19 de agosto de 2026

Em entrevista, Bruno Fontes fala de financiamento coletivo de seu livro, entre outros assuntos

19212777_1356882804388994_921956700_o

 

Bruno Fontes, poeta já conhecido nas redes sociais, apostou há poucos dias no site catarse, um portal de financiamento coletivo. A meta de Bruno é chegar a 35 mil reais, tendo alcançado até hoje pouco menos da metade desse valor.

Nessa entrevista (que você poderá ver a seguir), Bruno Fontes falou sobre sua linguagem poética, sobre a carreira de escritor e músico, e também sobre o livro que está sendo financiado na internet.

 

DOIS_LIVROS

 

Em sua página no facebook, vemos muitas poesias relacionadas a relacionamentos. Por que optou por essa temática?

Foi natural, eu era jovem e os nossos primeiros grandes problemas são com o amor, mesmo que a gente descubra depois que eram bobagens, naquela hora, a gente sente que o fim do mundo. Então, era sobre isso que eu escrevia, sobre as minhas primeiras paixões e, claro, as primeiras decepções. Como o amor continuo me perseguindo, continuei escrevendo sobre ele.

 

Você fez parte da banda Soulstripper como vocalista e compositor. Por que ela acabou? E o que essa experiência acrescentou na sua poesia?

A banda acabou próxima de completar dez anos quando eu já não sentia a mesma vontade do começo. Era uma banda muito jovem e que não podia amadurecer, acompanhar o meu crescimento, por isso preferi que ela mantivesse aquela carinha adolescente. Com o fim dela eu tive mais tempo para me dedicar as crônicas, que era naquele momento, o que me animava.

 

Você diz escrever cartas. Como funciona isso e como surgiu essa ideia?

Durante muitos anos eu escrevi apenas para uma pessoa, como nós não tínhamos contato, eu escrevia apenas para esvaziar aquilo que eu queria dizer, sempre para ela. Foram milhares de cartas não enviadas, que eu fui postando no meu blog, torcendo para que ela passar e ler, mesmo que sem querer.

 

 

O nome do livro é bem sugestivo. Gostaria que você falasse alguma história ou curiosidade interessante sobre o livro.

O título do livro, “O Que eu faço Com a Saudade?”, é exatamente sobre todas as bobagens e momentos divertidos que vivemos para tentar esquecer alguém. O legal dele é que tem textos que escrevi com 20 anos de idade e outros atuais, escritos dez anos depois. Com isso eu percebi que a gente muda muito pouco quando o assunto é o amor. Essa é a poesia que inspirou o título:

O que eu faço com a saudade?
Tem dia que faço besteira.
Tem dia que faço caipirinha.
Depende muito.
Hoje, fiz brigadeiro.

 

Em poucos dias de campanha, você já alcançou mais de 14 mil reais em arrecadação no catarse, que é um site de financiamento coletivo. Gostaria de saber que tipo de ação de marketing você fez para alcançar esse resultado? Como a campanha foi divulgada?

A campanha foi divulgada apenas nas redes sociais, nas minhas e de queridos amigos, que estão me dando muita força para conseguir lançar o livro. Estou tentando divulgar sem ser chato rs, aos poucos, quero que a ajuda venha por quem realmente acredita no meu trabalho e, principalmente, quer o livro tanto quanto eu.

 

Você tem uma noção de quantas páginas o livro terá? Qual editora irá publicar? E quando o livro será lançado caso consiga alcançar a meta no financiamento?

O livro terá aproximadamente 220 páginas e vai ser lançado de forma independente, enviados um a um pelas minhas mãos, acho que isso deixa tudo mais verdadeiro. A campanha acaba no dia 17 de julho e espero estar enviando para todos 5 dias depois.

 

Para ajudar Bruno Fontes a realizar o sonho tão aguardado, você pode apoiá-lo clicando aqui.

 

 

 

Newsletter

Dos livros às telas de cinema

Não é de hoje que muitas histórias de livros despertam desejos cinematográficos, algumas dessas histórias ao pararem nos cinemas até.

LEIA MAIS

“Os americanos acreditam que ainda se ouve muita bossa no Brasil atual”, diz o músico

8 de outubro de 1962. Aproximadamente 2.800 pessoas na plateia do Carnegie Hall, a casa de shows mais importante de.

LEIA MAIS

Curador Mario Gioia reflete a importância do artista visual Octávio Araújo

(Crédito: Olney Krüse) Os casos ainda muito vivos de racismo – como por exemplo, o que envolveu o norte americano.

LEIA MAIS

Gabriel Acaju: “ABAIXO O ESTADO CENTRAL DE SAGACIDADINHEIRO!”

Para compreender o segundo álbum de Gabriel Acaju é necessário um mergulho na história criada pelo artista, história essa que.

LEIA MAIS

Por que Sid teima em não menosprezar o seu título de MC?

Sobre seu primeiro single de 2022, ele disse que “quis trazer outra veia musical, explorar outros lados, brincar com outros.

LEIA MAIS

Maria do Santíssimo e o seu caleidoscópio das coisas modestas

O  tempo farejou a fábulacontaminou-a. Projetou-atalhada à sua própria imagem.                 Henriqueta Lisboa 1. Maria Antônia do Santíssimo (São Vicente, 1890-1986).

LEIA MAIS

O lado cineasta de Oswaldo Montenegro

  O lado musical e poético de Oswaldo Montenegro é reconhecido Brasil afora, mas o lado cineasta do artista é.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: Cambismo, um crime quase submerso (com Ednilton Farias Meira)

Três afirmações estão próximas de você: (1) talvez você já praticou o Cambismo e muito provavelmente já viu alguém praticar.

LEIA MAIS

Autor publica livro de fantasia sobre a 3ª Guerra Mundial na América do Sul

O autor brasileiro Pedro Reis, publicou ano passado, um livro de fantasia e ficção científica, onde a ideia de uma.

LEIA MAIS

Rogério Skylab: o feio e o bonito na MPB

Criador do estilo “punk-barroco” (o punk que se expressa através de contrastes), o compositor Rogério Skylab (1956 -) é um.

LEIA MAIS