19 de abril de 2026

Quando o algoritmo pede bis e a vida desafina

Por Fredi Jon – Vivemos numa época curiosa: tudo tem aplicativo, menos paciência. A tecnologia nos dá mapas, estatísticas, predições. Só não sabe lidar quando a pergunta é simples demais: o que é sentir?

A verdade é que não estamos diante de uma guerra entre humanos e máquinas. Estamos, na real, num campeonato de quem aguenta mais notificações antes de surtar. E, por enquanto, estamos perdendo feio.

O problema do “sempre online”

Chamamos de conexão, mas o que temos é uma overdose de ruído. A vida virou um feed infinito, e cada deslize é apenas mais um scroll. Mas quem foi que decidiu que “viver” é estar permanentemente atualizado?

Parece piada, mas não é: se o mundo acabar numa terça-feira, provavelmente vai ser no meio de uma reunião no Zoom. E alguém ainda vai perguntar: “Você está no mudo?”

A arte como contra-ataque (gentil)

A arte não serve para otimizar nada. Ao contrário: ela atrapalha o cronograma, bagunça o algoritmo e nos obriga a sentir coisas que não estavam previstas na agenda. Um acorde fora do lugar pode salvar a canção. Um silêncio no meio da fala pode dizer mais que um relatório inteiro.

Enquanto a tecnologia nos dá eficiência, a arte insiste em oferecer algo escandalosamente inútil: **sentido**.

E porque a tecnologia, afinal?

Ela não é vilã. É como aquele parente tagarela do almoço de domingo: ajuda, diverte, mas às vezes a gente precisa pedir para respirar. O problema não é a máquina criar, mas nós esquecermos que ainda cabe a nós decidir o que vale criar.

Se uma IA compõe uma canção que me emociona, ótimo. Mas aí surge a pergunta: – O que faço com o tempo que sobrou?  Vejo mais uma série ou finalmente sento para ouvir a vida sem pressa e reflito sobre o que é viver?

Algumas pequenas regras de sobrevivência

Intervalo não é luxo: até os robôs reiniciam. O erro é ouro: porque a vida sem tropeço vira tutorial de YouTube.

Cochilo é sabedoria: já dizia minha avó, nenhuma ansiedade sobrevive a uma soneca bem feita.

Três perguntas para o amanhã

1. O que eu nunca deixaria ser automatizado, mesmo que pudesse?
2. Qual dor merece cuidado lento, e não solução rápida?
3. Qual música me lembra que não sou engrenagem?

Talvez a tal verdade esquecida seja esta: um mundo habitável não depende só de processadores mais rápidos, mas de corações menos apressados. Porque, se for para viver apenas como algoritmo, até os robôs vão nos achar sem graça.

Conheça nossa arte das serenatas através do site – serenataecia.com.br / 11 99821-5788

Livro de Autoajuda

Nem todas as pessoas que escrevem livros de Autoajuda conseguiram resolver seus próprios problemas, mas sempre tem a fórmula mágica.

LEIA MAIS

A Arte Não Precisa de Justificativa – Ep.1 do podcast “Mosaico Cristológico”

Neste episódio falamos sobre a obra de Hans. R. Rookmaaker – A Arte Não Precisa de Justificativa – e a.

LEIA MAIS

Os Excluídos da Educação no Brasil

Pensando em muitos fatores relevantes no Brasil, exclusão, desigualdade social, discriminação e a privação da cidadania é que venho escrever.

LEIA MAIS

Ana Canan: metáforas da solidão extraídas da natureza

Clique aquiClique aquiClique aqui Perfil Ana Canan FlickrClique aqui Previous Next Suave é viver sóGrande e nobre é sempreviver simplesmente.Deixa.

LEIA MAIS

Geração com cérebro desperdiçado (Clarisse da Costa)

Se buscamos conhecimento, somos viajantes nesse vasto mundo. Mas quando deixamos o saber de lado o que somos? Em pleno.

LEIA MAIS

CONTO – “Luen: Na completa escuridão” (Samuel da Costa)

Alika, não sabia o que dizer, nem o que fazer, paralisada ela passou a prestar atenção, na figura abissal, que.

LEIA MAIS

Explore o universo literário

Você tem que se aventurar no campo literário e fazer novas descobertas. Você como leitor não pode ficar só focado.

LEIA MAIS

Comentários sobre “Saneamento Básico, O Filme”

Dialogo do filme: Figurante #1 -Olha quem vem lá!! Figurante #2 – Quem? Figurante #1 – É A Silene! Figurante.

LEIA MAIS

“Minha jornada musical entre o Brasil e a Alemanha” – Um relato de Juliana Blumenschein

Sou Juliana Blumenschein, cantautora alemã-brasileira, nascida em 1992 em Freiburg, no sul da Alemanha. Filha de brasileiros de Goiânia, meus pais migraram.

LEIA MAIS

O Abolicionista e escritor Cruz e Sousa

A literatura brasileira se divide em várias vertentes e dentro dela encontramos diversos escritores com personalidades diferentes e alguns até.

LEIA MAIS