10 de junho de 2026

[ENTREVISTA] Enquanto artista plástica, Paula Klien pesquisa o campo da espiritualidade

 

Nascida no Rio de Janeiro em 1968, Paula Klien pesquisa o invisível trabalhando os acidentes no campo da espiritualidade, transcendência, silêncio e entrega. Sua prévia experiência com equipamentos fotográficos ao longo de dez anos, foi um contraponto libertador para a jornada intuitiva.

Enquanto fotógrafa, a artista participou de laboratório e de preparo profissional para intempéries da natureza com Steve McCurry. Foi agenciada pela ABÁmgt, realizando campanhas e editoriais de moda. Publicou dois livros de retratos, intitulados PESSOAS ME INTERESSAM e IT’S RAINING MEN. Fez parte de outros, a convite. Esteve presente em Centros Culturais mostrando o trabalho em coletivas e algumas individuais como EDIBLE e GATOS&SAPATOS. Participou de duas Bienais na Itália. Membro da Abrafoto e representada no exterior pela Production Paradise, clicou um grande número de modelos e personalidades no Brasil e no exterior. É dela o último retrato de Oscar Niemeyer, em seu quarto, aos 104 anos, dias antes de falecer.

Desenho e pintura foram as primeiras manifestações de Paula Klien, que também trabalhou com danca, música e estudou Direito. Durante sua trajetória, fez cursos livres no Parque Lage, estudou história da arte com o professor Marcos Campos e em 2016 fez residência na escola de artes visuais KUNSTGUT de Berlim.

Em 2017 mostrou o trabalho seis vezes no exterior. Berlim, foram três vezes: uma individual e uma coletiva na aquabitArt gallery, galeria que a representa na cidade e uma participação na Positions Berlin Art Fair junto a galeria. Nova Iorque a convite da Clio Art Fair. Buenos Aires, com a galeria Emmathomas na arteBA e Londres numa concorrida apresentação solo na Saatchi Gallery. Em Novembro de 2017 participou com a galeria Aura da FEIRA PARTE em São Paulo.

Em 2018, de volta a galeria Emmathomas, participou da mostra Desver a Arte que marcou a abertura do novo espaço da galeria em São Paulo e participou da Paper Positions Berlin.

 

Abaixo, você confere na íntegra uma entrevista que fizemos com Paula.

 

 

De uma maneira geral, o que você pesquisa enquanto artista?

Pesquiso o invisível, o que está nas coisas em que acredito mesmo que não as tenha visto. 

 

Como você aplica isso à sua arte?  

Durante o processo da minha pintura trabalho os acidentes no campo da espiritualidade, transcendência, silêncio e entrega. Eu digo que “lavo água preta preta”. Criei um processo de repetição em que faço marcas com o nanquim e repetidamente lavo essas marcas, buscando pelas cicatrizes que não conseguem ser apagadas. 

 

O que te inspira?

A transitoriedade, a beleza do tempo e das coisas imperfeitas. 

 

Gostaria que você comentasse sua relação com a fotografia.

Nunca me enxerguei como fotógrafa. Usei a fotografia como veículo para alguns de meus trabalhos e projetos. De certa forma, os dez anos de carreira usufruindo da lógica dos equipamentos fotográficos, me serviram como contraponto libertador para essa jornada absolutamente intuitiva.

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva seu trabalho?

Apesar das minhas crenças e fortes intuições, sou muito intensa e ansiosa. Esse trabalho está me ajudando a respeitar o tempo das coisas.

 

Fique à vontade para falar o que quiser.

Descobri minha relação com a arte ainda na infância quando de forma inocente eu já trabalhava com múltiplas linguagens, sendo que o desenho e a pintura foram as primeiras manifestações. 

 

 

 

 

 

 

 

CONTO: A Falta de Sorte no Pacto de Morte (Gil Silva Freires)

Romeu amava Julieta. Não se trata da obra imortal de Willian Shakespeare, mas de uma história de amor suburbana, acontecida.

LEIA MAIS

A serenata que mudou tudo: amor, surpresas e bingo

Hoje vamos contar a história de Vânia, uma professora de música que queria homenagear seu namorado e contar uma grande.

LEIA MAIS

Geração com cérebro desperdiçado (Clarisse da Costa)

Se buscamos conhecimento, somos viajantes nesse vasto mundo. Mas quando deixamos o saber de lado o que somos? Em pleno.

LEIA MAIS

Diante do novo, “O que Pe Lu faz?”

Sucesso teen da década passada com a Restart e referência no eletrônico nacional com o duo Selva, Pe Lu agora.

LEIA MAIS

A resistência do povo negro nas mãos do escritor Samuel da Costa

A nossa literatura brasileira vem de uma hierarquia branca, desde escritores renomados a diplomatas e nesse meio poucos escritores negros.

LEIA MAIS

Autor publica livro de fantasia sobre a 3ª Guerra Mundial na América do Sul

O autor brasileiro Pedro Reis, publicou ano passado, um livro de fantasia e ficção científica, onde a ideia de uma.

LEIA MAIS

MÚSICA CAIPIRA: Os caipiras de 1962 ameaçados pela cultura dos estrangeiros

Em 1962, Tião Carreiro e Carreirinho, dois estranhos se comparados ao mundo da música nacional e internacional, lançavam o LP.

LEIA MAIS

Bethânia só sabe amar direito e Almério também (Crítica de Fernanda Lucena sobre o single

O mundo acaba de ser presenteado com uma obra que, sem dúvidas, nasceu para ser eterna na história da música.

LEIA MAIS

“O único assassinato de Cazuza” (Conto de Lima Barreto)

HILDEGARDO BRANDÂO, conhecido familiarmente por Cazuza, tinha chegado aos seus cinqüenta anos e poucos, desesperançado; mas não desesperado. Depois de.

LEIA MAIS

Espiritualidade de pai para filho, a mensagem da nova música do israelense Ari Fraser

ARI FRASER, músico israelense, cria uma canção de ninar comovente e profundamente espiritual nesta canção. A letra se desdobra como.

LEIA MAIS