11 de setembro de 2026

Playlist “Além da BR” #100 – Sons do mundo que chegam até nós

além da br

Somos uma revista de arte nacional, sim! No entanto, em respeito à inúmeras e valiosas sugestões que recebemos de artistas de diversas partes do mundo, criamos uma playlist chamada “Além da BR”.

Como uma forma de estende-la, nasceu essa publicação no site, que agora chega a sua 100ª edição. Neste espaço, iremos abordar alguns dos lançamentos mais interessantes da playlist.

George Collins Band – “Stop the Sun” – [MINI ENTREVISTA]

– De que trata a canção, qual é a sua mensagem para o mundo? Esta é uma canção sobre o desejo de carregar no botão “Pause” e parar o fluxo cada vez mais rápido do tempo. É uma canção muito pessoal, mas também com um tema universal – qualquer pessoa que atinja uma certa idade irá certamente refletir sobre a sua infância e os dias da sua juventude, quando os dias duravam para sempre e toda a vida se estendia à sua frente – e contrastar isso com o presente, quando os dias são curtos e o tempo passa demasiado depressa, e vivemos as nossas vidas num estado de distração e sobrecarga.
E vejo isto todos os dias quando interajo com as minhas filhas pequenas – o que está a ajudar a manter-me jovem de coração, apesar de continuar a envelhecer.

– Como é que surgiu esta canção? Quando era miúdo, costumava ler uma Bíblia para crianças e ficava sempre impressionado com a história de Josué que parou o sol para poder ganhar uma batalha crucial contra os inimigos dos israelitas. Ainda hoje consigo visualizar a ilustração desta história – uma imagem muito poderosa de um guerreiro no cimo de uma colina com os braços levantados para o sol.
Passados cinquenta anos, quando me aproximava do meu sexagésimo aniversário, pensava para mim mesmo: “Demorei tanto tempo a começar a perceber este jogo da vida – agora preciso de mais sessenta anos para viver realmente o que aprendi. Quem me dera poder fazer o tempo parar, para poder fazer o que vim fazer e saborear cada momento que me resta”.
A imagem de Joshua com os braços estendidos voltou à minha mente, e a ideia para a canção nasceu.

– Comentários sobre o som do single?Stop the Sun” é uma faixa contagiante e enérgica, com harmonias maravilhosas e trompas fantásticas. Tive a sorte de ser apresentado ao tipo que faz os arranjos de trompas e cordas para a superestrela internacional Michael Buble, e ele criou um arranjo de trompas fantástico e trouxe os seus músicos da lista “A” para o estúdio, o que elevou a vibração desta canção a um nível totalmente novo.

Respostas George Collins Band

Phiya Helena – “Suspiro

Está canção ‘suspiro’ quer nos lembrar que o amor vem lá do além e que que é sagrado. Temos que escutar bem a sua voz pra receber na nossa vida. E um sentimento de saber, relaxamento profundo que evoca um suspiro da alma. Foi inspirado quando fiquei grávida um ano atrás. Antes de saber já estava cantando esta canção. Penso que foi o meu filho que já veio com a inspiração desta música. A sonoridade é um balanço entre harmonia e um pouco dissonância e traz uma atmosfera íntima e pura.

Vivija – “Your Arms” – (Equador) – [MINI ENTREVISTA]

– O que é essa música, em resumo? Esta música é uma afirmação de que Deus incansavelmente continua nos alcançando.

 – Indo mais fundo, o que a letra diz? Ele narra a maneira como minha vida se desenrolou e a maneira como eu tentei andar com Deus, começando com um profundo anseio por mais e chegando à conclusão de que Deus já me escolheu.

– Em que situação essa música nasceu e como foi aquele momento? Esta música começou como uma oração durante um momento de dificuldade e angústia na minha vida, onde todo o meu ser estava procurando amor, mas não sendo capaz de vê-lo.

– Há algo nesta versão que você queira destacar? Eu sempre criei música em espanhol e eu sou do Equador e esta é a primeira vez que estou lançando uma música em inglês.

Respostas Vivija

Blue Benders“We got you” – (Suécia) – [MINI ENTREVISTA]

– Sobre o que é a música? Bem, eu gosto de pensar na música como uma conversa entre dois amigos. Um amigo está se sentindo deprimido e o outro amigo o lembra das pessoas ao seu redor, com a frase repetida “nós pegamos você”, significando que eles estão de volta.

– Por que e como surgiu essa música? Bem, quando nós, como banda, fizemos nossos primeiros shows, só fazíamos covers de blues, naturalmente queríamos escrever nossa própria música, dando um toque diferente ao blues que amamos. A música surgiu quando o guitarrista Edvin Öström veio com um riff para mim! Então chamamos todos da banda e todos colocaram seu coração nisso!

– Um comentário sobre o som e musicalidade do single. Bem, a espinha dorsal e os vocais da música foram todos gravados ao vivo! Com guitarras estrondosas, bateria firme e um refrão cativante ganhando destaque, gostaria de destacar o baixo nesta faixa! O som que buscamos com essa música era cru, mas elaborado e épico.

– O que a faixa revela sobre o EP? Bem, isso revela que não somos a banda convencional de blues. Amamos muitas músicas diferentes, e nosso som e nossa música refletem isso. Amamos o blues, mas não temos medo de desafiar o gênero e ampliar os limites do tradicional blues de 12 compassos.

Respostas Blue Benders

Twisted Limbs“Battery” – (Canadá) – [MINI ENTREVISTA]

– O que você diz nessa música? Essa música é sobre depressão; foi originalmente escrito por nosso colega de banda Riley (Rye Bread) Taylor, que já faleceu. Pegamos suas palavras e mudamos parte do refrão final para girar a mensagem. A música tinha muito desespero e queríamos torná-la mais edificante, para que as pessoas soubessem que há uma maneira de sair da depressão.

– Qual é a sua mensagem? Para nós, a mensagem dessa música é realmente tentar sair dessa depressão. Saia dessa rotina que te mantém para baixo. Também pretendemos compartilhar como é estar deprimido para que as pessoas possam se conectar com sua própria dor. Talvez juntos possamos nos curar.

– Que novidades essa música trouxe para o Rock? Riley tinha uma maneira única de escrever música. Sua maneira de harmonizar linhas de baixo e guitarra realmente funciona. É musicalmente movimentado e tudo serve as letras que são verdadeiras e honestas.

– Algo que você queira destacar? Diga às pessoas em sua vida que você as ama. Algumas pessoas nos deixam cedo demais. Se você se sente deprimido, saiba que não está sozinho. Entre em contato com alguém, você ficará surpreso com a gentileza que este mundo pode oferecer se você pedir. Apoie os esforços de redução de danos em sua comunidade, construa locais seguros para injeção e leve consigo um kit de naloxona se estiver perto de drogas.

Respostas Twisted Limbs

Olympia Bulhões: a casa de morada e seus emblemas simbólicos

Não te fies do tempo nem da eternidade que as nuvens me puxam pelos vestidos. que os ventos me arrastam contra.

LEIA MAIS

Quem é Ariano Suassuna? (por Marcelo Romagnoli, diretor e dramaturgo da peça “Mundo Suassuna”)

Ariano Suassuna (1927-2014) nasceu na capital da Parahyba e sempre defendeu o Brasil profundo. Poderia ser em Macondo, mas foi.

LEIA MAIS

“O único assassinato de Cazuza” (Conto de Lima Barreto)

HILDEGARDO BRANDÂO, conhecido familiarmente por Cazuza, tinha chegado aos seus cinqüenta anos e poucos, desesperançado; mas não desesperado. Depois de.

LEIA MAIS

Tim Maia em 294 palavras

Ícone do pop nacional, Tim Maia nasceu no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, em 1942. Antes do sucesso,.

LEIA MAIS

A Arte Não Precisa de Justificativa – Ep.1 do podcast “Mosaico Cristológico”

Neste episódio falamos sobre a obra de Hans. R. Rookmaaker – A Arte Não Precisa de Justificativa – e a.

LEIA MAIS

O cemitério velho da cidade de Patu

  Seguindo na Rua Capitão José Severino até o seu final, antes de adentrar pela Praça Padre Henrique Spitz, observa-se,.

LEIA MAIS

Tom Zé já dizia: todo compositor brasileiro é um complexado

O álbum “Todos os Olhos”, lançado em 1973 pelo cantor e compositor Tom Zé, traz a seguinte provocação logo em.

LEIA MAIS

Damião Costa: a pintura como morada do instante

O artista Damião Costa (São Vicente, RN, 1987), desde a infância, quando os olhos se detinham nos leilões televisivos de.

LEIA MAIS

Francisco Eduardo: retratos, andanças e marinas fundam uma poética

Veredas são caminhos abertos, livres entre florestas inóspitas ou suaves e são símbolos de ruas de escassez de cidades com seus bairros de.

LEIA MAIS

CONTO: A Falta de Sorte no Pacto de Morte (Gil Silva Freires)

Romeu amava Julieta. Não se trata da obra imortal de Willian Shakespeare, mas de uma história de amor suburbana, acontecida.

LEIA MAIS