20 de outubro de 2026

Neptunea, projeto solo de Rafael Bulleto, estreia com clipe gravado na Antártica

Neptunea aum

(Cena do clipe)

 

Uma jornada solitária no deserto da Antártica é o cenário escolhido para “AUM”, clipe que lança Neptunea, projeto solo de Rafael Bulleto, guitarrista que já tocou em bandas como Antiprisma, BIKE, Sara Não Tem Nome, Leza e Fluhe.

Ao contrário do que se poderia imaginar de um músico de São Paulo, “AUM” é calmaria e surge como um conjunto de notas transcendentais, pontes para um momento de paz. O vídeo foi dirigido por Matias Borgström, da Salga Filmes.

A imensidão do espaço e do tempo, e a relação entre a luz e a sombra revelam “AUM”, o mantra inesgotável. A partir dessa premissa nasceram as imagens para compor com a música.

“Ao ouvir pela primeira vez uma incipiente versão da música, a imagem que se formou foi a de uma jornada infinita no deserto. Apesar das diferentes fases da canção, o andar sempre estava presente. Foi então que recebi o convite da minha irmã Samanta para velejar até a Antártica. A bordo conheci o francês Jérémy, que topou vestir uma túnica bereber – vestimenta tradicional do Marrocos – e encarnar o personagem que peregrina eternamente, enquanto as diversas paisagens imprimiam as sensações que buscava.”, conta Matias.

 

A INSPIRAÇÃO

neptunea aum

(Cena do clipe)

A impressão de Matias [diretor do clipe] ao ouvir o som, não foi a toa. Rafael Bulleto, responsável pela letra e música, vivia uma rotina repetitiva quando “AUM” apareceu. Trabalho, estudo e cinco bandas simultaneamente: Foi nesta correria que surgiu um riff de guitarra que perseguiu o músico. O artista explica a inspiração:

“Em pouco tempo, esse riff virou uma canção que fazia todo o sentido para o momento que eu vivia. Tinha muito da minha essência ali, também tinha influências de coisas mais mântricas e atmosféricas, que eu gosto de ouvir para ler ou quando busco me livrar da ansiedade”, relembra.

“AUM” inspira-se na frequência essencial do Universo. Na metáfora, este foi o papel da música na origem do universo de Rafael, criando novos ambiente. Este conceito é representado pelo sintetizador, que soa do início ao fim da faixa; A introdução da canção é a descoberta de um mundo novo e confuso, enquanto a base é repetida de forma anestésica. 

 

BOM SABER

Neptunea aum

(Retrato de Rafael Bulleto (Neptunea) – Crédito: Lucci Antunes)

As vozes na canção dizem “I squeeze them and drink them”, em alusão ao ato de tomar limão espremido pelas manhãs, como forma de purificação do corpo e da mente. Já o solo de guitarra, último elemento das camadas, é a percepção do caos após a purificação dos sentidos e da mente.

“Na minha vida pessoal, esse som foi a semente que deu origem ao meu próprio universo. Notei que precisava de mais espaço e tempo para mim. Todo esse processo de imersão e auto-conhecimento, me ajudou a tirar do papel antigos projetos e a me conectar com novas pessoas, que estavam trabalhando ou vivendo, de alguma forma, o mesmo que eu.”, revela Rafael Bulleto.

 

 

 

 

 

Mário Quintana e sua complexa simplicidade em Caderno H

  CADERNO H: A COMPLEXA SIMPLICIDADE DE MARIO QUINTANA   Mario Quintana (1906-1994) foi um poeta gaúcho de constância poética.

LEIA MAIS

César Revorêdo: história íntima da solitude

O fimlimite íntimonada é além de si mesmoponto último. Orides Fontela 1. Prelúdio Essa nova série do artista visual Cesar.

LEIA MAIS

Rock Popular Brasileiro, Edson Souza?

Baião com rock foi uma investida polêmica de Raul Seixas, entre outras misturas. Apesar disso, o cantor e compositor baiano.

LEIA MAIS

Maria do Santíssimo e o seu caleidoscópio das coisas modestas

O  tempo farejou a fábulacontaminou-a. Projetou-atalhada à sua própria imagem.                 Henriqueta Lisboa 1. Maria Antônia do Santíssimo (São Vicente, 1890-1986).

LEIA MAIS

A luta da mulher e a importância de obras que contribui nessa jornada

Não tem uma receita básica, não nascemos prontas. Aprendemos com a vida. Diariamente temos que lutar para se afirmar. Porque.

LEIA MAIS

CONTO: Os Bicos de Gás e o Cigarro King Size (Gil Silva Freires)

Maldita família. Malditos papai-mamãe-titia, como diziam os Titãs. Kleber era fã incondicional dos Titãs e a proibição paterna de assistir.

LEIA MAIS

Bárbara Silva: mais um caminho para compreender a Nova MPB

Recentemente, nós publicamos sobre “o que é, afinal, a Nova MPB?”. A matéria que pode ser acessada aqui nos traz.

LEIA MAIS

O Som do Passado: Como os Equipamentos Vintage Estão Reconectando Gerações

Mais pessoas, a cada dia, vão além de um breve lazer em ambientes que fazem da viagem no tempo sua.

LEIA MAIS

Literatura: uma viagem literária (Clarisse da Costa)

Em se tratando de literatura posso dizer que ela é assim como a vida, uma caixinha de surpresas. A literatura.

LEIA MAIS

Existe livro bom e livro ruim?

Muitos já me perguntaram se existe livro bom e ruim, eu costumo responder que depende. Se você leu um livro.

LEIA MAIS