4 de outubro de 2026

Em entrevista, vocalista da CPM22 diz que “Suor e Sacrifício” é o álbum que mais reflete a essência da banda

(Foto: Divulgação)

 

Disco lançado em maio pela CPM22, rendeu muito. Não é atoa, que meses depois, “Suor e Sacrifício” ainda é tema dessa entrevista que realizamos com a banda.

Lançado em formato digital (com 16 faixas) e no formato físico (14 faixas), o disco traz um amadurecimento da banda, e também é o primeiro com a nova formação.

“Suor e Sacrifício” é o sétimo álbum de estúdio da CPM22 e tem a produção de Fernando Sanches e do inglês Paul Ralphs.

Abaixo, você confere a entrevista na íntegra. 

 

Clique aqui para ouvir o álbum no Spotify

 

Quais são as mudanças e evoluções na banda que o álbum “Suor e sacrifício” demonstra?

Sempre que passa por uma formação nova, já soa diferente. A volta do Fernando, mesmo já tendo passado pela banda, é sempre uma nova, é como se fosse um membro novo. Outros também entraram para a banda, e cada um com suas próprias características. Então, muita coisa acaba soando diferente, não tem outro jeito.

A essência da banda continua a mesma, como sempre foi. Agente sempre busca manter a identidade, as nossas características e influências. Além de tudo, tem a evolução da banda, nas estradas, e o pessoal acaba ouvindo discos novos, de bandas que você gosta e até bandas que não conhece, e acaba curtindo aquele som. E isso tudo acaba influenciando na nossa mudança. Então, com certeza, toda essa junção de coisas faz com que o disco tenha uma cara própria.

 

Quais são os assuntos que vocês debatem nos versos das canções?

Só coisas que a gente vive. Coisas do dia a dia da vida, de um modo geral.

 

E quais seriam as mensagens que vocês pretendem passar?

Cara, a gente não pensa nisso. A gente escreve sobre coisas que a gente vive, as coisas que a gente está sentindo, algo que te incomoda ou algo positivo. Tudo que acontece em nossas vidas, nós acabamos transformando em arte. São coisas que acontecem na vida de cada um, então por isso há toda essa identificação do público.

 

O álbum como um todo, tem um conceito definido?

Tem o conceito do disco. Como falei, o que a gente viveu para escrever o “Cidade Cinza”, foi uma coisa, o que a gente viveu para escrever “Suor e Sacríficio” foi outra. Todos os discos têm suas características próprias, mas a mensagem que está nesse novo disco reflete o atual momento da banda, com essa nova formação, com as coisas que a gente viveu. E claro, tem toda uma estética conversada entre nós, sobre como o disco poderia soar, com grandes refrãos, com bastante solos. Então, com certeza esse disco tem suas características e personalidade própria.

 

 “Suor e sacrifício” é um disco que mantém a essência da CPM22, para vocês?

Não só que mantém, mas também a que mais reflete a nossa essência mesmo, e define exatamente o que a gente ouve, o que a gente quer ser, o jeito que a gente quer soar. “Felicidade Instantânea” teve músicas mais credenciadas. Então, era outro momento que a gente estava vivendo. Isso acaba influenciado. Por mais que esse disco e os outros possam parecer diferentes, dá para ver que é a mesma banda, o mesmo feeling, a mesma energia que a banda passa.

 

Como foram para vocês, os processos de produção, criação e gravação do trabalho?

Foi super legal, porque a gente estava com o produtor Paul Ralphs, que é um ótimo produtor e que já havia trabalhado com a gente. Ele é inglês, ele vem da Inglaterra. Ele tem essa ligação muito forte com o Punk Inglês, então isso foi importante para esse disco, soar dessa forma também. O disco acabou saindo com essa cara mais “refrão”. E a gente tinha o produtor Fernando também. Então foi uma produção bem legal. Agente fez as 25 músicas, todas muito legais. Este ano foi de muita produção, pré-produção, criação e gravação. A gente ficou muito feliz com o resultado.

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o álbum?

Interessante e emocionante. A música que fiz com meu pai, “Honrar Teu Nome”, que é um dos símbolos do disco. Muitas pessoas se identificaram com essa questão da perda de alguém importante, que está nessa música. Tem muitas histórias interessantes e verdadeiras. Tudo que a gente escreve ali é a nossa verdade, então, cada música tem a sua história própria, e elas juntas, acabam compondo um belo álbum.

 

 

 

 

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