateus, pela Ciça Salles e pelo Thiago Garcia.

Melodicamente falando, chama muito a atenção as mudanças rítmicas que acontecem durante a música…

Eu criei a canção no violão e voz mas tinha claro que eu queria que um bloco passasse pelo meio da música na segunda repetição dela. Então com esse conceito fomos criando a produção da canção como se fosse um início dramático com uma virada percussiva mais impactante. Eu fiquei muito feliz com o resultado. 

 

 

Maringa Borgert guia passeio pela história, cultura e artes do Mato Grosso do Sul

O Mato Grosso do Sul é um estado independente e unidade da Federação desde o final dos anos 1970 quando.

LEIA MAIS

Curso Completo de História da Arte

Se você está pesquisando por algum curso sobre história da arte, chegou no lugar certo! Aqui nós te apresentaremos o.

LEIA MAIS

Clarice Lispector – Como seria nos dias atuais?

(Crônica de Brendow H. Godoi) Quem seria Clarice Lispector se nascida na década de noventa? Talvez, a pergunta mais adequada.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: A história do samba por meio dos seus subgêneros (com Luís Filipe de

Em 2022, o violonista, arranjador, produtor, pesquisador e escritor Luís Filipe de Lima lançou o livro “Para Ouvir o Samba:.

LEIA MAIS

Comentários sobre “Saneamento Básico, O Filme”

Dialogo do filme: Figurante #1 -Olha quem vem lá!! Figurante #2 – Quem? Figurante #1 – É A Silene! Figurante.

LEIA MAIS

Existe livro bom e livro ruim?

Muitos já me perguntaram se existe livro bom e ruim, eu costumo responder que depende. Se você leu um livro.

LEIA MAIS

CONTO: Aqueles Cães Que Latiam e Os Visitantes Que Não Batiam (Gil Silva Freires)

Desde que se mudara, Leonardo não conseguia dormir direito. E sua insônia não era causada por problemas financeiros ou sentimentais..

LEIA MAIS

A literatura feminina e os seus desafios

LITERATURA FEMININA: Eu fiquei sem escrever algo concreto por dois meses. Um bloqueio talvez ocasionado pelo meu anseio por coisas.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: A arte como resistência política e social (com Gilmar Ribeiro)

Se a arte é censurada e incomoda poderosos do capital, juízes, políticos de todas as naturezas, chefões do crime organizado,.

LEIA MAIS

Medicina amazônica é a oração de SHAMURI, artista folk do Reino Unido

EXCLUSIVO: Artigo escrito por Shamuri em julho de 2025 sob encomenda para a ARTE BRASILEIRA

LEIA MAIS